TMJ do meu jeito

sexta-feira, 22 de julho de 2016

TMJ#96 - Desencontros: Palpites




Pois é, mais uma vez estou atrasada. Pois bem, vamos aos palpites. O enredo é o seguinte: Mônica tem a memória afetada por causa de algum aparelho bizarro e DC vai ter que se entender com o Cebola para que os dois possam ajudá-la. Mas tem um porém: será que ele vai conseguir salvar o relacionamento dele com a Mônica? Será?

Pelo visto, o namoro deles está descendo a ladeira. Os docônicos estão tristes, os cebônicos estão fazendo a dancinha da vitória e a vida segue. Primeiro, vamos a história.

De onde vem o aparelho bizarro que vai zoar com a memória da Mônica? Será invenção do Franja ou é de algum cientista maluco? Por que ela foi exposta esse aparelho? Houve intenção de afetar suas memórias ou foi um acidente? E como as memórias dela serão afetadas? Será que ela vai ficar com amnésia ou só irá esquecer algumas coisas? De que forma Cebola e DC vão se unir para ajudá-la?

São muitas perguntas, não são? Pelo visto, esse incidente poderá afetar o namoro dela com o DC de alguma forma. Será que ela vai esquecer que eles estão namorando? Será que a memória dela depois da ed. 68 foi apagada e ela esqueceu que trocou o Cebola pelo DC? Se sim, até que seria interessante ver, inicialmente, ele se esforçando para que ela se lembre e Cebola querendo que ela continue esquecendo de tudo.

Afinal, se a memória dela vai mesmo ser apagada ou qualquer coisa parecida, o Cebola poderia aproveitar essa oportunidade para se reconciliar com ela. mas parece que as coisas não vão ser tão simples assim e no fim ele verá que o correto é ajudá-la ao invés de se aproveitar da situação.

E será que eles vão tentar disputá-la de alguma forma? Sei que é meio depreciativo porque faz parecer que ela é um prêmio ou produto, mas aposto que muitos fãs adorariam ver esse tipo de coisa, tipo os dois brigando e tretando para ver quem vai ficar com ela.

Meio difícil saber como vai ser a história, essa é um tanto complicada de dar palpite. O aparelho pode ter vindo de qualquer lugar, pode ser um experimento, algo que deveria ser para o bem de todos e acaba dando errado. De repente, é algum scanner de memória, algo que nos mostra as lembranças e pensamentos das pessoas. Então a Mônica aceita testar o aparelho achando que não tem nenhum problema e acaba com as memórias zoadas.

Na imagem da quarta capa vemos que ela está sentada no trambolho aparelho e parece surpresa ou assustada, como se algo tivesse dado errado. Suas mãos e pernas não estão amarradas, indicando que ela está ali por livre e espontânea vontade.

Imagino que depois disso, os esforços do Cebola e DC sejam para que ela volte a se lembrar da sua vida, então a edição pode ter várias referencias a edições passadas. Engraçado que é a segunda vez que fazem uma história da Mônica e suas memórias. A primeira foi na ed. colorida, vocês devem se lembrar.

Nessa história, ela perdeu as memórias e teve que percorrer um longo caminho para recuperá-la e com isso vimos muitas referencias a gibis. Dessa vez podemos ver referencias a edições passadas da TMJ. Quer dizer, não sei se vai ser assim porque deve ser história de uma edição só, então não dá para esticar muito.

Há quem cite um filme chamado “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” que eu não assisti, só vi a sinopse. Nesse filme, uma mulher se desilude com o romance e decide apagar suas memórias. Será esse o caso da Mônica? Teria ela ficado tão desiludida assim com o DC a ponto de querer apagar suas memórias? Se bem que o final do filme parece ser feliz, mas não sei se vai acontecer o mesmo na revista.

O que o povo quer saber é o seguinte: será que eles vão terminar nessa edição ou o namoro vai seguir capengando mais um pouco até acabar em definitivo?

Sim, sim, nós já sabíamos que esse namoro tinha data de validade. Até que durou muito, pensei que não fosse passar de duas edições. Mas sabemos que está perto do fim.

Sei que a MSP decidiu dar esse rumo aos acontecimentos para ver se saía da mesmice e previsibilidade da Mônica e do Cebola, mas não sei se tiveram muito sucesso. Apesar de tudo, os leitores continuaram com a certeza de que no fim esse namoro ia acabar e a Mônica ia ficar com o Cebola. Nada de novo sob o sol. Mas tudo bem, serviu para dar um pouco mais de suspense, talvez levantar alguma dúvida e fazer o Cebola tomar vergonha na cara e virar gente.

Imagino que no fim da história, eles vão conseguir ajudar a Mônica a recuperar suas memórias perdidas. Falta saber se ela ainda vai ter o mesmo sentimento pelo DC ou se o namoro vai mixar. Afinal, o título da história é “Desencontros”. Olhando o dicionário, uma das definições de desencontro é:

Falta de coincidência (de ideias, sentimentos etc.); desconformidade, discrepância, divergência: Sempre sofremos com os desencontros amorosos.

E acho que é basicamente isso que vemos no namoro da Mônica com o DC. O sentimento pode ser verdadeiro, mas amor por si só não segura relacionamento nenhum. Prova disso é que Mônica e Cebola se amavam demais e mesmo assim romperam porque o sentimento por si só não foi suficiente. Um relacionamento precisa de muito mais para dar certo.

Mônica e DC se amam, mas acho que não sabem lidar com suas diferenças. Tudo bem, casais na vida real também tem essa mesma dificuldade. Às vezes dá para achar um meio termo, às vezes não dá e o jeito é terminar tudo.

Mesmo sabendo que o namoro deles vai acabar um dia, não gostaria que fosse de um jeito tão estranho. Sei que no mundo real o fim de um relacionamento pode ser muito doloroso e sofrido às vezes, mas será que precisa ser assim na revista?

Será que o fim não pode ser amigável, com os dois chegando a conclusão de que não foram feitos um para o outro e que é melhor cada um seguir seu caminho? O namoro deles foi bom e creio que o sentimento foi verdadeiro enquanto durou. Não é coisa do outro mundo acredita que houve amor entre eles ainda que por um tempo. Afinal, podemos amar várias pessoas ao longo das nossas vidas.

Sei que os cebônicos não aceitam, mas a Mônica pode sim ter amado o DC. Por que não? Ela não é propriedade do Cebola (na verdade é da MSP, mas isso não vem ao caso), logo não é obrigada a amar somente ele e mais ninguém. Ela pode amar outros rapazes, assim como o Cebola também pode amar outras garotas caso seja esse o caso.

Mas vou ser sincera numa coisa: o fim desse namoro me preocupa. Não pelo namoro em si, quem acompanha meu blog sabe que não sou cebônica, nem docônica. Sou teammonica. Se fosse só pelo namoro, eu nem estava me importando. O meu maior medo é eles voltarem com o eterno dramalhão entre Mônica e Cebola.

É disso que eu tenho medo porque agüentei isso durante dezenas de edições e não sei se vou ter paciência para agüentar mais outras. Foi mal, gente, mas paciência tem limite.

Tá, tá, vocês vão dizer que o Cebola mudou e amadureceu. Por mais que minha mente lógica saiba e entenda, ainda tenho algumas dúvidas. Afinal, ele tentou coagir a Mônica a usar aparelhos na ed. 94. A intenção pode ter sido boa, mas ele foi invasivo e desrespeitoso com ela.

“Ain, não seja tão severa, ele pediu desculpa no final e ficou bonzinho.” 

Sim. Igual as outras vezes em que ele pisou na bola e depois voltou todo mansinho para ela. Como vocês querem que eu acredite no amadurecimento dele se ele fez novamente a mesma coisa? Fica difícil, né? Mas vá lá, vamos continuar acreditando que um dia ele se emenda de vez. Afinal, o caminho para o amadurecimento é longo, tortuoso, cheio de buracos, pedras e é normal que ele tenha recaídas e dê alguns passos para trás. É por entender isso (que acontece com todo mundo na vida real) que vou tentar ter paciência mesmo que aparentemente eles voltem com o mesmo drama.

Agora, o que me preocupa de verdade é a Mônica terminar com o DC e o Cebola resolver arrumar uma namorada. Isso por si só até que não seria problema e sim a Mônica resolver que o ama, quer voltar pra ele e ficar sofrendo, chorando, se humilhando e pagando trocentos micos para tê-lo de volta. Tenho medo de a direção da MSP resolver pedir esse tipo de história para a Petra porque sei que ela não vai poder negar.

Sei que muita gente deseja isso para a Mônica porque na cabeça deles, foi errado ela ter rompido com o Cebola (apesar de ELE ter pisado na bola trocentas vezes) e ficar com o DC, logo ela tem que ser castigada. Mas eu não penso assim e acho que ela merece seguir com sua vida e ser feliz independente de qualquer rapaz.

O que eu desejo é que ao terminar o namoro, a Mônica passe um tempo sozinha, revendo sua vida, descobrindo outros interesses, se dedicando aos amigos e não sofrendo e se descabelando por causa de moleque imaturo.

Bom, acho que não adianta especular muito. O jeito é esperar pela história. Mas não vamos esquecer da capa que ficou muito bonita apesar de ter dado assim uma pontinha de tristeza. Eu gostei bastante porque foi original ter colocado como se fosse a tela quebrada de um celular. Quando vi pela primeira vez, pensei que fosse algum print que alguém tirou do celular. Só depois vi que era uma capa mesmo. Muito criativo e o desenho dos dois ficou ótimo.

Esses são os palpites do mês. Vamos ver o que a história nos reserva. Apesar de tudo, sei que vai ser muito boa e decisiva em vários pontos. É aguardar para ver. 

Antes que me esqueça, tem novo png com o desenho da capa que eu refiz e quebra-cabeça.  

Para mais palpites, confiram o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:

 

domingo, 17 de julho de 2016

TMJ#95 - Reinado dos jovens: Críticas


Oi, gente. Sim, eu sei que estou atrasada. É que andei meio que ocupada com algumas coisas. Mas é claro que não podia deixar de fazer a crítica, né?

Bem... eu gostei da história, não nego. Mas não achei que foi assim algo excepcional. Foi apenas boa, na minha opinião. E confesso que me identifiquei um bocado com a Mônica porque tenho sono pesado. Se ninguém me acordar ou não tiver despertador, eu não acordo.

Mas uma coisa que eu realmente achei muito legal nessa história foi mostrar praticamente todos os personagens da turma, mesmo que fosse num quadrinho só (tipo a ed. passada, onde tiveram mais participações também). Eu gosto porque anima mais a história, dá mais dinamismo, algo assim. Até a Nadine apareceu, apesar de ter sido apenas chamada de ex-rolo do Cebola (rachei de rir nessa parte).

Confesso que eu esperava ver os jovens reclamando dos adultos, aproveitando a ausência deles para cair na farra e só depois fazendo algo para resolver. Então me surpreendi com a maturidade da maioria deles que decidiram ir tocando as coisas da melhor maneira possível ao invés de querer abusar.

Eu gostei da participação da Denise, que não foi reduzida a somente uma fofoqueira de cabeça oca. Ela teve um papel importante, mas souberam manter a personalidade alegre e extrovertida dela. Aquele jeito de fofoqueira que a gente conhece.

Boa parte da revista é ocupada com os jovens tomando conta da cidade e tentando investigar o mistério. O desenvolvimento da história foi bom a meu ver. Teve um ritmo legal.

Quando aquele pessoal com roupa de proteção chegou e cercaram a cidade, deu aquele clima de filme de grandes epidemias, onde as pessoas ficavam em quarentena.

Ah, claro, teve a briga da Mônica com o Cebola para decidir o que eles iam ou não fazer. Sério, gente. Eu tinha esquecido o quanto detestava essas brigas e digo com certeza que não senti falta nenhuma delas. Acho que tive tanto disso por tantos anos que simplesmente enjoei.

E sei lá, não me pareceu uma briga para saber quem mandava ou não na rua. A Mônica só estava de boa tentando fazer algo. O Cebola é que foi atrás dela para saber o que ela estava fazendo. Em momento algum ela tentou obrigar ninguém a fazer nada. Por isso achei meio chato o Cebola colocar nela a culpa pelo pessoal ter se dispersado. Ora, ele também discutiu, também foi teimoso e também não quis ouvir o lado dela. Logo, ele foi tão culpado quanto ela, sem tirar nem por. Mas claro que ele tem sempre que jogar toda a culpa nas costas dela, né?

Claro que depois eles fizeram as pazes e ficaram de boa (Deja vu). Mas sei lá, preferia que ficassem separados. É por essa mesma razão que eu não quero que falem da volta deles, porque sei que vai ter muitas dessas brigas chatas e enjoativas.

Continuando, eu meio que senti falta de ver ao menos uma parte dos jovens tentando tirar proveito da situação. Sei que o espaço é limitado, mas seria legal se essa parte também fosse mais explorada. E é claro que o chefe dos baderneiros tinha que ser o Toni, né? Meldels... o sujeito não emenda nunca? E ainda cismou que ia virar o rei do novo mundo? Sei lá, foi meio sem noção considerando que a Denise já tinha falado que as pessoas fora da cidade não estavam transformando em pedra. Como ele pretendia derrubar governos e exércitos? Puxando a cueca de todo mundo?

E teve outro furinho também: o shopping não era um ponto assim tão estratégico. Tudo bem que tem muita coisa lá, mas será que só ali tinha supermercado, farmácia, lojas, etc? Tá, tá, eu sei que é só uma história e por isso não podemos nos prender tanto a esses detalhes. Só achei que eles não precisavam ter se preocupado com o Toni e o bando dele lá dentro.

Também achei um tanto boba a preocupação da Mônica em arrombar a porta. Pensando bem, é até fácil falar assim de barriga cheia, mas aposto que se a coisa apertasse, todo mundo ia querer invadir o shopping e dar um jeito neles. Aliás, será que em momento algum o Toni pensou nisso? Não pensou que eles eram minoria e que poderiam ser subjugados facilmente?

Outro detalhe é que achei estranho a Mônica ter ficado em dúvida se podia ou não derrubar aquela porta blindada. Gente, ela já pegou caminhão no laço (ed. 80), levantou um peso enorme que devia pesar mais de duzentos ou trezentos quilos (ed. 81), já arrancou uma porta super pesada da nave do Franja (ed. 65). Sem falar que suporta raios de Alivulpex e disparo de armas laser espaciais. Sei lá, acho que ela deveria ter sido capaz de arrancar aquela porta se quisesse.

Mas ainda assim a solução que o Cebola deu ao problema foi muito boa. Fez o Toni desistir “magicamente” da ideia de querer dominar o mundo.

Também foi legal o DC, justamente ele, ter conseguido descobrir a resposta para o mistério das pessoas petrificadas. Claro, só alguém como ele para querer visitar museus a semana inteira. Pelo menos ajudou a resolver o estranho enigma.

Confesso que fiquei assim um tantinho decepcionada porque esperava o pessoal, sei lá, indo a alguma ruína antiga, gruta, caverna ou nos esgotos do bairro para procurar esses monstros. Por esperar isso, fiquei assim meio uó quando vi que na verdade elas eram desenhos de alguma tapeçaria antiga. Por outro lado, até que gostei de terem saído do lugar comum com a ideia de que no fim das contas, as górgonas não eram tão más assim e estavam tentando fazer algo de bom para a humanidade ainda que de jeito errado.

Eu preferia ter visto a Mônica usar arco e flecha para combater monstros de verdade, não para colocar fogo em tapetes. Mas tranquilo, a história precisava de um final e acho que foi bom ter saído um pouco do previsível.

Só fiquei com penas das górgonas porque no fim não eram realmente más. Sei lá, fiquei até esperando que a turma tentasse apagar o fogo do tapete para que elas não morressem. No final, a história tinha tipo uma moral, uma lição para que as pessoas cuidassem melhor do planeta e da importância dos jovens para o futuro. A conclusão foi boa.

Um ponto positivo foi a pequena costura entre as ed. 94 e 95 através da conversa da Mônica e do DC sobre o que aconteceu no outro dia. Achei muito bom porque deu aquela ideia de linearidade, de saber que só se passaram alguns dias entre uma história e outra. Também foi legal ver a Mônica e o Cebola se entendendo mais um pouco e mesmo assim o DC não pareceu ter ficado com ciúmes ou preocupado. Acho que foi para não mexer no triângulo e atrapalhar histórias futuras. Sem falar que a participação dele também foi boa apesar de no inicio ter ficado assim meio apagadinho. Mas no final ele compensou isso ajudando a resolver o mistério e até trazendo o espelho para que a Mônica pudesse acertar o tapete em segurança.

Uma coisa que eu não posso deixar de mencionar e que vem confundindo os leitores é a questão da idade da turma. Afinal, quantos anos eles tem? Foi uma boa sacada ter feito com que o encantamento só funcionasse com os maiores de quinze anos, assim esclareceu para todo mundo sobre a idade da turma.

E o Mauricio falou também que a idade deles será sempre quinze anos, igual nos gibis onde eles sempre tem 7. Mas confesso que acho assim um tanto estranho. Nos gibis ainda vá lá, mas agora, na versão jovem, ficou esquisito. Especialmente depois das edições do Emerson onde o tempo passou de verdade (um ano entre a ed. 52 e 63 e mais um ano entre a 63 e 74). Tipo assim, foi mostrado que se passaram pelo menos dois anos e eles ainda continuam com 15? Esquisito, não? Mas tranquilo, a gente deixa quieto que é melhor.

E pensando bem, seria muito mais estranho se eles envelhecessem porque daqui a pouco já estaria na hora de entrar na faculdade e tudo, então o melhor mesmo é que tenham sempre quinze anos apesar de isso limitar um pouco porque não vamos ter edições de natal e pelo visto não vamos ter mais edições de aniversário porque isso significa fazer com que um deles complete dezesseis. O mais engraçado é que de acordo com a edição, o Toni vai fazer dezesseis em 6 semanas. Só que essas seis semanas nunca vão passar, entendem? Afinal, ele vai ter quinze para sempre. Estranho, não?

Para mais opiniões, confiram o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Meu corpo, minhas regras!


Acho que muitos de vocês já sabem dos ataques que a Petra vem sofrendo por causa daquela frase que a Mônica falou “meu corpo, minhas regras”. Era para eu já ter falado alguma coisa, mas precisava de um tempo para sentar na frente do computador e escrever sem interrupções.

Bem... mas que frase é essa e por que os reaças deram todo esse chilique? Simples: porque é uma frase muito usada no movimento feminista. E para esse pessoal, feminismo é ruim. Por que? Por que empodera as mulheres e tudo aquilo que nos empodera é ruim na visão deles. Afinal, onde já se viu mulher ter direitos e controle sobre o próprio corpo?

“Aaaainnnn, mas essa frase é usada em textos pró-aborto, mimimi-mómómó”

Sim. É também usada em textos a favor do parto humanizado, pelo direito da mulher vestir as roupas que tem vontade, direito a sexualidade livre, etc. E daí? O que vocês querem? Que mulher nenhuma tenha direito sobre o corpo dela, é isso?

Claro que as pessoas conhecem mais essa frase em textos a favor do direito ao aborto, embora ela seja usada em outros contextos também. Só que na história, em particular, a Mônica estava falando dos dentes dela. Aí a reaçada tirou do contexto, inventou coisas mirabolantes e começaram a atacar a Petra.

Francamente? Essa atitude foi ridícula e só fez meu respeito por esse povo despencar abaixo de zero. Não tenho obrigação nenhuma de respeitar quem ataca e agride as pessoas dessa forma. A Petra não fez nada de errado, não cometeu crime nenhum. Apenas escreveu uma ótima história, que pode nos levar a reflexões muito boas, gerar um debate legal e esse Zé povinho está dando todo esse ataque de histeria porque simplesmente não consegue aceitar que uma mulher tenha controle sobre o corpo dela.

Nãaaaoo, que é isso? Corpo da mulher é propriedade pública, todo mundo tem que opinar, todo mundo tem que dar pitaco. Mas se algo der errado, aí é problema só dela, né? Engraçado, para dizer o mínimo.

Olhando no Ask da Petra, tem uma pergunta que ilustra muito bem o quanto as pessoas parecem ter ódio das mulheres que decidem sobre seus corpos ao invés de se curvarem as exigências dos outros:


(nota: sei que é bobagem esconder o nome de quem fez a pergunta porque qualquer um que entrar no Ask da Petra vai ver, mas eu não quero expor ninguém e nem organizar nenhum ataque a quem fez a pergunta).

Pois bem. Meu corpo, minhas regras SIM! Aos poucos, as mulheres vão se empoderando SIM! E se achar ruim, vai ter mais empoderamento ainda!

A Petra fez muitíssimo bem em ter colocado a frase na revista. As pessoas precisam aprender a aceitar que o corpo da mulher só diz respeito a ela.

E antes que alguém aí venha se achar no sagrado direito de querer dar pitaco no que uma mulher faz ou não com o seu corpo, me responda o seguinte:

Quem terá de arcar com todas as consequências? A mulher ou você? A resposta é óbvia: a mulher. Outra pergunta:

Se é a mulher quem vai arcar com as consequências de qualquer decisão feita sobre o corpo dela, por qual razão outra pessoa deveria ter direito de decidir? Que direito uma pessoa tem de opinar sobre o corpo da outra? Ela é Deus por acaso? Tem alguma procuração assinada e registrada em cartório?

Pois é. Então acho que não tem nada de complicado nisso. Se é a pessoa que vive a vida dela, se é ela quem vai arcar com as consequências de qualquer decisão sobre seu corpo, é ela quem deve decidir o que fazer ou não com ele.

Agora, o mais engraçado nisso tudo é que o Cassaro também foi citado como roteirista, mas totalmente ignorado na hora dos ataques. Por que será, né? Isso só prova como as pessoas se incomodam quando uma mulher fala de empoderamento.

Espero que isso tenha ficado muito bem claro e dessa vez não vou aceitar ninguém vir aqui falar que mulher não tem direito sobre o corpo dela, que deve se sujeitar as opiniões de outras pessoas, etc. Eu posso tolerar que chamem a TMJ de lambança e time sem capitão, mas isso eu não vou tolerar de jeito nenhum!

Eu apoio a Petra e espero que a MSP também dê o devido apoio a ela!

quarta-feira, 22 de junho de 2016

TMJ#95 - Reinado dos jovens: Palpites




Ih, esse mês fiquei atrasada com tudo, viu? Atrasei na crítica da ed. 94, agora no palpite da ed. 95... ainda estou devendo a crítica do Chico Moço... mas vamos lá, uma coisa de cada vez.

Quando eu vi a sinopse da ed. 95, fiquei tipo “ah, tá”. Achei que fosse só uma história, sei lá, comum. Não esperava assim muita coisa não. Porém, quando lançaram a capa, tudo mudou. Tipo assim, tem uma criatura sinistra com cabelos de cobra atrás da turma. Logo, de chato e comum essa história não tem nada!

Todo mundo deve ter sacado que o bicho deve ser a medusa ou alguma criatura baseada nela. Sendo assim, as chances de os adultos serem transformados em pedra são grandes. A não ser que o Cassaro tenha resolvido sair do lugar comum e colocar outro tipo de coisa diferente de transformar alguém em pedra.

Imagino que o enredo deve ser algo tipo:

Era uma vez um grupo de jovens que se desentendem com os pais e demais adultos por causa das regras, controle, ordens, etc.

Todos os dias eles reclamam que os adultos controlam demais, sempre dizendo o que fazer e proibindo de fazer as coisas legais de que os jovens tanto gostam.

Um dia, os pais e os outros adultos são tomados por um mal súbito e desconhecido que os deixam incapazes de fazer qualquer coisa, inclusive mandar nos jovens.

Por causa disso, os jovens acabam assumindo o comando do bairro até ficam felizes por estarem livres do controle dos adultos ainda que por um tempo e resolvem aproveitar bastante até chegar uma hora em que todos irão sentir falta dos pais.

Então a turma vai se reuni para descobrir a causa e a cura dessa estranha doença.

Depois de procurar e investigar, eles finalmente descobrem a causa de toda aquela bagunça e por que a criatura está fazendo isso.

Após alguma luta, a criatura é derrotada, os adultos são curados e os filhos voltarão para seus pais felizes, aliviados e aprendendo a dar mais valor a eles do que antes. Fim.

A parte onde todo mundo fica feliz com a ausência dos adultos e resolve aproveitar a liberdade não é exatamente garantida, pode ou não acontecer. Talvez alguns resolvam fazer isso mesmo enquanto outros decidem investigar o que está acontecendo.

No Youtube tem o episódio do sumiço de todas as mães, história dos gibis, mas nela não tem nenhum personagem maluco transformando pessoas em pedra ou algo parecido.

Bom, falta saber o que é essa criatura e por que ela faz isso. Inicialmente achamos que é a medusa apenas por causa dos cabelos de cobra, mas pode ser outra coisa baseada nela. E resta saber por que ela só ataca os adultos sendo que originalmente a medusa transforma em pedra qualquer pessoa que olhe para ela.

Aliás, como ela irá fazer para atingir todos os adultos do bairro em tão pouco tempo? Bater de porta em porta fazendo com que cada um olhe nos olhos dela é meio complicado, então imagino que a criatura vai fazer de outro jeito. Feitiço, um vírus misterioso, alguma coisa na água que todos bebem, algo assim. Talvez a transmissão se dê por causa de algo que só os adultos façam ou tenham acesso.

E por que só os adultos? É intencional ou o plano da criatura deu errado em algum ponto? Ou será que o bicho pensa que dominar a cidade e escravizar os jovens é mais fácil? Imagino que a história vai ser bem tensa com todo mundo preocupado com seus pais.

Olhando a capa, vemos que os cinco aparecem, incluindo o DC. Nossa, muita gente ficou espumando de raiva só porque o DC apareceu na capa! Pois é. povo adora reclamar que personagem secundário quase não tem destaque. Aí, quando um deles começa a aparecer mais, o que eles fazem? Continuam reclamando. Nãaaoooo! Personagem secundário só Denise e Xaveco, o resto não pode!

Gente, keep calm e pensa direito! O DC é namorado da Mônica, personagem principal, aquela que dá o nome à revista. Vocês queriam o quê? Que ela continuasse aparecendo normalmente enquanto o DC fica escondido dentro do armário só aparecendo ocasionalmente? Que ele nunca participe de nenhuma aventura dela? Querem que ele fique só e enfeite? Isso sim seria totalmente estranho e contra a personalidade do DC, que gosta de coisas estranhas e diferentes. Não consigo imaginá-lo vendo algo bizarro acontecendo e ficando de fora.

Admitam: toda essa implicância com o protagonismo dele é porque vocês preferem a Mônica com o Cebola, não é? Pois é.

Voltando a história, acho que fica assim um tanto difícil prever qual vai ser o enredo. Mas uma coisa me agrada bastante: ver a Mônica de volta como líder, protagonista, aquela que resolve os pepinos. Ultimamente andaram meio que tirando isso dela um pouco. Tipo, ela tinha que ser salva, ela que estava em perigo ou então outro personagem acabava resolvendo a situação sem nenhum tipo de ajuda da parte dela. Houve momentos em que ela nem pareceu ser tão essencial a turma assim. Entendo que nem toda história TEM QUE ser centrada nela, mas sei lá... estava sentindo falta de vê-la na liderança. 

E vê-la de arco e flecha na mão, encarnando a Katniss foi muito legal. Sei que nem tudo o que aparece na capa realmente acontece, mas até que seria bem bacana vê-la dando uns tiros de arco e flecha para acabar com o monstro.

Outra coisa que o pessoal pode estar esperando é ver se ela vai se entender com o DC ou pender mais para lado do Cebola. Bem... considerando que só a Petra pode fazer alterações no namoro dos dois, imagino que não vai acontecer nada nesse sentido. Se acontecer, então irá somar zero para não atrapalhar histórias futuras. O mesmo se dará com ela e o Cebola. Além do mais, acho que o foco deve ser aventura, suspense, mistério, um pouco de terror e sobrenatural. Logo esses romances não podem ter muito lugar porque deve ser história de uma edição só.

A medusa deve estar escondida em algum lugar do Limoeiro. Onde vocês imaginam que ela esteja? Nos esgotos? No museu? Em um templo antigo escondido no meio de alguma floresta ou caverna que fica nas imediações da cidade?

Aliás, será que é um monstro por detrás disso tudo ou teria alguém controlando esse monstro? Claro, só porque tem uma medusa na capa, não quer dizer que ela seja a cabeça por detrás de toda essa armação. Pode ser alguém usando seus poderes de alguma forma para tirar os adultos da jogada e dominar o mundo.

Já pensaram que hilário se essa pessoa tivesse, por algum acaso, encontrado a cabeça da medusa que o herói Perseu a cortou? Tá, tá, sei que estou viajando demais. Afinal, seria pedir demais que colocassem a cabeça decepada de um monstro para ser usada como arma pelo vilão. Ainda é revista para criança.

Talvez eu esteja levando meio ao pé da letra a imagem da medusa na capa, mas seria interessante se usassem elementos da mitologia na história. Coisas tipo: pode olhar para o reflexo, mas não para os olhos dela. E a cabeça decepada ainda pode transformar todo mundo em pedra.

Antes que eu me esqueça, a capa ficou realmente linda, os personagens estão muito bem desenhados e a imagem de fundo é realmente sinistra. Os olhos da medusa são cheios de detalhes, tem até as veias e as cobras parecem sorrir de um jeito muito diabólico. Vocês devem ter reparado que refiz o desenho da medusa para usar no blog. A textura das cobras não ficou tão boa quanto a da capa, mas deu para quebrar o galho.

A propósito, adorei a roupa da Mônica. parece que estão melhorando o figurino dela aos poucos. Ainda causa um pouco de estranhamento ver DC e Cebola juntos sem que um queira matar o outro, mas acho que fizeram assim para que Magali e Cascão ficassem do mesmo lado.

Tem o png da medusa para quem quiser usar, está na seção de fundos e paisagens página 3. E quebra-cabeça também. Resolvam logo antes que ela te transforme em pedra!



Bem, esses são os palpites da ed. 95. Vamos ver como será a história e confesso que estou bem curiosa.

Para mais palpites, confiram o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:

sexta-feira, 17 de junho de 2016

TMJ#94 - Dentuça, eu?: Críticas




Oi, gente, desculpe o atraso. É que tive alguns probleminhas, mas não podia deixar de fazer a crítica, né?

O início da ed. foi perfeito porque usou a referencia de um filme famoso para ilustrar a grande polaridade que está por vir. Para ser sincera, eu não assisti o filme, então não me perguntem de que lado estou. Acho que do Homem Aranha mesmo.

E ao que parece, a história meio que mostra várias opiniões sobre o filme. Uns estão do lado do Homem de Ferro, outros do Capitão América, tem aqueles que só assistiram por causa do Homem Aranha e ainda tem aqueles que não curtiram. Normal. Só achei o Cebola assim meio chatinho por não ter respeitado a opinião da Mônica, dando a entender que ela “piorou” só porque não tinha gostado do filme.

Mas vamos ao que interessa: nessa edição, os desentendimentos entre a Mônica e o DC começam a ficar mais fortes e evidentes. Parece que agora eles brigam por qualquer coisa. O DC elogiou a Mônica pela crítica ao filme e ela interpretou isso como surpresa por ela ter dado uma opinião diferente.

E também foi um momento de colocar algumas feridinhas para fora, tipo o que aconteceu na ed. do sangue fresco quando a Mônica falou umas coisas bem cruéis para o DC. Achei que ele tivesse entendido que ela estava sob efeito do energético, mas pelo visto as palavras ainda ecoam na cabeça dele.

Eu gostei muito da história porque mostrou 3 coisas bem interessantes:

1 – O desespero quase doentio que as pessoas têm de querer dar pitaco nas nossas vidas.
2 – O apego que a Mônica tem pelos seus dentes como se eles fossem parte do que ela é.
3 – Mostrou como a Mônica está mais segura, confiante e que ama e aceita a si mesma independente do que os outros pensam.

Sim, pessoal, eu não sei se vocês notaram, mas as pessoas têm sim uma necessidade muito grande de querer controlar a vida e os corpos umas das outras. Quando se trata de uma mulher, aí é que a coisa piora porque muita gente ainda acha que o corpo feminino é propriedade pública e portanto tem que estar sujeito a opiniões, palpites, controle de todo tipo, etc.

Isso é bem ilustrado quando a Mônica pensa que precisa colocar aparelhos e a turma inteira começa a dar sua opinião. Muitos dizem que é um defeito que precisa ser corrigido e aos poucos a coisa vai saindo cada vez mais fora do controle até em determinado momento ela dar um chega para lá em todo mundo com um “meu corpo, minhas regras”.

A Mônica tem razão, é muito chato todo mundo ficar insistindo ad nauseam que os dentes dela são um defeito só porque não são como os de todo mundo. Qual é o problema nela ser dentuça? Por que isso incomoda tanto as pessoas?

Ao que parece, incomoda até a Magali porque além da questão de saúde, ela também parecia preocupada com a estética. E falando nisso, não gostei muito da Magali nessa história. Intrometida demais para o meu gosto considerando que a decisão deveria ser somente da Mônica. Tudo bem que saúde é coisa séria e deve ser sempre levado em consideração, mas isso não nos dá o direito de pressionar as pessoas para tomarem a decisão que achamos correta.

Foi por isso que detestei a atitude dela de ligar para o Cebola. Não sei, de repente eu sou muito ranzinza e levo tudo a ferro e fogo, mas a Magali não tinha o direito de contar nada para o Cebola, muito menos de atiçá-lo para pressionar a Mônica a fazer o que ela achava certo.

Gente, nós temos que ter cuidado com isso. Muitas vezes a gente quer ajudar um amigo e acaba desrespeitando o seu direito de escolha. Nos tornamos invasivos, desrespeitosos, queremos a todo custo que esse amigo tome a decisão que NÓS achamos ser a melhor e não levamos seus sentimentos em consideração. É difícil, não nego, mas temos que ter paciência e se for o caso, respeitar a decisão da pessoa mesmo não concordando com ela.

Já o Cebola... bem... no caso dele admito que as intenções até eram boas, mas o jeito que ele fez isso meio que... não sei.

Por um lado, admito que ele estava mesmo preocupado com a Mônica, que a questão estética estava em último plano e ele não importava se ela ia ou não ficar dentuça, o importante é que ficasse bem. Admito isso. Por outro lado, ele também agiu de forma invasiva e desrespeitosa, inclusive colocando a Denise no meio porque isso acabou expondo a Mônica (e um assunto particular dela) para o colégio inteiro.

Mas sei lá... Cebola fazendo cebolice é tão normal que eu nem sei porque ainda fico surpresa com isso. Pelo menos as intenções dele eram realmente boas. Se bem que o Capitão Feio disse certa vez que não importam as intenções e sim os resultados. Bom... Pelo menos os resultados não foram desastrosos porque a Mônica soube dar um chega para lá nos enxeridos de plantão.

Fico feliz que ela tenha conseguido se impor e dado um bom cala boca na turma inteira, inclusive no Licurgo.

Só que a pressão não é apenas para ela usar aparelhos. Também existe uma pressão para ela não usar. O DC parece que quer levar até as últimas conseqüências o desejo de ser  diferente, tanto que acabou tomando a direção oposta ao achar que ela devia se manter como está a qualquer custo, mesmo sentindo dores de cabeça.

Inicialmente pode parecer que ele está respeitando a decisão dela, mas olhando melhor vemos que ele apenas age assim porque concorda com ela. E se a Mônica decidisse usar aparelhos? Será que ele ia continuar gostando dela do mesmo jeito? É isso que foi colocado em dúvida.

E agora levanta a questão de que eu falei na crítica da ed. 69: o DC ama a Mônica como ela é ou só porque a acha diferente? E as outras qualidades dela? E a pessoa que ela é por dentro? Sabe, ela tem razão para ficar magoada sim, ainda mais sabendo que ele não respeita a decisão dela e isso levantou o receio de que ele seria capaz de terminar o namoro caso ela ficasse com os dentes normais. Chato isso, viu?

Bom, será esse o início do fim? O começo do desenlace entre eles? Ou será que eles vão se acertar no futuro? Bem... confesso que o título do último capítulo não deu lá muitas esperanças. Os Docônicos devem estar bem preocupados a essa altura.

Tudo bem, já sabíamos que isso iria acontecer. Claro que eu estou achando um tanto decepcionante eles estarem tentando passar a mensagem de que o sentimento do DC não era realmente para valer. Mesmo sabendo que o namoro deles tem data de validade, pelo menos poderia ter sido algo verdadeiro enquanto durasse. Bom, pelo menos espero que tenha sido verdadeiro da parte da Mônica, porque seria terrivelmente clichê eles virem com a história de que ela nunca gostou do DC de verdade e que no fundo só é capaz de amar o Cebola.

Mas sabe... eu até que gostei da última parte quando Cebola tentou conversar com a Mônica mais uma vez. Sério, aquele plano dele foi tão tosco que não conseguiu convencer a Mônica nem por dez segundos. Ele está perdendo o jeito, hein?

O que eu mais gostei foi a Mônica ter deixado bem claro que o Cebola não ia mais conseguir brincar com as inseguranças dela. Isso serviu para mostrá-lo que ele não ia mais conseguir manipulá-la como antes. Aliás, foi minha parte preferida da história: ver que ela se ama e se aceita do jeito que é. Apesar de algumas inseguranças (que todo mundo tem), ela se sente feliz sendo ela mesma, não importando o que as outras pessoas pensam ou deixam de pensar. É ela quem define sua identidade, não a opinião das outras pessoas.

Outra coisa que eu estava esperando era eles terem uma conversa sobre o passado. Foi bem esclarecedor. Claro que eu não compro a idéia de que ele a zoava porque gostava dela, mas isso não vem ao caso agora. Se o Maurício aprova essa ... “desculpa”, então tá aprovado. Quem sou eu na fila do pão para falar o contrário, né?

Eu aposto que os Cebônicos devem ter pulado de alegria nessa parte. Sejam sinceros, pessoal. Até dancinha da vitória deve ter rolado!

De qualquer forma, foi muito fofo ele ter mostrado real preocupação por ela, muito diferente da Magali ou do DC que só queriam impor o jeito deles de pensar. O Cebola gosta da Mônica como ela é, mas caso ela resolva mudar a aparência, ele vai continuar gostando do mesmo jeito.

E essa conversa entre eles foi muito útil porque diminuiu o apego que a Mônica tinha com os seus dentes. Antes ela achava que eles eram parte essencial dela. Depois aprendeu que não precisa de dentes para ser quem ela é e com isso conseguiu se desapegar a ponto de ceder na sua decisão de nunca mudá-los.

Vejam bem: ela não queria usar aparelhos, mas viu que caso fosse preciso, o universo não ia explodir por causa disso. Tudo ia ficar bem porque não são os dentes que a definem. Ótima conclusão se me permitem dizer. E isso os aproximou ainda mais ao passo que acabou criando uma rachadura no namoro dela com o DC.

Tanto que no fim da história, ela nem quis saber do namorado. Olha, fiquei assim com peninha do DC porque deve ser desesperador querer falar com uma pessoa e ela nos ignorar. Bem... o DC tem o jeito dele de ser e não podemos esperar que ele seja sempre perfeito, né?

Muita gente deve ter achado essa atitude errada, mas vamos olhar o lado dela, né? O DC nunca a apoiou de verdade, só estava interessado em manter a “diferença” a todo custo. Em momento algum ele mostrou preocupação sincera com as dores de cabeça dela, não parou para pensar que o preço de manter a tal diferença talvez fosse alto demais. E sem querer, passou a mensagem de que não ama a Mônica como ela é e sim somente as coisas que, na opinião dele, a tornam diferente.

Sim, a Mônica é diferente e eu sei disso. Não é qualquer garota que consegue parar caminhões desgovernados ou suportar ataques de alivulpex. Mas o que o DC está fazendo é reduzi-la a somente isso, entendem? E as outras qualidades dela, será que não importam para ele? Deve ter sido por isso que ela ficou magoada, porque percebeu que se precisasse mesmo mudar os dentes, ele talvez não continuasse gostando dela.

A solução para a dor de cabeça dela também foi muito elegante. No fim ela nem precisou tomar a decisão de usar ou não aparelhos porque os problemas eram nos dentes sisos.

Eu tive que tirar os sisos há uns anos atrás, mas foram os quatro de uma vez só. Levou mais de duas horas, fiquei com a boca toda dormente por causa da anestesia e fiquei uns três dias só de sopinha, iogurte e sorvete, mas valeu a pena. Olha eles aí!

Bom, eu gostei muito da história, foi bem bolada, tensa, deu até aflição em algumas partes, mas tudo se resolveu bem. Mostrou como as pessoas podem se tornar muito invasivas sob o pretexto de boas intenções e também o quanto a Mônica estava apegada aos dentes como parte da sua identidade. Gostei de como ela ficou mais segura consigo mesma, também observo um amadurecimento da parte dela.

Antes, era só neura e insegurança. Agora ela está bem consigo mesma e acho isso muito legal. Esse tempo afastada do Cebola fez muito bem para ela, sejamos sinceros.

E, pelo visto, foi o início da reaproximação deles e muitos já devem estar de dedos cruzados. A única coisa que eu espero é que o fim do namoro dela com o DC não seja tão traumático ou desagradável, não precisa ser assim. Foi bom enquanto durou, serviu para libertá-la da neura do Cebola, trouxe coisas boas, fez com que ela entendesse que seu destino é decisão dela e não o que as outras pessoas esperam que ela faça. Isso foi muito importante para o amadurecimento dela.

Agora pode ser que ela tenha mais equilíbrio. Não pode ficar perdoando toda e qualquer mancada, mas também não pode ser tão intolerante a falhas, tem que ter um meio termo.

Bem... agora só falta esperar o que vai acontecer nas próximas edições, né? Eu ainda acho que eles vão enrolar mais um pouco para decidir o destino desses três. Mas tudo bem, também quero outras histórias e com outros personagens, não faço nenhuma questão desse triângulo amoroso. Por mim, eles podiam deixar isso lá para a ed. 150.

Essa foi a crítica do mês, pessoal. Espero que tenham gostado!

Antes que me esqueça: eu não sou #TeamCebola e nem #TeamDC. Sou #TeamMonica. Que um dia ela perceba que não precisa de um namorado para ser feliz e que quando o namoro com o DC acabar, que ela tenha tempo para si mesma, estabelecer sonhos, prioridades, etc. A vida dela não tem que girar ao redor do umbigo nem do DC, nem do Cebola.

Para mais opiniões, confiram o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem: