TMJ do meu jeito

domingo, 4 de dezembro de 2016

Aprendendo japonês


Um projeto pessoal

Sei que tenho andado muito tempo longe do blog, mas acontece que tenho andado muito empenhada em realizar tipo um sonho antigo meu: aprender japonês. Mas por que japonês? Bem...

Desde pequena a cultura japonesa sempre fez parte da minha vida de uma forma ou de outra. Os desenhos mais antigos de que eu me lembro de ter assistido eram animes. Tenho contato com eles desde, sei lá, 5 ou seis anos. Lembro que os assistia quando estava no jardim de infância e pré-primário na extinta Rede Manchete, com televisão preto e branco.
Na época eu nem fazia idéia do que estava assistindo, mas gostava assim mesmo. Piratas do espaço era um deles e também patrulha estelar. Me lembro de várias cenas e dos nomes de alguns personagens. Também adorava “Super Aventuras”, que na verdade era uma série que apresentava diversos contos, muitos conhecidos por nós como “o quebra-nozes”, “Romeu e Julieta”, “o gato de botas” e “Chapeuzinho Vermelho”. Sério, eu lembro que a música de encerramento ficou na minha cabeça durante muitos anos e quando finalmente pude ouvi-la de novo no Youtube, tive a alegria de ver que era quase exatamente como me lembrava.

Don Drácula era outro desenho que eu amava e várias vezes quase chorei de tão triste que era o final de alguns episódios. Vale a pena ver, são poucos episódios (infelizmente).

Me lembro também de ver Dartagnan e os Três Mosqueteiros, que também era um anime só que ao invés de humanos, eram cães. Se bem que me lembro de um ratinho amigo do Dartagnan e de uma gata que era malvada, acho que se chamava Milady.

Bem, acho que já deu para entender. Tenho contato com animes desde criança embora atualmente não esteja acompanhando por falta de tempo e também porque são tantas opções que fico sem saber o que escolher.

Na época eu não sabia o que era anime e não fazia a menor idéia da existência do Japão, mas notava que tinha alguma coisa diferente naqueles desenhos que não tinha nos outros. Só não sabia explicar e também não gastava lá muito tempo pensando nisso. Só queria assistir e me divertir mesmo.

Ah, claro, também não posso me esquecer das séries porque foi com elas que passei a ter um pouco mais de contato com o Japão e sua cultura, inclusive vendo um pouco da sua escrita apesar de não entender nada. O primeiro de todos foi Spectreman.

Depois fui tendo contato com outras como Changeman, Jaspion, Flashman, Jiraya, Cybercops, Jiban, Black Kamen Rider, Lion Man e Spielvan.

Nota: Lion Man era um samurai que na hora de lutar se transformava e ganhava uma cabeça de leão tosca de doer, mas na época eu nem percebia. Olhando hoje eu me acabo de rir com a máscara que deram para o coitado.

Nota n. 2: sabem a Rita Repulsa, dos Power Rangers? Pois é. Ela também já participou de dois seriados, Jiraya e Spielvan. Foi a única coisa que me fez acompanhar Power Rangers por um tempo, senão eu nem teria dado atenção a série.

E também tem um livro que eu li a muitos anos chamado Shogun (é um camalhaço enorme, mas vale a pena). Vi ali minhas primeiras palavras em japonês como água, por favor, obrigado e compreendo/não compreendo. Desde então eu sempre procurava acompanhar o que podia do Japão.

Também assisti outros animes, claro, mas não vou me estender muito aqui. Eu vinha adiando esse sonho há bastante tempo, mas agora resolvi que quero aprender e comecei a estudar. De vez em quando vou postando meus progressos e impressões sobre a linguagem. Por enquanto estou engatinhando.

Só consegui decorar o hiragana e katakana, sei um kanji aqui e ali e estou começando a aprender a gramática e também algumas palavras, então ainda é meio cedo para falar alguma coisa, com o tempo vou dizer mais.

Eu gosto do Japão, apesar de não idolatrar cegamente. Sei que tem problemas como em qualquer outro país, mas também tem uma cultura rica e interessante que vale a pena dar uma olhada.


domingo, 27 de novembro de 2016

TMJ#100 - Eles voltaram!: Palpites



Depois de muita lenga-lenga, finalmente resolveram liberar a capa da ed. 100. Sério, gente, eles enrolaram tanto que eu fiquei com medo de a capa só sair quando as edições chegassem às bancas.

