Nesse mês:

O Circo Intinerante do Sr. Dante é um lugar mais terrível do que divertido.

Imagens e png's

Imagens em boa qualidade e alta resolução para serem usadas em capas, montagens e onde mais sua imaginação mandar.

Jogos

Quebra-cabeças, jogo da memória, caça-palavras, palavras cruzadas e jogos dos sete erros. Hora de divertir e exercitar o cérebro!

Fanfictions

Fanfictions escritas por mim mesma sobre TMJ. Tem romance, terror, suspense, comédia, drama... é para rir, chorar e se emocionar!

Parceria

Unidos conseguiremos venceremos. Vamos formar uma grande família de blogs!

Pages

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Minha nova fanfic: O Mundo Perfeito.

Nova fanfic! E dessa vez não é promessa não. É uma história que já está pronta e será publicada como sempre: um capítulo por dia.

A estrela dessa história é... Maria Cebolinha! Sim, pessoal, faz um tempo que eu estava querendo escrever uma fanfic sobre ela usando como inspiração o filme Coraline e o mundo secreto. Finalmente consegui escrever algo que não parecesse apenas uma imitação.

Quem conhece o filme identificou logo de cara, mas quem não conhece não precisa preocupar. Não é preciso ter assistido o filme para entender a história.

Existem algumas semelhanças com o filme sim, mas tem várias diferenças que, imagino eu, irão surpreender bastante.

Eu estava escrevendo outra fanfic e até tinha publicado alguns teasers no facebook. Acontece que a ed. 80 meio que atrapalhou um pouco porque agora eu não sei como vai ficar a situação da Mônica com o DC. A relação deles não é tema central na minha fanfic, mas se acontecer de eles terminarem, vou ter que mudar muita coisa.

Então vou ter que esperar publicar a ed. 81 e ver como as coisas vão ficar.

Pelo menos consegui escrever outra história. Essa eu fiz em dois dias, então não sei se ficou realmente boa. Foi num daqueles momentos em que as idéias começaram a fluir. A última vez que me senti inspirada assim foi quando escrevi gostosuras ou travessuras.

Pela capa vocês podem ver que as coisas vão ficar tensas. 

Bem, aqui está a capa da história, espero que gostem. Quem costuma ler no Nyah, tem esse link: O Mundo Perfeito - Nyah e quem prefere o Animespirit, pode ler aqui: O Mundo Perfeito - AnimeSpirit



TMJ#80: Circo Macabro - Críticas


E aí, gente? Já leram a ed. 80? Pois é. Parece que a história desse mês foi bastante tensa! Uns adoraram, outros odiaram, teve uma parte que ficou com birra da Mônica...

O tema da história é bom e aborda, ainda que de leve, o tema da discriminação. E também tem a questão de como a Mônica vê a si mesma e sua força. Apesar de tudo, ela quer ter uma vida normal e não ser vista como uma criatura sobre-humana. E em uma sociedade onde mulher TEM QUE ser delicada, fraquinha e meiga, deve ser difícil para uma garota ser o oposto disso.

Muita gente está reclamando porque ela está meio chata e ranzinza nessa história. Bem... ela é a Mônica, certo? Não podemos querer que ela seja meiga e boazinha o tempo inteiro. E cá entre nós, eu também ficaria mal humorada se também fosse obrigada a assistir uma aula de código Morse.

Falando em código Morse, não foi dessa vez que o Cebola conseguiu sua chance com ela. Quase fiquei com pena quando os dois se beijaram na frente dele. Quase.

Parece também que o namoro da Mônica está meio que azedando por causa do jeito não muito convencional do DC. Nós já reparamos isso em edições passadas. Apesar de ser um bom namorado e gostar muito da Mônica, os gostos dele são muito diferentes dos dela e os dois não estão conseguindo encontrar um meio-termo.

E agora ela se sente mal por ele não demonstrar nenhum ciúme, controle ou insegurança. De certa forma, eu entendo o lado dela. As pessoas tendem a achar que ciúme é demonstração de amor. Logo, quem não demonstra ciúme, não ama, não importa, não cuida, não dá valor. As pessoas realmente acreditam nisso e acabam associando a ausência de ciúme descaso e falta de amor. Por isso, apesar de não ter concordado eu entendi a queixa dela.

Por outro lado, parece que ela também anda meio estressada com o jeito do DC de sempre contrariar tudo, ir na contra-mão e achar que tudo o que é diferente é bom. Até me veio à cabeça aquela expressão: “casa com o Che Guevara e depois pede para ele tirar a barba”. Ela o conheceu assim, então devia entender que o jeito de ser dele é esse mesmo. Afinal, ele nunca pediu isso dela.

Mas pode ser que no fundo ela só esteja procurando um meio termo. Eu já tinha reparado que os dois não curtem as mesmas coisas. E também que eles andam fazendo só o que ele quer. Antes era aquele filme ucranoviano chato e quando ela quis ver algo do seu gosto, ele não aceitou. Depois os campeonatos de xadrez. E mesmo ela demonstrando claramente que não estava curtindo, ele insistia em continuar sem importar com ela.

As coisas começam a ficar emocionantes quando aparece aquele caminhão desgovernado. A cena em que a Mônica agarra o caminhão, depois usa um tambor para segurar o veículo numa árvore além de boa, mostrou muito bem que além de forte, ela é atlética e ágil. Sim, eu sinto falta de ver a Mônica demonstrando sua força e agilidade. Também sinto falta da Mônica inteligente e capaz de sair de situações complicadas (tipo a ed. dos campeões da justiça). Acho que de tanto focarem no drama amoroso da personagem, estão esquecendo das qualidades e atributos dela. 

O DC, claro, achou o máximo ver a demonstração de força dela. E o Sr. Dante então nem se fala! Aposto que ao olhar para ela, ele deve ter visto um saco enorme de dinheiro!

Uma coisa que eu não gostei muito foi o DC falar que a Mônica “tocava terror nos meninos do bairro”. Na ed. 53 a Marina falou mais ou menos a mesma coisa, que ela aterrorizava os meninos na infância. Sei lá, mas para mim ficou parecendo que a colocaram no mesmo nível do Tonhão da rua de baixo sendo que ela só reagia as provocações do garotos. A Mônica podia não ser uma santinha perfeita, mas ela também não saia por aí batendo em todo mundo por diversão ou para intimidar como um típico valentão faria.

Quando Sr.Dante a convidou para o circo, ficou mais evidente a tendência do DC de querer as coisas do jeito dele. Quer dizer, o convite foi para ela, não foi? Então ele não podia simplesmente decidir pelos dois passando por cima da vontade dela. Só que mais uma vez a Mônica (tão teimosa e mandona) cedeu porque era uma coisa que eles podiam curtir juntos, finalmente.

Ah, claro, teve a cena em que ela conversava com os pais e muitos devem ter ficado com antipatia dela por causa disso. Mas gente, vamos ser sinceros: quem aí nunca deu ao menos uma resposta atravessada aos pais na vida? É coisa de adolescente querendo mais espaço, privacidade e autonomia. E ela não foi grossa ou estúpida, apenas mais firme e direta. Em momento algum ela desafiou a autoridade deles. Tenho certeza de que se no final eles a tivessem proibido, ela não teria ido. Vamos lembrar que o Cebola tratou o pai dele muito pior do que isso, tá?

No circo, as reações dos dois também foram bem interessantes. O DC estava todo deslumbrado por ver pessoas bem diferentes e fora do normal. Já Mônica não parecia estar curtindo tanta coisa bizarra e diferente de uma vez só e em vários momentos se mostrou contra a violência que foi mostrada no show. E nessa hora nos também vemos como o pessoal do circo é de fato diferente.

Antigamente (não sei se ainda é assim) pessoas muito diferentes ou com grandes deformidades só encontravam espaço nos tais circos de aberrações. Ali elas tinham abrigo, estavam entre pessoas com problemas semelhantes e era tipo uma proteção contra a hostilidade do resto do mundo. Então nesse ponto o Sr. Dante não deixou de ter razão: o mundo hostiliza as pessoas que desviam dos padrões. E de certa forma isso tocou num nervo sensível da Mônica, que mesmo tendo força sobre-humana, quer ser e viver como uma garota normal.

E mais uma vez vemos o DC dando mancada achando que podia responder o convite do Sr. Dante no lugar da Mônica, achando que ela devia aceitar a oferta. Isso sim foi uma total falta de noção. Tipo assim, será que ele nunca pensou que ao aceitar a oferta, ela teria que deixar a família, escola, amigos e inclusive o namorado? Com essa, minha suspeita da postura controladora dele se confirma, porque ele agiu pensando no que faria, não no que a Mônica queria de verdade. Claro que ele não faz por maldade, mas é um defeito dele que está se tornando evidente.

Mas tem uma coisa que o DC falou e já me ocorreu muitas vezes, só que eu pensava ser impressão minha. Ele fala que os meninos implicavam com ela por causa das suas diferenças e analisando bem, ele não deixa de ter razão. A Mônica sempre foi diferente das meninas e não falo só da força física. Ela era gordinha, baixinha e dentuça. Quer dizer, uma menina “fora dos padrões” comparando com as outras. Resumindo: ela não era considerada como uma menina bonita.

Ela insiste que tudo era só molecagem, mas tenho minhas dúvidas. Eu nunca vi os garotos fazendo a mesma coisa com a Carminha, Marina, Denise ou Cascuda. Com a Magali só muito de vez em quando e não chegou nem perto do que a Mônica sofria.

Outra cena que deve ter deixado muita gente com mais raiva dela ainda foi na hora em que ela deu o maior fora no Cebola quando ele tentou falar com ela. O Cebola, coitado, ficou sem entender nada porque não sabia o que estava acontecendo de verdade.

Só que as coisas ainda pioraram quando o Sr. Dante resolveu apelar para a força bruta e colocar a Mônica no seu circo na marra. E explicou que com os divertimentos modernos, o circo não estava rendendo tanto quanto antes. E isso não deixa de ser verdade. Circos grandes e famosos estão se saindo bem porque tem recursos para dar grandes espetáculos e tal, mas os circos pequenos estão lutando para continuarem sobrevivendo.

Era por isso que ele queria que ela se juntasse a eles de qualquer forma, para salvar seu negócio. A cena de luta dela com os integrantes do circo foi muito boa na minha opinião. Ela enfrentou cada um deles e se saiu muito bem. Só não conseguiu derrotar o Telepax porque ele tinha dominado o DC, caso contrário ela teria escapado numa boa.

Sem falar que eu adorei quando o Sr. Dante fez o maior pouco caso do DC, falando o quanto ele era comum, ordinário, sem nada de especial. Para quem passou a vida inteira querendo ser diferente, isso deve ter sido um insulto pior do que xingar a mãe. E de certa forma um tapa no ego para ele cair na real e perceber que no fim das contas, era só um carinha com manias diferentes e nada mais.

No fim, como já estávamos esperando, ela foi raptada pelo Sr. Dante junto com o DC. Nessa parte eu fiquei me perguntando se em momento algum ele pensou que alguém fosse sentir falta dela, mas claro, é uma história e nem tudo precisa ser rigorosamente como no mundo real, senão fica um troço sem graça.

Outra cena bem tensa foi a Mônica brigando com o DC no final porque ela estava presa, foi afastada da família, ia ser obrigada a virar atração de circo e ele ainda levava tudo na brincadeira, como se fosse só uma aventura emocionante. Muita gente também achou ruim dessa parte. Mas eu a entendi muito bem. O DC estava muito sem noção dessa vez, credo!

Ah, claro, não vamos esquecer do chilique do Cebola quando lhe falaram que ela pode ter fugido com o namorado e ficou pensando que era culpa dele que estava pegando muito no pé. Bem... ele vai ter que superar isso na próxima edição se quiser ajudá-la. 

Imagino que muita gente deve ter ficado com raiva da Mônica por causa dessa edição. Vi muitos posts e comentários no face de pessoas que ficaram indignadas com o jeito que ela estava agindo com os pais, o Cebola e o DC. Bem... sobre os pais dela eu já expliquei.

Quanto ao Cebola, ela estava em um momento muito complicado e tenso, não dava para ter sido boazinha com ele. Sobre o DC... convenhamos. Ele pisou na bola dessa vez.

Primeiro: foi basicamente por causa da insistência dele que ela acabou aceitando ir ao circo. E caindo na armadilha. Sem falar que foi para salvar a vida dele que ela acabou se rendendo. Se estivesse sozinha, talvez conseguisse escapar.

Segundo: Ela estava assustada, triste com a possibilidade de nunca mais voltar para casa e ele ainda insistia em dar uma de sem noção, querendo ver alguma coisa boa onde não tinha nada de bom para ser visto.

Terceiro: ele colocou a culpa nela por ter atraído a atenção do Sr. Dante. A fala

“Você é que atraiu o interesse do tal Dante por ser tão diferente”.

Me soou como aquele discurso de culpar a mulher que foi assediada por ter chamado a atenção do assediador com uma roupa decotada.

A Mônica parou o caminhão porque queria salvar a vida do motorista e possivelmente de outras pessoas. Não tinha como adivinhar que o sujeito era mau caráter e ia raptá-la para fazer parte do seu circo. E mesmo que ela imaginasse isso, não teria deixado pessoas se machucarem ou coisa pior por causa desse risco. Apenas não teria ido ao circo, mas certamente ele teria arrumado outra forma de raptá-la porque quando uma pessoa mal intencionada quer fazer algo, ela sempre arruma um jeito de fazer. 

Sabe, no início eu pensei que ela estava sendo um pouco exagerada com o DC ao falar que depois de tudo aquilo ela ia pensar se eles deviam mesmo continuar juntos. Está certo que ele aprontou, mas não fazia sentido ela ter agido daquela forma sendo que tinha perdoado o Cebola tantas e tantas vezes. Mas aí eu me toquei de uma coisa: ela sofreu com o Cebola exatamente por viver sempre perdoando, passando por cima,  dando segunda, terceira, quarta, quinta chance. E ele nunca aprendia, muito pelo contrário. Então é óbvio que ela não podia continuar com essa mesma postura em outros relacionamentos.

Sei, sei, o DC vacilou uma vez só, então nada mais justo que ela lhe dar outra chance. Certo? Não sei. Em geral, quando uma pessoa é forçada a um extremo, tende a ir para outro extremo oposto. Antes a Mônica era tolerante demais, agora está sendo tolerante de menos. Imagino que ela também terá que amadurecer ao longo das edições e aprender a encontrar um meio termo. Não é saudável perdoar TODAS as mancadas e pisadas na bola, mas também não podemos nos tornar extremamente intolerantes a qualquer erro porque ninguém é perfeito e seres humanos sempre erram.

Bom, agora resta saber como vai ficar o namoro dos dois na próxima edição. Uns acham que vai acabar, outros acham que eles vão superar essa crise e continuar juntos. O que eu acho? Hahaha, esperem os palpites da ed. 81 porque se eu colocar aqui, fico sem nada para falar depois e esse post vai ficar muito longo.

Eu já estou fazendo a capa para a ed. 81. Quando ficar pronta, libero os png's.


sábado, 4 de abril de 2015

CBM#19 - Muito além do anzol: críticas

Capa CBM 19


Confesso que já era para eu ter feito a crítica da ed. 19, mas sei lá... a história não me empolgou muito. Já foi melhor no passado.

À medida que eu fui lendo, tive a impressão que eles faziam referencias de histórias do Chico quando era criança. Pelo menos foi o que me pareceu. Lembram da ed. colorida da Mônica, Lembranças? Nessa história, fizeram referencias das histórias mais marcantes da Mônica. Parece que na CBM 19 tentaram tipo fazer a mesma coisa, só que de outro jeito.

Só que dessa vez ficou algo assim, meio desconexo. Eles saiam de uma situação e entravam em outra assim de repente. Não sei se foi proposital ou não, mas a história ficou bem nonsense para mim.

Mas talvez tenha sido essa a intenção, narrar uma típica história de pescador cheia de casos estranhos, maluquices e coisas que ninguém acreditaria. Tudo começou com eles sendo engolidos por uma cobra gigante e terminou numa nave alienígena onde tinha o Chucl Norris dentro de um pote gigante que no fim os ajudou a lutar contra um robô para que eles pudessem fugir.

E depois disso tudo, eles não puderam contar nada para ninguém porque as pessoas sempre assumem que pescadores são mentirosos e ninguém acredita nas histórias que eles contam.

No caso do Chico, eu lembro de muitas histórias dele onde aconteciam as coisas mais absurdas e ninguém acreditava, o que dava a ele fama de mentiroso. Lembro de uma onde ele falou que atravessou um rio de piranhas, fugiu de uma onça, do saci e de sei lá mais o que. No fim a Rosinha não acreditou e deu um fora nele. Daí a história acaba com ele dando uma bronca em todo mundo falando algo tipo “viram o que você me arrumaram?” tudo em sotaque caipira, claro. Eu rachava de rir com essas histórias.

De qualquer forma, as situações que os três se meteram foram bem engraçadas. Zé Lelé com sua falta de noção, Zeca se comportando como típico rapaz da cidade grande e o Chico tentando tirar todos daquela confusão. E parece que teremos aventuras diferentes dessa vez porque o Chico está de férias e vai passar um tempo no sítio, o que pode ajudar a variar um pouco das histórias na faculdade.

Mas ainda assim... antes eu bem que estava gostando das edições do Chico, mas ultimamente as histórias tem andado assim meio fraquinhas e o elemento sobrenatural/sci-fi/fantástico não está ajudando muito.

E ainda tem o caso da Rosinha que deixou muitas coisas no ar. Sei que o foco é o Chico, mas uma ou outra edição focada nela não vai matar ninguém e acrescenta mais variedade a história.


Pelo menos a Fran não apareceu nessa edição. Antes ela era indiferente para mim, eu via apenas como uma personagem feita para se interessar pelo Chico criar disputa do Vespa com ele, etc. Mas agora ela tem andado muito chatinha para o meu gosto e essa insistência em querer ficar com o Chico mesmo ele tendo deixado claro que não quer nada com ela já está incomodando. Mas enfim... vamos ver se nas próximas edições eles melhoram as histórias.

Capa CBM 19

Parece que na próxima edição ele vai voltar ao passado, nos tempos do rei Arthur e vai correr o risco de ser queimado por bruxaria. Bem, a história parece que vai ser legal, talvez um pouco diferente. Quando vi a segunda capa, imaginei que aquele podia ser um ancestral dele, mas achei que a mulher era a cara da dona Marocas.

Capa CBM 19
Capa CBM 19



Também mostraram outra imagem de alguém que parece ser o Chico beijando uma garota que definitivamente não é a Rosinha. Já tem gente de cabelo em pé por causa dessa foto, mas eu acho que deve ser o ancestral dele. É bem capaz de nessa edição ele meio que se envolver numa história de romance do seu antepassado, tipo ajudando ele a conquistar o coração da mulher amada, mas talvez os pais dela não aceitem esse relacionamento (ela rica, ele pobre. Muito original) ou exista outro interessado (talvez um nobre com o bolso cheio de grana). Tipo essas coisas. Aí ele vai ter que resolver esse problema, já que pode afetar seu nascimento e de quebra evitar ser queimado vivo.
  
Aqui tem a crítica do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem e parece que a CBM desse mês também não agradou muito:

sábado, 28 de março de 2015

O Emerson está transformando o Cebola em vilão?

Depois do meu post anterior O Cebola é um vilão? surgiu outro questionamento de que o Emerson é quem está vilanizando o personagem. Bem... eu sei que as histórias do Emerson não são unanimidade. Tem leitor que adora, tem leitor que detesta. Mas no geral todos ficam satisfeitos porque também temos as histórias da Petra e do Cassaro, que trazem variedade.

E querem saber de uma coisa? Eu adoro as histórias do Emerson. Também tem uma quantidade enorme de fãs que adoram e a movimentação do facebook dele prova isso muito bem. Dentro do que é proposto, as histórias dele são ótimas. Podem não ser perfeitas, isentas de defeitos e furos porque isso é muito difícil. Mas dentro do possível, elas são sim muito boas.


“Ain, mas o Emerson está transformando o Cebola em vilão.”

Eu já expliquei em post anterior que a idéia de que a MSP está transformando o Cebola em vilão simplesmente não faz sentido. Na saga dele eu digo a mesma coisa.

“Ain, mas na ed. 79 o Cebola destrói o futuro.”

Na ed. 48 também e ninguém ficou de mimimi-mómómó por causa disso. Nesse caso foi pior porque ele fez isso sem usar máscara nenhuma.

No meu post anterior eu expliquei isso muito bem explicadinho, mas vou tentar detalhar mais aqui:

As máscaras da Berenice fizeram com que os espíritos perdessem o lado humano, os sentimentos e a empatia pelas pessoas. Uma pequena explicação que pode ser meio chatinha, mas a meu ver é necessária.

A mente humana é dividida em Id, Ego e Superego. ID vocês conhecem. O Superego representa os valores e normas sociais. É nele onde estão os conceitos de certo e errado, moral e imoral que a gente vai aprendendo ao longo da vida. Quando fazemos algo errado, o Superego nos pune com o remorso e peso na consciência. Ele também procura inibir os impulsos do ID e nos levar a um ideal de perfeição. Já o ego meio tenta conciliar as duas coisas, mas explicar isso aqui é desnecessário.

Saindo um pouco da psicologia e entrando num campo mais transcendental, dizem que também temos um eu superior. É meio difícil definir o que significa. Dizem que é o nosso “Ser Maior”, a verdadeira Luz que cada um “é” ou “deveria ser”. Também chamam de Cristo interno e é nele onde fica nossa sabedoria, capacidade de amar, ter empatia, compaixão, solidariedade e nos empurra em direção ao crescimento tanto pessoal como espiritual. Claro que isso vai depender das crenças de cada um, porque a existência do eu superior está ligada a existência da alma e nem todos acreditam nisso.

Pois bem. Com base nessa explicação, o que aconteceu com a turma quando eles colocaram as mascaras da Berenice? NA MINHA OPINIAO PESSOAL (que não é infalível e pode não estar correta), essas máscaras bloquearam o superego deles (aquele que nos deixa de acordo com os conceitos de certo e errado dados pela nossa sociedade). Em um sentido mais espiritualista, essas máscaras também bloquearam o eu superior deles, tirando os sentimentos de compaixão, empatia e amor ao próximo.

Isso aconteceu com a Mônica, Cascão e até com a meiga e doce Magali. Então era de se esperar que acontecesse com o Cebola também. Isso explica, inclusive, por que ele mandou um exército para eliminar a Mônica e as outras garotas. Essa parte do Cebola, sem o superego e o eu superior, não tinha mais nenhum sentimento por ela.

Uma vez que a máscara bloqueou seu superego e o eu superior dele, então não havia mais nada que pudesse detê-lo. Todos nós temos um lado sombrio ou o ID. Só que esse lado não nos domina totalmente por causa do nosso superego. No caso daqueles que colocaram a máscara da Berenice, o superego (e certamente o eu superior) foi bloqueado. Sem ética, sem empatia, sem consciência moral, sem compaixão. Está dando para acompanhar até aqui? Alguma dificuldade? Não? Beleza.

Aquele Cebola malvado do futuro era apenas o lado sombrio dele que, sem o superego avaliar o que era certo ou errado, estava livre para se manifestar sem nenhum tipo de limite ou controle. E sem o eu superior, também não havia compaixão nem empatia pelas pessoas a quem ele prejudicava. É como se o ID dele tivesse ficado livre para agir, sobrando apenas uma criatura que agia somente visando seus interesses sem nenhum tipo de consciência pelo próximo. Basicamente, um psicopata.

Conclusão: aquele vilão futuro não era o Cebola em sua totalidade. Era apenas o seu lado sombrio e ganancioso agindo livremente sem nenhuma consciência para controlá-lo. Está aí a minha explicação para a suposta “vilania” do Cebola nas histórias do Emerson.

Quando falaram dos defeitos dele em Umbra, falaram desse lado sombrio, o ID, coisa que todo mundo tem e o Cebola não é exceção. Mas isso não quer dizer que ele estava sendo vilanizado ou colocado como um sujeito perverso e totalmente distante da luz. Alguém precisava dizer a verdade para ele, fazê-lo cair na real e perceber seus defeitos de uma forma mais profunda e consciente. 

O mais engraçado é que nas ed. 51, 52 e 63 o Emerson fez o Cebola ter uma personalidade bacana. E mesmo em Umbra, ele mostrou ter consciência dos seus atos, chorou, se arrependeu, entendeu que tinha feito coisa errada e até se sacrificou para salvar o mundo da Berenice. Mas isso ninguém viu, né? Ou no máximo apontam apenas como uma contradição, como se uma pessoa fosse somente boa ou má, nunca as duas coisas.

É como dizem por aí: temos luz e trevas dentro de nós. O Cebola tem trevas dentro dele sim (Mônica, Cascão e Magali também tem), mas isso não o transforma em vilão porque ele escolheu seguir a luz, escolheu arrepender, ter consciência dos seus atos e pensar nas outras pessoas. Sabe, as vezes acontece de um personagem fazer algo errado e arrepender sinceramente. Meldels, isso não é coisa do outro mundo, não tem nada de sobrenatural, estranho, absurdo ou contraditório. O Emerson não é o primeiro roteirista da história da humanidade a fazer esse tipo de coisa.

Se é intenção da MSP fazer o Cebola trilhar um caminho para a melhora e evolução, então nada mais
normal do que mostrar o lado ruim dele primeiro. É preciso que a pessoa tenha consciência desse lado sombrio e do que pode acontecer caso ele se manifeste sem controle. Se não tivermos consciência desse lado, não seremos capaz de controlá-lo. A pessoa deve conhecer esse lado, entender, se harmonizar com ele. Só assim ela poderá romper com essas sombras e evoluir.

Claro que a saga dele ainda está no começo e eu não sei quanto tempo vai durar. Muita coisa pode acontecer. Mas fiquem tranqüilos que o Emerson não vai destruir a TMJ e nem levar a MSP a falência. Ele não está estragando nada, está acrescentando, complementando e dando diversidade que a revista precisa. As histórias dele têm humor, emoção, suspense, coisas que nem imaginamos ver nas histórias dos outros roteiristas.

E vamos lembrar de uma coisa: todo roteiro produzido, seja do Emerson ou de qualquer outra pessoa, tem que ser aprovado pelo Maurício. Então saibam que o Maurício leu as histórias dele e viu tudo o que foi feito com o Cebola. E mesmo assim aprovou. Roteirista nenhum publica a história sem aprovação dele, tenham isso em mente.

Tenham em mente também que o Maurício foi responsável pela criação da turma da Mônica, um ícone nacional que faz sucesso há 50 anos. Ele também é responsável pela criação da TMJ, uma revista que chegou a desbancar a DC Comics. Nenhuma lambança ou time sem capitão teria chegado tão longe e acho que o Maurício deve saber uma coisa ou duas sobre história em quadrinhos, certo? É como dizem por aí: avaliamos a árvore pelos seus frutos. 

Com base nisso, eu confio sim no julgamento do Maurício. Claro que ele não é infalível, não é Deus e está sujeito a erros como qualquer ser humano, mas imagino que alguma experiência e capacidade ele deve ter e isso o torna perfeitamente apto a avaliar e aprovar a saga do Emerson. Sem falar que por detrás dele também deve ter uma equipe inteira. Será que são todos burros e incompetentes então?

E não vamos esquecer que foi o Mauricio quem criou o Cebola e por isso deve saber, melhor do que ninguém, o que faz ou não parte da personalidade dele. Se ele aprovou as ed. de Umbra e a 79, podemos concluir que também aprovou a forma como o Cebola foi mostrado.
Ninguém é obrigado a gostar das histórias do Emerson, então sintam-se livres para odiá-las com todas as suas forças. Mas tenham em mente que gosto pessoal não é fato e nem verdade absoluta. Só porque vocês não gostam de algo não significa que seja ruim, fadado ao fracasso, lixo, etc. É apenas algo de que vocês não gostam. Afinal, eu também não gosto de jiló e nem por isso fico achando que é algo ruim, errado, lixo ou que um restaurante pode ir a falência por servir algum prato feito com jiló. É apenas um gosto pessoal meu, mas se aparecer alguém elogiando o jiló e falando maravilhas dele, por mim tudo bem. Posso conviver com isso numa boa.  

terça-feira, 24 de março de 2015

O Cebola é um vilão?



Sabe... Ultimamente tenho visto muitos leitores reclamando que estão transformando o Cebola em vilão, colocando-o como um canalha, cafajeste, etc. Será? Bem... Primeiro vamos a algumas definições. O que é um vilão?

Em filmes, livros, HQ’s, desenhos, séries e similares, o vilão é aquela pessoa do mal que faz de tudo para acabar com o herói e destruir/dominar o mundo e similares. Claro que não há uma única definição porque existem vários tipos de vilões nas histórias. Por isso, vamos nos voltar somente para o mundo da TMJ porque no geral é meio difícil definir os vilões, que podem ser bem complexos. São muitas variações que não caberiam aqui.

Na TMJ, o vilão geralmente é a pessoa que tem um objetivo e para atingir esse objetivo, é capaz de fazer qualquer coisa sem nenhum princípio ético. Um exemplo é a Cabeleira Negra que estava com o mal do espaço e para conseguir a cura, ela estava devastando e saqueando planetas com grande ferocidade, inclusive massacrando seus habitantes.

No Chico Moço, tivemos o Dr. Spam que queria construir seu ideal de mundo perfeito, mas para isso pretendia fazer tipo uma lavagem cerebral nas pessoas para torná-las suas escravas. Outro exemplo é a Bruxa Viviane que para “ajudar” sua filha, quase roubou as características principais dos quatro. 

Em alguns momentos, o vilão age pensando estar fazendo o certo, como o Dr. Tenma que na ed. 44 sem querer se aliou ao bandido porque achava que tudo seria melhor se usassem suas invenções no lugar de pessoas. Mas tem aqueles que são conscientes do que fazem como o Capitão Feio. Ele é mau, sabe que é mau e sente prazer em ser mau. Com Agnes e Penha é a mesma coisa.

Também tem a Berenice, talvez o vilão mais simpático que apareceu na TMJ porque parecia uma doce velhinha e depois mostrou que só queria mesmo destruir o mundo. Ela é um exemplo de pessoa boa que passou por uma grande dor/perda e acabou descambando para o lado negro da força.

Com tudo isso, o que podemos concluir? Na TMJ o vilão tem interesses e para atingi-los é capaz de fazer qualquer coisa sem nenhum tipo de ética, empatia pelas pessoas e respeito as leis. No geral, ele não se importa como seus atos podem afetar as outras pessoas e o planeta. Não importa se poderá ferir, prejudicar ou magoar as outras pessoas.

Qual o sentido dessa explicação? Fazer uma pergunta: baseado em tudo o que foi dito, vocês realmente acham que a MSP está transformando o Cebola em vilão?

“Ain, mas ele pisou muito na bola com a Mônica!”

Isso não o torna um vilão. Pode torná-lo um idiota, cretino, zé ruela, mas vilão nunca.

“Ain, mas ele dava de cima das outras garotas”

O Titi mais ainda e nem por isso os leitores o vêem como vilão.

Eu não estou querendo defender o Cebola, mas acontece que diferente da maioria dos vilões, ele fazia as besteiras sem intenção de magoar ou ferir. No caso de Umbra, se ele soubesse que tudo aquilo poderia acontecer, não teria feito aquela viagem. Um vilão faria de qualquer jeito sem pensar nos outros. E diferente dos vilões, era capaz de reconhecer seus erros e assumir sua culpa.

E quando seu relacionamento com a Mônica foi para o vinagre, ele enxergou seus erros (muito facilmente até) e assumiu a responsabilidade por eles. Ele realmente se arrependeu do que fez, reconheceu que Mônica tinha razão em ter acabado tudo e ficado com o DC. Se o Cebola fosse mesmo um vilão, estaria planejando uma forma de se vingar dela e isso não está acontecendo, muito pelo contrário. Tudo o que ele quer é recuperar sua confiança e reatar. Um vilão também não faria isso.

“Ain, mas estão mudando a personalidade do Cebola!”

Não. Desde os gibis o Cebola é aquele moleque sem noção que vivia fazendo planos para derrotar/humilhar a Mônica e se tornar dono da rua. Ele sempre entrava em conflito com ela. Então não faz sentido esperar que esses conflitos tenham sido resolvidos só porque ele cresceu.

Por não ter superado esse passado, ele foi o que menos amadureceu entre os quatro. Magali aprendeu a se controlar com a comida, Cascão resolveu a tomar banho e até Mônica passou a controlar melhor seu temperamento para não sair dando sopapo em todo mundo que a contrariava. Já ele apenas parou com os xingamentos, planos e pichações nos muros. Mas tirando isso, ele ainda provocava, alfinetava e também pisava na bola várias vezes. Totalmente normal considerando o passado dele.

Estranho seria se ele aparecesse totalmente amadurecido, sensato, bonzinho e perfeito sem nenhum tipo de explicação.

Também tem outra coisa: Grande parte dos gibis era centrada no conflito entre os dois, planos e coelhadas. Quando resolveram fazer a TMJ, eles tiveram que levar esse conflito para a versão jovem, mas sem os insultos e sopapos. Ainda assim, tinha que ter conflito, problemas, drama, questões mal resolvidas.

E como nos gibis os conflitos partem do Cebolinha na maior parte das vezes, então eles quiseram fazer o mesmo na TMJ. Seria muito estranho se, de uma hora para outra, eles transformassem a Mônica na parte problemática da relação sendo que nos gibis ela sempre esteve numa boa com ele (mas o contrário não era verdadeiro).

Ah, claro, tem a parte de Umbra onde falam que ele é ganancioso, manipulador, etc. e por isso atraiu a Menina do Lago. Mas isso também não o torna um vilão. Se defeitos e falhas transformassem a pessoa em vilã, então a Mônica também seria uma.

É bom lembrar que o Cebolinha dos gibis queria se tornar dono da rua e para isso fazia planos para derrotar a Mônica, algumas vezes humilhá-la (porque não basta apenas vencer, o outro tem que perder) e sempre envolvia os outros garotos nesses planos sem pensar que todos podiam apanhar no final. Mas como ele conseguia instigar os garotos a persegui-la e fazer planos? Se pensarmos bem, não há razões para garotos como Franja e Titi aprontarem com ela. O mesmo acontece com o Xaveco e o Cascão. Se eles tomavam parte dos planos, era porque o Cebolinha dava um jeito de manipulá-los, talvez com a conversa de que a rua seria melhor se ele fosse o dono. Alguma coisa familiar?

“Ain, mas ele ficou muito malvado depois que colocou a máscara!”

Sim. Mônica, Cascão e até a Magali também ficaram. As mascaras da Berenice parecem tirar a humanidade da vítima e quaisquer sentimentos que elas possam ter pelas outras pessoas. Só que diferente dos quatro, a máscara do Cebola ampliou sua inteligência de tal forma que o tornou capaz de questionar o comando da Jumenta. Afinal, alguém que quer ser um líder e dominar o mundo jamais aceitará ser um mero seguidor. E sem nenhum tipo de consciência, remorso ou empatia pelas pessoas, seu lado ganancioso falou mais alto. Simples assim.

O Cebola tem um lado negro e na saga dos monstros do ID isso ficou bem claro quando Soranin falou que ele tinha muito mais maldades em seu passado do que a Mônica. Ele mesmo reconheceu que nunca foi santo.

Mas ele também tem um lado bom e que ao longo dos anos foi se sobressaindo. Apesar de tudo ele é boa pessoa, preocupa com os outros e quer ajudar. Em muitas edições ele mostrou que é capaz de pensar nos outros, ter empatia e consideração. Um vilão não faria tal coisa e caso fizesse, seria visando somente o próprio interesse.

E finalmente, a Petra já falou que ele está passando por um processo de amadurecimento. Geralmente as pessoas não amadurecem da noite para o dia. Leva tempo, costuma ser sofrido, com muitos tropeços e recaídas. Pelo menos ele já saiu da fase “canalha”. Bom... pelo menos eu espero, né...

Por tudo o que falei, minha opinião é simples: ele não está sendo vilanizado. Mostrar os defeitos de uma pessoa por si só não quer dizer que ela está sendo apontada como vilã. Ele é protagonista, faz parte dos quatro principais. Mesmo que cometa erros e seja mostrado como um babaca, ele dificilmente será um vilão de fato.

Talvez ele possa ser visto como um anti-herói, não sei. Mas vilão com certeza não é. 

E se formos pensar bem, esse personagem está sendo até mais trabalhado do que a Mônica. Estão explorando mais a personalidade dele, dando profundidade e complexidade. O que a Mônica do futuro já fez? Camarão na moranga. O que o Cebola do futuro fez? Pois é. Bem ou mal, ele mostra ter mais impacto no futuro do que a própria Mônica. Estão explorando a personalidade dele mais do que a dela. Medos, conflitos, defeitos, sonhos, angustias... é um personagem que está percorrendo um caminho para melhorar e progredir. Um caminho cheio de erros e tropeços, mas também tem progressos e avanços. Nem a Mônica está recebendo essa atenção.
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