Mas finalmente saiu, né... O que eu achei? Bem... digamos que eu tinha outras expectativas para essa capa. Tá bom, viu ser sincera. Considerando que é a centésima edição, eu esperava bem mais. E pelo estardalhaço que estavam fazendo, cheguei até a pensar que fosse uma capa dura, em alto relevo, que brilha no escuro e ed. colorida. Ledo engano...

Para falar a verdade, até esperei um pouquinho antes de soltar os palpites na esperança de que eles, sei lá, falassem que aquela capa foi trollagem e mostrassem a verdadeira. Ou então que eles tenham soltado essa capa, mas quando a edição chegar nas bancas vamos ter a surpresa de ver uma capa linda. Ah, sonhar não custa!

Não é que tenha ficado feia, mas convenhamos: ficou um tanto aquém do esperado. Ainda mais que é a ed. 100. Não é todo dia que uma revista chega a centésima edição. Levaram oito anos e quatro meses para chegar a esse número.

E gente, só eu fiquei meio nervosa com a saia da Mônica? A impressão que eu tenho é que se tirar o cinto, a saia cai no chão. Mas no resto eu gostei da roupa dela. Vermelho é a cor certa, não tem jeito. Pelo menos escolheram bem a cor. A roupa do Cebola também ficou bonita, mas senti falta de um verde.

Mas vamos à história. A sinopse não diz muita coisa, apenas que um ser misterioso vai chegar ao bairro limoeiro e vai ficar para o leitor descobrir quem ele é. Eu li no ask da Petra que a história tinha ficado bastante diferente do que ela tinha feito originalmente. Ela teve que ir mudando até ficar como Maurício e Alice desejavam.

Confesso que quando li isso fiquei um tanto preocupada, mas vou tentar manter o otimismo e esperar que no fim a história seja muito boa. Afinal, o Maurício criou uma revista que dura mais de 50 anos, não é? Vamos confiar na competência dele e da Alice.

O palpite está meio difícil. Muita gente sempre falou que se a ed. 50 era o casamento da Mônica com o Cebola, a 100 seria onde o filho deles ia aparecer. Então muitos estão pensando que o garotinho da capa é filho deles, apesar do cabelo loiro. Pode ser o filho que ainda não nasceu querendo juntar seus futuros pais para que ele possa nascer. Os cabelos loiros devem ser porque ainda é espírito, mas quando nascer vão ficar escuros. Já outros pensam que é um cupido querendo juntá-los novamente. Acho que vamos ter que ler a história e deduzir quem ele é de verdade.

E é claro que os leitores devem star esperando a reconciliação deles, né non?

Eu sempre falava, em tom de brincadeira, que iam usar a ed. 100 para a reconciliação deles. Será que eu tô certa? Ah, não! Dessa vez eu queria estar errada! Não por ser contra eles voltarem, atualmente isso não me faz diferença nenhuma. É que eu queria muito uma aventura com os quatro protagonistas, não mais uma história centrada nessa eterna lenga-lenga entre eles que não se resolve nunca.

Há uma página da história divulgada pela UOL e ao que parece, o garotinho está empenhado em fazer com que eles reatem. (http://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2016/11/25/monica-e-cebolinha-vao-ter-um-filho.htm)

A reportagem fala sobre um acontecimento bombástico. Bem... acho que o único acontecimento bombástico que os fãs esperam é exatamente esse: Mônica e Cebola voltando a namorar. Não acho que um filho possa ser classificado como “acontecimento bombástico”, a não ser que a Mônica engravide aos 15 anos nessa edição, o que não tem a menor chance de acontecer. Um filho do futuro não chega a ser bombástico porque o futuro é só uma possibilidade, que pode ou não acontecer.

E acho que o título da história é bem sugestivo: “eles voltaram!”. A não ser que estejam falando de personagens antigos do gibi aparecendo na TMJ, tudo leva a crer que estão falando do namoro deles. 

Se bem as partes do “Fala Maurício” que a reportagem divulgou não falam exatamente sobre reatar namoro, talvez seja só o início de uma reaproximação, o que chega a ser pior ainda porque, convenhamos, isso poderia ser feito em qualquer edição. Não precisa de uma ed. especial para isso. A não ser que o termo “reaproximação” signifique que eles reataram. Além do mais, só partes do “Fala Maurício” foram divulgadas, eles devem ter cortado exatamente onde fala sobre a volta deles. De qualquer forma, se isso significa colocar um ponto final nessa eterna lenga-lenga, tudo bem. Caso contrário, vai ser um baita desperdício usar a ed. 100 para esse tipo de história, mesmo que seja muito boa.

O jeito é esperar para ver. Olha, mesmo que a história seja sobre a volta deles, mesmo que tudo dê certo no final, eu ainda fiquei um tanto decepcionada porque acho que uma edição como essa deveria ser voltada para os quatro e não só para Mônica e Cebola. Mas vamos com calma, né? Pode ser que Cascão e Magali apareçam e participem bastante mesmo não estando na capa. Ainda assim, continuo achando que o protagonismo deveria ser de todos dessa vez. Foi por isso que fiquei decepcionada com a capa, porque acho que deviam aparecer os quatro. Ou será que Cascão e Magali viraram personagens secundários e ninguém me avisou?

Agora, quero só saber como vão ficar os fãs se porventura Mônica e Cebola não reatarem dessa vez. Como falei antes, pode ser que a história traga apenas o início da reaproximação deles, quando Mônica vai voltar a ver o Cebola como algo mais que um amigo. Acho que vai ser tremendamente decepcionante para quem está torcendo pela volta deles. Para mim não vai fazer diferença nenhuma. Contanto que o relacionamento deles não volte a ser um drama, tudo bem.

E de qualquer forma, caso a história mostre mesmo a volta ou reaproximação deles, acho muito esquisito que isso aconteça apenas 4 edições depois da Mônica ter terminado com o DC. Eu sei que não há necessidade de ficar remexendo nesse assunto eternamente, mas não vemos a Mônica passando pelo seu período de “luto” após o fim do relacionamento (a não ser que a gente vá ver isso na ed. 100). A Mônica que vemos nas ed. seguintes não se parece em nada com uma jovem que terminou com o namorado a quem amava.

A impressão que está dando é que terminaram o namoro da Mônica só para poder juntá-la com o Cebola depois. Quer dizer, apesar de tudo as coisas pareciam ir bem, acho que dava para ir ajustando até eles encontrarem um meio termo. Estava até começando a gostar de vê-la com o DC apesar de tudo. E os programas dele que foram mostrados na ed. 96 pareceram bem legais para mim. Com mais esforço e diálogo, acho que dava sim para eles chegarem a um acordo, tanto que achei muito estranho o DC ter preferido terminar tudo sem nem ao menos ter se esforçado um pouco mais. Afinal, ainda havia amor entre eles. Mas enfim... acabou e não há mais nada que se possa fazer. Estava planejado.

O que eu quero dizer é: será que se passou tanto tempo assim na TMJ para que seja viável pensar em uma reaproximação (ou mesmo o namoro) dela com o Cebola? Eu sei que não existe tempo mínimo para isso, uma pessoa pode terminar hoje e ficar com outra amanhã. Cada um decide o que é melhor para si. Mas na prática, costuma levar um tempo até que isso aconteça. Será que a Mônica já superou o rompimento com o DC e agora está pronta para ficar com outra pessoa? É essa a questão.

Quanto ao menino ser filho deles, sei não... o Cebola tem cabelo preto os da Mônica são castanhos. Acho que temos 3 possibilidades:

1 – Esse menino foi trocado na maternidade.
2 – A Mônica andou colocando duas pontas a mais na cabeça do Cebola (aposto que foi com o Toni).
3 – Ele não é filho deles.

Talvez a opção 3 seja a mais provável. Ele pode ser alguma entidade interessada em reaproximá-los. Quem sabe um cupido ou um anjo. Eu lembro da ed. a cores com a Mônica 2.0 e todas as outras versões da Mônica. Será que ele não teria sido enviado por elas? Sim, sei que tem muita viagem nessa maionese, mas sei lá... sempre quis que dessem continuidade naquela parte das Mônicas. A Mônica 2.0 falou “eu sou você amanhã”, estou esperando esse amanhã chegar até agora.

E também tem uma coisa: muita gente deduziu que o menino é filho deles porque na capa eles parecem andar de mãos dadas. Poréeeemmmmm...

Se prestarem atenção, dá para ver que os três não estão de mãos dadas. O que parece, olhando para a imagem, é que o garotinho está tentando juntar as mãos da Mônica e do Cebola. Reparem que seus dedos já estão se tocando de leve, o que parece reforçar um pouco a teoria de que nessa história só vamos ter um início de reaproximação. Além do mais, os dois olham para a frente e não para a criança, o que seria esperado caso fosse mesmo o filho deles. É provável que eles nem estejam conscientes da sua presença já que tem um brilho ao redor, indicando que ele pode estar em outro plano de existência. E pelo que diz a sinopse, acho que só o leitor vai saber que esse menino está andando pelo bairro. Os personagens nem vão ver nada. 

E será que esse menino vai influenciar só os dois ou os outros membros da turma? Pode ser que ele também faça algo pela Magali e Cascão, ajudando-os em alguma forma com seus namoros.

Eu até queria acreditar que a história pode tratar de outra coisa muito diferente e que a reaproximação deles seja só pano de fundo, não o assunto principal. Mas aquela página divulgada pela UOL não me deixa pensar assim. O jeito é esperar para ver. Até que estou bem curiosa.
Eu fiz um png do garotinho e vou publicar, só preciso dar um jeito na página de imagens que bugou de novo. Acho que vou precisar fazer algumas alterações. Não vai ficar como eu quero, mas pelo menos não dará mais problemas. Ah, tem quebra-cabeça também.

Não sei se a história vai falar sobre a reconciliação deles, tá? Apenas decidi fazer a capa assim porque, sei lá, deu vontade de fazer assim. De repente pode ser algo que não tem nada a ver, mas vamos deixar os cebônicos sonharem mais um pouco.

Para mais palpites, confiram o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem.


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

TMJ#99 - O parque assombrado: Críticas


Oi, gente, desculpe a demora. Foi mal. É que ando meio sem inspiração para escrever, sabe? Não tem nada a ver com a história, que foi muito boa e gostei bastante. É só... sei lá, algum tipo de bloqueio inexplicável.

Finalmente a Denise do futuro deu o ar da graça! Sim, depois de tanta espera, descobrimos o que aconteceu com ela e porque ela estava evitando o pessoal. Só falta saber qual é a participação dela no lance da volta da Serpente (que está voltando a um tempão e não chega nunca).

Confesso que estava sentindo bastante falta da Sofia porque ela só aparece nas histórias do Emerson. E fiquei feliz de ver o Xaveco participando mais e não sendo só um secundário que fica lá no canto do quadrinho.

O cenário também ficou incrível: um parque todo detonado, caindo aos pedaços, uma mera sombra do que foi antigamente. Eu já li a história onde o pai do Cascão leva ele e o Cebolinha ao parque do Ursinho Bilu e a diferença é gritante. De alegre, esse parque não tem mais nada.

Uma coisa que eu gosto nas histórias do Emerson é intercalar momentos de tensão com comédia. E as piadas são boas, como a paródia com o jogo Pokémon GO (que na revista é Bilumon GO).

Sempre me deu curiosidade saber como a Denise do presente via a do futuro. Por isso achei muita graça quando ela esculachou a outra e o Xaveco alfinetou “hum... tá falando da Denise do futuro ou de você mesma?” Dói, né? Especialmente no Xavecão que ainda continua apanhando, coitado.

Foi ótima idéia também colocar tipo um flashback da ed. 79 para ajudar um pouco quem talvez não tenha lido a história. Claro que não resolve tudo, mas pelo menos quem está chegando agora não fica tão perdido.

Falando em flashback, dois personagens antigos dos gibis também apareceram: Boca e Corina. Para quem não lembra, eles são daquela história “a tribo das modernosas”. Interessante, não? Denise se encontrou com eles na primeira vez quando era criança. Quando voltou ao passado, já crescida, acabou fazendo amizade com eles.

E quando a Denise reclamou que eles iam deixar as duas donzelas sozinhas? Pobre Xaveco, ninguém o leva a sério... mas temos que admitir que a participação dele foi ótima, especialmente trabalhando junto com a Denise, mas sem rolar nenhum clima romântico. Aliás, os dois mostraram que não estavam gostando nem um pouco do Xavecão tentar aproximá-los de qualquer jeito.

Afinal, os eventos que levaram os dois a se apaixonarem não aconteceram, logo fica difícil rolar algum sentimento entre eles. Sem falar que a Denise gosta do Xavecão, não do Xavequinho. Apesar de um ser o outro no futuro, agora é como se fossem pessoas diferentes.

Já falei que gosto do humor da história? Pois é, ver a Denise comendo doce vencido foi para morrer de rir mesmo porque depois ela ficou com uma tremenda dor de barriga. Até soltou umas bufas! Sério, primeira vez que vemos um personagem da TMJ soltando um PUM. Isso sim é uma edição histórica!

Também foi muito genial usar a clássica frase das balas Bilula ao longo da história. Vocês se lembram quando essa frase foi criada? Foi em 'Cebolinha nº 29' (Ed. Globo, Maio/ 1989).

O fabricante das balas Bilula lançou um concurso onde os participantes tinham que bolar alguma frase sobre as balas. O prêmio era uma bicicleta e um estoque bem grande de balas. Cebolinha decidiu participar e pediu ajuda para o Cascão e foi ele quem bolou a frase que todos conhecemos: “O Gato mia, o cachorro late, o macaco pula. Vivam as balas Bilula!”

Claro que o Cebolinha não gostou e acabou bolando outra frase e quando foi enviar a carta para o concurso, descobriu que a Mônica tinha escrito a mesma coisa e conseguiu convencê-la a mudar para a frase criada pelo Cascão, achando que com isso ia ser uma concorrente a menos. Só que ele quebrou a cara porque foi essa frase que ganhou. No fim a Mônica dividiu o prêmio com eles, ficando com a bicicleta enquanto os meninos ficaram com as balas. No fim das contas, foi o Cascão quem criou essa frase.

Voltando a história, já tinha muito leitor especulando se a Denise do futuro não tinha se tornado vilã e até passado a trabalhar para a serpente. E durante uma parte da história nós meio que ficamos com essa suspeita.

Outra grande surpresa da história foi que, após capturarem a Denise do futuro e a Mônica conseguir muito gentilmente fazê-la falar a verdade, nós descobrimos tudo o que tinha acontecido com ela e também do seu azar de voltar para o passado e ainda levar o Silencioso de brinde. Sim, tivemos um bocado de revelações.

O lance de ser cuco também me surpreendeu porque eu era capaz de jurar que a maldição durava 7 dias, não anos. Lembram da ed. 63 quando Mônica e Cebola viraram cucos? Dá até aflição pensar que eles estariam assim até agora se não tivessem esbarrado na Magali.

É claro que não podemos esquecer do Humberto, que virou o Silencioso. Sério, é difícil de acreditar que ele se transformou num vilão tão cruel e poderoso. Só não entendi muito bem por que ele ficou atacando as pessoas no parque, mas beleza, gostei da atuação dele. Especialmente da parte em que ele cismou de dominar o mundo. Afinal, sem o Cebola turbinado com a máscara da Berenice por perto, ele estava livre para fazer o que quisesse porque tinha um vírus bem sinistro para tocar o maior terror.

E para deixar tudo mais assustador ainda, ele revelou que nem vivo estava, que era tipo um cadáver dentro de uma máquina controlada por um vírus maligno. E o lesado ainda queria fazer a mesma coisa com o resto do mundo. Não dá, né?

A luta contra ele também foi épica. Geralmente essas lutas finais costumam ser corridas, mas dessa vez foi no tempo certo, sem enrolar demais e nem correr muito. O Silencioso se mostrou um adversário forte e difícil de abater. E sempre que a turma eliminava uma ameaça, outra surgia, sempre mais uma reviravolta.

Nota: por que ele chamou Denise de “minha pequena borboleta”? Acho que deixei passar alguma coisa. Seria alguma coisa a ver com o efeito borboleta?

Quando a gente pensou que tinham dado um jeito na criatura, ele aparece em meio as chamas. Todo caquético e detonado, mas aparece. Aí vem o Xavecão e dá um jeito nele com a Jujuba. Repararam que ele falou para o Silencioso mais ou menos a mesma coisa que falou para a Berenice? Sobre delírios de grandeza? Interessante, não?

Ah, mas quem disse que tudo acabou aí? Nananinanão, os outros animatronics também foram infectados com o vírus e no fim a Denise teve que dar um jeito naquela bagunça toda. Aí sim acabou.

Uma coisa que deve ter deixado todo mundo tipo “magoei, mimimi” foi a Denise do futuro não ter voltado para o Xavecão. Aposto que muita gente ficou de coração partido quando ela falou que não o amava mais, pois tinha passado muito tempo longe dele. E depois deu aquele alívio quando no final ela foi confrontada com a Denise do presente e a gente descobre que ela ainda ama o Xavecão, mas não pode ficar com ele porque tem um plano para defender a Terra da Serpente.

Sim, pessoal, a gente ainda vai ver a Denise do futuro de novo. O que ela está aprontando? Qual será o plano dela para combater a serpente? Imagino que deve ser algo muito arriscado e por isso ela quer manter o Xavecão longe, para que ele não corra perigo também. Só achei um tantinho arrogante da parte dela falar que os outros iam atrapalhar seu plano. Afinal, foi graças a ajuda deles que ela conseguiu dar um jeito no Silencioso. Sozinha, ela não teria conseguido nada. Acho que aí está faltando confiança na turma.

Se bem que o Xavecão falou que ela é uma grande heroína, então seria mais coerente pensar que ela tenta afastar todos para mantê-los em segurança. Bem, vamos ver isso quando a Serpente finalmente resolver dar o ar da graça e isso só vai acontecer depois que o quarto cavalo aparecer.

Outra coisa que me intriga é o fato da Denise do futuro e o Xavecão não envelhecerem. O Emerson falou certa vez que, como nunca foi documentada uma viagem no tempo, ninguém sabe como funciona e quais são suas conseqüências. Logo, cada autor pode escrever sobre o tema como quiser. Até aí tudo bem. O que me deixa curiosa é: o que vai acontecer quando finalmente chegar o ano em que eles voltaram para o passado? Quando chegar esse futuro, eles continuarão jovens para sempre ou começarão a envelhecer como todo mundo?

Acho isso bem interessante porque o futuro de onde eles vieram já não existe mais foi alterado. Bom, pelo menos eu acho que foi alterado, né... sabe-se lá o que ainda pode acontecer? Mas caso tenha sido alterado, será que eles vão continuar vivendo junto com os seus duplos do passado? Bem curioso isso porque agora eles se tornaram personagens diferentes e não apenas uma versão do futuro de Denise e Xaveco.

Também fico me perguntando se o vírus do Silencioso foi mesmo destruído. Quer dizer, os animatronics foram detonados pelo urso gigante, mas será que o vírus não sobreviveu em algum dispositivo de armazenamento, só esperando ser encontrado para causar mais estragos? Viajando um pouco na maionese, será que não existe a possibilidade de o Franja trabalhar na reconstrução do parque (afinal, tem robôs) e acabar encontrando o vírus? O que ele faria com um vírus desses? O Franja atual não é má pessoa e jamais faria algo para destruir o mundo, mas não sabemos o que pode vir a acontecer com ele. E se o tal vírus for capaz de infectar pessoas também? Só o tempo vai dizer, né?

Antes de terminar, só uma pequena curiosidade que eu não tinha notado antes e só percebi porque outras pessoas falaram (afinal, sou super antenada e presto atenção em tudo, SQN). Vocês sabiam que a quarta capa é na verdade a capa principal sendo vista por outro ângulo? É como se estivéssemos atrás dos personagens olhando para a tela de televisão. O problema é que cometeram um erro ao desenhar a roupa da Mônica. Na capa de frente é uma jaqueta e na quarta é uma blusa. Mas ficou bem interessante, até que podiam fazer isso mais vezes.

Eu gostei bastante da história. Foi basicamente tiro, porrada e bomba, do jeito que eu gosto.

Se vocês querem mais críticas, confiram o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:

terça-feira, 25 de outubro de 2016

TMJ#99 - O parque assombrado: Palpites





Depois de muita espera, vamos ter mais uma história do Emerson! Sim, pessoal, no mês de outubro não pode faltar uma boa história de terror, é tradição.

O problema é imaginar o que pode acontecer no tal parque assombrado. Sabemos apenas que vai ter barraco, gritaria e confusão, mas os detalhes ainda são complicados porque é difícil prever o que pode acontecer numa história do Emerson.

Por que o parque é assombrado? O que aconteceu lá? Será que eles vão achar a Denise do futuro? Será que vamos ver dois Xavecos e duas Denises numa mesma história? Já pensaram se o Xavequinho fica dando de cima da Denise do futuro? Ou resolve se apaixonar de vez pela do presente achando que um dia eles vão casar? Será que a serpente vai aparecer? Agnes vai voltar? Berenice vai voltar? Eita, vamos nos acalmar, certo?

Eu li a história onde o pai do Cascão leva ele e o Cebolinha para o parque, mas acho que não deve ter nada a ver.

Bom, eles entram no parque, levam um monte de susto, passam por uns apertos, situações angustiantes, as peças de um mistério vão se juntando aos poucos, uma luta final para ser o clímax da história e no fim eles saem inteiros do parque maldito. Só falta saber se vão mesmo achar a Denise do futuro e caso a encontrem, se ela vai ficar ou fugir de novo que nem na última vez.

Fico feliz por ter mais uma história do Emerson, estava sentindo falta do estilo dele. Será que vamos ter uma Denise bem debochada pegando no pé da Mônica o tempo inteiro? Já pensaram que doido as duas Denises se juntando para zoar com a cara dela?

Também fico me perguntando como o Xavecão está fazendo para viver no presente, se arrumou um emprego, casa para morar ou se continua na casa de praia do Xaveco.

Acho que fora isso, não tenho assim muita coisa para falar, acho que a criatividade também anda em baixa, apesar de eu estar bastante empolgada para ler a história. Sei que vai ter muitas surpresas e um bocado de terror. Ultimamente tenho tomado gosto por histórias de terror, especialmente de zumbis.

Há um tempo atrás li dois livros da saga Terra Morta, de um autor brasileiro. Depois li a Crônica dos Mortos, também de um autor brasileiro. Valem a pena, embora eu não recomende para crianças. Na minha lista de leitura para os próximos meses estão orgulho e preconceito zumbi e depois Apocalipse Z.

Voltando a história, acho que vou ter mais coisas para falar na hora da crítica.



quarta-feira, 19 de outubro de 2016

TMJ#98 - O apanhador de pesadelos: Críticas

Nossa, como estou atrasada! Foi mal, gente, é que estou envolvida num projeto pessoal que anda tomando um bocado do meu tempo. Depois eu falo sobre isso, vamos as críticas.

Para começar, eu errei feio sobre as criaturas dos sonhos, não eram nada do que pensei. Mas foi melhor assim, gostei da surpresa. Tipo, eu pensei que a mulher com o cetro de lua fosse para a Magali (acho que o Flávio meio que fez de propósito para confundir). Mas no fim era para o Cebola, representando talvez sua ansiedade para provar seu valor.

Aliás, dá para ver que os pesadelos de cada um representavam sua ansiedade e seus maiores medos, o que foi bem legal porque ajudou a dar mais profundidade para eles.

A história parece ser tipo uma continuação do gibi onde o Cebolinha ganhou um apanhador de sonhos do seu Ubiraci, mas seus pesadelos escaparam e ficaram vagando pelo bairro. É só o que sei porque não li a história. E foi legal terem trazido um personagem antigo de volta, deviam fazer isso mais vezes.

Sobre o Cebola sonhar que está pelado, lembro que quando estava na faculdade ouvi uns colegas de sala comentando que já sonharam que estavam andando na rua sem calça, nem cueca. Pelo visto é um sonho comum entre os homens. 

Até certo ponto a história vai... normal. Por uma estranha coincidência Mônica e Magali também vão atrás de um apanhador de sonhos, todo mundo se reúne para uma soneca e é aí que começa toda a confusão quando os apanhadores são fritados por causa de um raio.

Nota: a cena do Cascão elogiando a vaquinha e levando um tremendo susto foi engraçada. Arreda, coisa ruim!

Outra coisa que observei é a Mônica e o Cebola se dando tão bem, com bastante contato físico. Sei lá, estou achando a Mônica muito tranqüila para quem terminou o namoro recentemente, mas tudo bem. A história é de outro roteirista e ele não deve ter achado importante tratar desse assunto, que é da Petra. Melhor assim, para falar a verdade. Não quero ver a Mônica depressiva por ter levado mais um chute e também estou super enjoada das brigas dela com o Cebola. Tomara que os dois continuem de boa, pelo menos.

A história também faz referencia a série Stranger Things, que nunca assisti mas pretendo dar uma espiada qualquer dia desses. Parece legal porque minha infância foi nos anos 80 e é uma época sem igual, só quem viveu sabe mesmo como é.

Quando voltaram o seu Ubiraci depois que os apanhadores viraram waffle queimado, todo aquele papo dele ao preparar os jovens para capturar os pesadelos ficou assim... deixa eu ver, místico, tipo um mestre preparando seus alunos para uma jornada cheia de magia, lutas, coisas assim. Um tantinho anos 80 também, só que com referências a Harry Potter. Ainda assim gostei, especialmente do Cascão tentando fazer mágica com a varinha. E a cara dele por ter ficado com o urubu, totem da purificação.

A partir daí começa a verdadeira ação, onde eles tentam capturar seus pesadelos e para isso precisam enfrentar seus fantasmas internos. O da Magali foi uma grande surpresa para mim porque eu pensei que esse fosse da Mônica. Quando lia os gibis e via a relação da Magali com a comida, sempre achei que ela era mesmo egoísta, mas sei lá, acabava relevando porque também me identificava bastante. Sério, eu não gostava quando me pediam coisas que eu estava comendo. Sei lá, achava meio invasivo, especialmente quando era algo que eu tinha pouca chance de aproveitar como sorvete ou chocolate. Sem falar que algumas pessoas pediam assim de um jeito meio grosseiro que também me irritava.

Eu só não sabia que essa culpa era tão pesada, mas pelo menos ela acabou resolvendo facilmente. Acho que em parte foi por ter conseguido vencer seu ID após lutar por tantos anos. Se bem que tirando a comida, Magali era boa amiga, meiga, disposta a ajudar e aconselhar. Então de certa forma ela já sabia dividir.

Outra surpresa para mim foi o pesadelo do Cascão porque eu nunca pensei que ele tivesse medo de ficar sozinho. Sei lá, para mim aquilo era qualquer coisa relacionada aos aliens do planeta Tumba. Mas foi legal conhecer mais esse lado dele embora eu não entenda muito bem o porquê de terem escolhido solidão como medo para o Cascão.

Já o pesadelo do Cebola foi hilário. Sério, eu não pensei que ele tivesse tanto medo de pagar mico. Quer dizer, todo mundo tem, mas parece que o dele é mais forte. E sério, ver o Cebola pelado não foi assim muito agradável não. Se fosse o Chico ou o Xavecão ainda vá lá.

E não podemos esquecer o pesadelo da Mônica, aquele que eu pensei ser do Cascão. Viu como tudo ficou bem diferente do que a gente esperava? Taí uma coisa de que gostei muito na história: a surpresa. E também fiquei surpresa quando vi que o pesadelo da Mônica era a insegurança, mas até que faz sentido.

Ela sempre foi muito insegura (depois de tantos anos sendo chamada de gorda, baixinha e dentuça, quem não ficaria?), mas fico feliz ao ver que ela superou isso. Na ed. dos aparelhos ela já tinha deixado bem claro que o Cebola não podia mais brincar com as inseguranças dela, mostrando que ela também tinha crescido bastante nesse tempo em que ficaram separados.

Acho que o Flávio resolveu aproveitar essa parte e transformar em um pesadelo que ela foi capaz de vencer facilmente. Quer dizer, acho que venceu mais fácil que os outros, o monstro não teve poder sobre ela nenhuma vez. Pelo menos ela não ficou melecada de pus que nem a Magali. Sério, isso foi nojento. Amei!

Mas dramático mesmo foi o pesadelo do Cebola que representava seu ciúme. Aqui vemos como ele sentiu vergonha por ter perdido a Mônica, especialmente porque foi por falta de confiança e de segurança. Foi difícil, mas ele conseguiu superar, embora tenha sido doloroso.

Os dois últimos pesadelos foram assim meio estranhos, talvez seja um medo mais genérico, especialmente de quem navega na internet. Eles são chamados de Hater e Stalker. Sério, Stalker realmente me dá medo porque detesto pessoas xeretando minha vida. Tanto que não coloco nem meu rosto, nem meu nome em lugar nenhum exatamente para manter minha privacidade.

A luta final foi um bom clímax, algo para fechar bem a história porque envolveu os quatro trabalhando em equipe e cada um usando o seu totem para vencer os caipirotos digitais.

Acho que esses dois últimos pesadelos foram tipo um alerta ou uma reflexão para as pessoas. Tem muita gente doente pelo mundo que se acha inatingível porque está atrás do computador, aí sai despejando seu ódio por onde passa. É difícil ignorar. No passado eu gostava de provocar e zoar com esses haters só para vê-los espernear. Sério, eles ficavam maluquinhos pra receber um pouco de atenção e agiam como macacos de circo toda vez que eu os respondia. Mas depois perdi a graça e resolvi apenas deixar quieto.

A história terminou bem, eles ganharam apanhadores novos (também queria um desses) e todo mundo foi dormir. Mais alguém notou o Cebola juntinho da Mônica? Será que isso é tipo um aviso de que a reconciliação deles está próxima ou é só para mostrar que no momento eles estão se dando bem? Sei lá, acho que é a segunda opção. Imagino que eles vão enrolar mais um pouco até a reconciliação deles (duvido que vai ser na ed. 100). Por mim, podiam deixar para a ed. 200 e enquanto isso focar em outros personagens, mas a direção da MSP deve ter outros planos.

Eu gostei bastante da história porque focou nos quatro e não só em Mônica-Cebola-Mônica-Cebola... gostei da forma como os pesadelos foram desenhados, representando os medos de cada um deles e também de como eles foram capazes de enfrentar seus medos e neuras.

Foi uma boa história no fim das contas e espero que façam outras assim no futuro, com os quatro trabalhando em equipe. Afinal, eles são protagonistas, não somente Mônica e Cebola.

Essa foi a crítica do mês, vou ver se solto os palpites o mais rápido possível. E também quero falar de vocês sobre um projeto pessoal meu, mas só que não tem nada a ver com a TMJ. É apenas algo que eu queria fazer a bastante tempo e comecei recentemente. Depois dou mais detalhes.

Para mais críticas, confiram o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem: