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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

TMJ#73: Caçadores de Andróides - Críticas

Sabe... eu tenho que confessar uma coisa a vocês. Ultimamente não tenho andado com vontade de atualizar esse blog. Acho que a TMJ não tem... tipo assim, me inspirado muito. É só Mônica-Cebola-Mônica-Cebola... a ed. 72 teve Mônica como protagonista. Claro que a Maria Mello também participou e tal, mas a Mônica foi a heroína da vez.

Na Ed. 73 tivemos Cebola. E parece que na 74 também vamos ter mais e mais Cebola. Não é porque eu tenho antipatia dele e sim por causa do excesso de tanta repetição. Pelo visto, os outros personagens ficaram só para encher espaço mesmo. Nem a Magali e o Cascão têm aparecido direito e eu sempre achei que eles fizessem parte dos quatro personagens principais.

Bem... vamos a história. Dessa vez eles trouxeram de volta um personagem antigo, lá da Ed. 32. Quem leu essa edição com certeza vai entender melhor a Ed. 73. Pode-se dizer que é tipo uma continuação, mostrando o que aconteceu com a Brisa e como seguiu a vida dela após adquirir consciência.

Essa história trata um assunto bem complicado. O que aconteceria se fosse possível criar robôs com consciência e sentimentos iguais aos dos humanos? Ainda seriam tratados apenas como máquinas feitas para servir? Seria justo criar seres capazes de pensar e sentir como nós apenas para serem tratados como eletrodomésticos que andam e falam? Isso não seria como dar asas a uma pessoa, mas exigir que fique sempre no chão sem poder voar?
Aliás, é mesmo possível criar um robô assim? A mente humana é bem mais complicada do que nós pensamos. Não se trata apenas de consciência e sentimentos, somos mais do que isso. É possível criar no robô as várias camadas da mente, como o inconsciente, subconsciente, ego e ID? É possível que uma máquina tenha consciência? Isso seria correto? É um dilema moral que a história mostra de forma leve para que os leitores possam entender. 
Por outro lado, a criação de robôs para fazer trabalhos perigosos, repetitivos, aqueles que não queremos ou não podemos fazer até que seria boa idéia. Mas só seria viável em uma sociedade onde houvesse falta de mão de obra para esses serviços, caso contrário eles estariam tirando o emprego das pessoas.

Bom, enquanto esse pequeno dilema é discutido na história, por outro lado temos o Cebola tentando uma segunda chance com a Mônica, mas parece que ninguém está com vontade de colaborar. Muita gente ficou com dó do fora que a D. Luisa deu nele. Mas claro que eu não fiquei.

Como mãe, ela deseja o melhor para a filha dela. E se a filha dela está feliz e numa boa, por que ela deveria interferir? Ela deve ter acompanhado o sofrimento e as dificuldades da Mônica com o Cebola, deve ter visto como a filha dela ficava triste, estressada, etc. por causa dele. E agora que a Mônica está feliz com outro rapaz, claro que ela não vai querer atrapalhar a felicidade dela.

E o resto da turma também não queria ajudar pelo mesmo motivo. Se bem que a meu ver, a Magali é que foi um tanto cruel com ele ao dizer que a Mônica não tinha boas lembranças. Bem, apesar de tudo, eu acho que ela tem boas lembranças do Cebola sim. Elas só não compensaram todo o sofrimento e angustia, mas creio que a Mônica deve ter sim razões para pensar no Cebola e sorrir.

Sobre alguém ajudá-lo a ter uma segunda chance, deixa eu contar uma coisa que me aconteceu. Quando eu estava na escola, a direção ofereceu cursos de informática de graça para os alunos. Naquela época, cursos de informática eram raros e muito caros porque os computadores ainda não eram assim um item comum em todas as casas. Quem quisesse, podia se inscrever até preencher todas as vagas.

Essas bolsas foram oferecidas várias vezes ao longo do ano, mas eu sempre ficava de mimimi corpo mole, enrolando, arrumando desculpas para não fazer nada até que um dia a fonte secou. A escola parou de oferecer bolsas e não adiantou eu chorar com a diretora, ela não me deu mais nenhuma oportunidade. Afinal, tantas vagas foram abertas no passado, por que eu não aproveitei a chance?

Então, para poder ter um curso de informática, precisei pagar e paguei bem caro porque ninguém quis me ajudar. Na época eu me achei a maior injustiçada do mundo. Afinal, por que ninguém queria me ajudar e me dar uma chance? Eu ia aproveitar bastante! Mas hoje, pensando mais racionalmente, eu entendo que não merecia ter outra chance. Eu tive e não soube aproveitar, então se quisesse fazer um curso teria que ralar para poder pagar. Com isso, eu aprendi a aproveitar melhor as oportunidades que aparecessem na minha vida. Eu precisei ralar um bocado para aprender a dar valor, coisa que não teria aprendido se tivessem me dado de graça.

Digamos que com o Cebola acontece mais ou menos a mesma coisa. Ele teve muitas oportunidades de graça e não aproveitou nenhuma, então vai ter que ralar dobrado para conseguir ter direito a mais uma oportunidade. Agora ele precisa passar por um processo de amadurecimento. E um primeiro passo foi dado quando ele disse que não pensava mais em planos e em derrotar a Mônica. Ele também falou mais de uma vez que não queria mais falhar com as pessoas de quem gostava. Sem falar que agora ele aprendeu a refletir melhor sobre suas ações e a enxergar seus erros, sem vitimismo, sem se achar um pobre coitado injustiçado. Ele tem consciência de que errou, foi capaz de arrepender e está esforçando para ser uma pessoa melhor.

Vocês acham que tudo isso teria acontecido se a Mônica não tivesse dado um chute nele? Se ela tivesse deixado as coisas como estavam, sempre perdoando e aceitando as suas mancadas, ele não teria feito nada para melhorar. É a lei da inércia, pessoal. Quando um corpo está imóvel, tende a permanecer imóvel até que uma força externa o faça sair do lugar. Com as pessoas costuma ser basicamente a mesma coisa.

E falando da Mônica, aposto que muita gente deve ter estranhado a participação e as atitudes dela na história, não é? Especialmente suas atitudes tão antipáticas com relação a Brisa. Isso me fez lembrar um pouquinho aquele filme “Eu, robô” do qual falei nos palpites da Ed. 73. Não posso dizer que a história copiou o filme, mas vi uns pontos em comum. Entre eles, tinha um agente com total preconceito contra os robôs que não gostava deles de jeito nenhum. A Mônica mostrou a mesma postura de hostilidade contra os robôs.

A diferença foi que o agente do filme mudou sua opinião. Já a Mônica não porque no fim ela era apenas um andróide programado para acreditar que era humana. Sim, uma tática totalmente cruel da D.I.N.A.M.I.C.A. para conseguir a colaboração do Cebola. E ele, tão ansioso para ficar bem com ela, custou a perceber. Mas foi exatamente por conhecer tão bem a Mônica e seu jeito de ser que ele acabou percebendo que estava diante de uma cópia.

Nesse ponto eu até fiquei com pena dele, porque ele estava sendo sincero ao tentar consertar as coisas e acabou abrindo seu coração para uma máquina. Bem... pelo menos ele mostrou que é capaz de se abrir e falar dos sentimentos. Se ele conseguiu fazer uma vez, conseguirá fazer no futuro, por isso não acho que foi um total desperdício de palavras.

Ah, não posso esquecer da Brisa. Confesso que não gostei muito do desenho dela nessa edição. Não ficou a mesma coisa da Ed. 32 e houve um momento em que ela até apareceu com rabo de cavalo, coisa que ela não tem. Eu particularmente prefiro o antigo. E acho que ela deveria ter tido um pouco mais destaque, porque a meu ver focaram demais na Mônica e no Cebola sendo que o caso deles deveria ter sido apenas um temperinho a mais na história, não o assunto central.



Mas a participação dela foi boa, apesar de não ter sido exatamente a protagonista. Ela mostrou que tem sentimentos, consciência e desejo de ser dona da própria vida apesar de ainda estar apegada a sua programação de servir e fazer os outros felizes.

Também houve referencias a filmes e séries nessa história, como os Homens de Preto na base da D.I.N.A.M.I.C.A., que é cheia de alienígenas. Também pode-se dizer que tem aí uma pitada de Arquivo X no fato de essa organização ser especializada em casos extraordinários e até um pouco do filme "de volta para o futuro" por causa do carro voador. Se bem que em Blad Runner também tem. E fico feliz que não tenha faltado uma referencia a Asimov, ainda que muito pequena considerando o tipo da história.

Nós até podemos ver personagens de edições passadas como Astronauta, o robô coelho do brilho de um pulsar e vários outros. Também há referencia série Doctor Who e até um pouco de Blad Runner. Pelo menos o princípio parece o mesmo: robôs se rebelando contra o regime de servidão e sendo caçados e cancelados.

Foi legal ver como conseguiram usar um filme tão depressivo para criar uma história boa e com um pouco de esperança no final. Diferente dos andróides do filme, que se tornaram agressivos e violentos contra os humanos, os gênios da história pelo menos desenvolveram uma boa moral e não mostraram intenção de fazer mal a ninguém.

E também gostei de a D.I.N.A.M.I.C.A. ter aparecido mais uma vez e espero que apareça outras no futuro. Isso pode acrescentar coisa boa as histórias e também foi mostrado um lado meio sombrio deles. Não acho que eles sejam cruéis ou do mal, acho apenas que não seguem a mesma moral que o senso comum prega. Talvez sejam amorais, do tipo que para conseguir alcançar um objetivo, podem usar qualquer artifício necessário.

Só acho que eles poderiam ter sido um pouco mais honestos com o Cebola ao dizer que queriam a Brisa para estudá-la melhor, descobrir como ela adquiriu consciência e assim criar uma geração de robôs que não seriam servos e sim companheiros dos humanos. Aposto que o Cebola teria colaborado com mais boa vontade e a Mônica real também. A meu ver, não fazia sentido eles esconderem esse detalhe porque não ia comprometer a missão. Poderia até ser uma coisa boa porque a Brisa se mostraria mais disposta a colaborar sabendo que ia ser ajudada.

Tá, é claro que se isso tivesse acontecido, boa parte da história não teria sido possível, não é? Ver a Mônica robô preferindo o “suicídio” do que ter suas memórias apagadas também foi bem forte e tocante, é a primeira vez que eu vejo um personagem se “matando” na TMJ. Também foi bonito ver que apesar de ser apenas um robô, o Cebola ainda se preocupava com ela.

E o final foi bem triste, devo admitir. Bem diferente do que normalmente vemos na TMJ, porque teve um clima assim meio depressivo, mas que ficou muito bom e deu um pouco mais de drama a história.

Bem, essa foi a minha crítica. Quem quiser ouvir outra opinião, aqui tem o vídeo da Opinião TMJ:


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Nostalgia: Ed. 32 - Cuidado com o que deseja


Enquanto eu ainda não leio a ed. 73, gostaria de fazer a crítica da Ed. 32 que fiquei devendo. Afinal, elas estão meio que relacionadas, não estão?

Nessa história, para quem já sabe, as pessoas começam a entrar em contato com os gênios, andróides feitos para servi-las e fazer vários tipos de trabalhos. E o sonho do Cebola é conseguir um desses gênios para formar seu exército de dominação mundial. Sim, porque viagem pouca é bobagem.

Mônica, inicialmente, não gosta da idéia de usarem robôs no lugar de humanos. Para ela, são apenas máquinas desajeitadas, nada mais. Ela achava até um absurdo ver pessoas tratando essas máquinas como se fossem gente. Mas Magali pensava diferente, porque ela acreditava que era possível tornar um robô humano caso a pessoa projetasse sua humanidade nele. Bem... creio que a questão é um tanto mais complicada do que isso. Estamos falando de robôs que só seguem uma programação pré-estabelecida ou de seres que tem consciência, autoconsciência e sentimentos? Pois é.

E parece que todo mundo estava aderindo a moda dos gênios, até o pobre rejeitado Xaveco. Tadinho, só assim para alguém dar atenção a ele!

Mas sabe... teve uma coisa que Magali falou e eu achei muito chato, talvez até machista. Ela disse que ia procurar o namorado dela antes que ele resolvesse recorrer a um desses gênios. É tipo aquele discurso culpando a mulher pelas puladas de cerca do namorado. Quer dizer, se ela não fizer seu “papel” direito, o pobrezinho terá que procurar outras e tudo será culpa dela. Não deu para concordar com essa parte, sinto muito.

Querer ficar com o namorado por prazer, porque gosta da companhia dele e quer ficar junto é uma coisa. Achar que TEM QUE ficar com ele para não ser trocada por outra é muito diferente. Isso vale para todo o resto. Devemos fazer as coisas por amor, porque queremos fazer e sentimos prazer em agradar, não para prender o garoto. Fica a dica, meninas.

Voltando a história, Cebola decide trabalhar como entregador de jornal para poder comprar um desses gênios e começar seu exército. Mas vem cá... por que seu exército imaginário era composto apenas por modelos femininos? Bem... não é a toa que a Mônica desistiu dele e ficou com o DC.

Essa história mostrou a questão do envolvimento entre humanos e robôs. Enquanto Cebola aprendeu a ver a temperamental Brisa como pessoa, Mônica estava indignada por vê-lo passeando com ela porque a via somente como uma máquina, tipo um laptop ou celular.

Confesso que a Mônica estava mesmo enchendo o saco, mas ele também foi bastante tosco com ela, sempre mostrando aquela atitude de quem pensa só no próprio umbigo. Era por isso que ele queria um gênio, para ficar pensando somente nele. E depois de ter sido tão estúpido com a Mônica, ele ainda teve a cara de pau de ir pedir ajuda a ela sem se importar se tinha ou não ferido seus sentimentos.

Bem, claro que a Mônica acabou ajudando porque ela não consegue guardar rancor e após refletir melhor, aprendeu a ver Brisa como uma pessoa e não só como máquina. Então Cebola bolou um plano, humilhou um pouco a Mônica, resgatou a Brisa de um riquinho esnobe que a usava para lutar com outros gênios e tudo teria acabado bem se ela não tivesse fingido perder a memória, deixando-o muito triste. Agora fico pensando como a Mônica deve ter se sentido ao ver o garoto de quem ela gostava chorando por causa de outra.

Eu achei a história legal apesar de ter sido centrada no Cebola e não adianta gente, eu não consigo gostar dele. Quando começo a simpatizar um pouco, ele faz mais uma das suas cebolices e tudo volta a estaca zero.

Acho que fazendo as contas, o Cebola fez mais pela Brisa em uma única edição do que pela Mônica em vinte. Por acaso alguém aí já viu ele correndo atrás da Mônica do mesmo jeito que fez com a Brisa quando ela estava sendo levada embora pelo novo dono? Quantas vezes ele fez planos tão mirabolantes e elaborados por ela? Pela Brisa, ele estava disposto até a trabalhar de graça! Há até quem diga que ela foi o segundo amor dele, depois da Mônica. E não duvido nem um pouco. Bem, chega de falar do Cebola.

O que me chamou a atenção nessa história foi algumas semelhanças com um anime chamado garotas marionetes, que passava no canal pago Locomotion. Nesse anime, a história se passava no planeta Terra II. Há trezentos anos atrás, uma nave caiu nesse planeta e somente três homens sobreviveram. Como não havia mulheres, eles tiveram que ir clonando os homens e para substituí-las, eles criaram as marionetes, que eram robôs em forma de mulheres que faziam diversos trabalhos.

Só que esses robôs não tinham sentimentos e nem personalidade. Mas tudo muda quando o personagem principal, Mamiya Otaru, encontra três marionetes diferente de todas as outras, pois elas tem consciência, personalidade e vontade própria, agindo como se fossem humanas apesar de serem robôs. Então a história gira ao redor dos quatro, seu relacionamento e confusões.

Uma delas, chamada Lime, tem a roupa levemente parecida com a da Brisa. Muito levemente, mas quando vi a Brisa pela primeira vez, fiz a associação na hora. Outra semelhança são aquelas bolas na cabeça, que eu nunca soube para que servem. Pelo menos no anime elas não tinham objetivo, pelo que eu me lembro. Pode ser que na Ed. 74 elas signifiquem alguma coisa. E não, eu também não sei por que ela usa a calcinha por cima da roupa. Mas enfim, foi um anime muito bacana.


Da mesma forma que a Ed. 32, esse anime também abordava a questão de como as pessoas viam as marionetes, que para a maioria eram apenas bonecas sem vida. As três marionetes de vez em quando tinham problemas porque apesar de terem sentimentos, eram vistas apenas como robôs pelas outras pessoas. Teve um episodio, já na reta final do anime, em que elas foram andar de trem e o maquinista não quis deixar porque elas não eram humanas.

Em outra passagem, uma delas ficou muito amiga de um rapaz de circo, que se apaixonou por ela. Então um dos seus colegas de trabalho comentou que se ela não fosse robô, poderia casar com ele.

A Ed. 32 tocou um pouco nesse assunto e em como seria nossa relação com os robôs caso eles ficassem muito inteligentes e até capazes de ter sentimentos. Nós ainda seríamos capazes de vê-los só como robôs? Seria certo estabelecer uma relação com um ser que no fim das contas é só uma máquina? Seria certo substituir relacionamentos com pessoas reais por essas máquinas apenas para não ser contrariado? Afinal, as relações humanas são muito complexas e nem todo mundo consegue aceitar isso. É difícil conviver com as pessoas e aceitar suas diferenças. Então o mais fácil seria apelar para um desses robôs, que nunca irão contrariar, fazer passar raiva, errar, discordar... bem complicado, não é?

Bom, parece que a Brisa voltou na Ed. 74, mas eu ainda não tive a chance de ler. Mas pelo que me disseram, vai ter de novo aquele maldito mimimi de Mônica com o Cebola, então é melhor eu ir preparando meu estômago desde já.


terça-feira, 19 de agosto de 2014

TMJ#73: Caçadores de Andróides - Palpites




Quando saiu a capa da Ed. 73, confesso que fiquei surpresa porque está bem diferente do que eu imaginava. Para começar, ficou bem mais elaborada do que de costume, não só por causa dos personagens como também pela imagem de fundo. Especialmente pela Brisa lá atrás, numa postura que a primeira vista parece ser de ataque como se estivesse armando uma emboscada, ou talvez perseguindo alguém. E não é por nada não, mas confesso que a cara dela me assustou um pouco, ficou bem diferente da ed. 32 não só no rosto como também na cor e nas roupas. O olhar dela ficou meio hostil, agressivo.

Já o Cebola meio que me lembrou o Vegeta do Dragon Ball com aquele negócio no olho. A Mônica ficou como sempre, sem nada de extraordinário ou muito diferente. Pelo menos ficou bonita.

Quando saiu a sinopse falando que Cebola ia se envolver com a Brisa, achei a maior graça. Tipo assim, ele fala numa edição que não vai desistir da Mônica. Depois em outra se envolve com a Brisa? Mas depois, pensando com mais calma e ouvindo outras pessoas, me toquei de que esse “envolver” não significa necessariamente envolvimento romântico. Sem falar que nem sempre a sinopse da próxima edição é feita pelo roteirista da história, então nesse mês não ficou totalmente correta. Se bem que nesse caso acredito que foi proposital, para atrair mais a atenção dos leitores.

Aí vem a questão: como vai ser a história? Quem leu a ed. 32, deve lembrar que no final a Brisa fingiu ter perdido a memória porque achou que o Cebola estaria melhor com a Mônica. E agora? Como ela irá ressurgir? Vai continuar fingindo que não se lembra dele ou dirá a verdade? Como ele irá reagir ao descobrir que a Mônica sabia de tudo e não falou nada? Sim, porque ele gostava muito da Brisa e ficou super triste por perdê-la. Será que vai brigar com a Mônica por ela não ter falado nada ou a coisa vai ficar por isso mesmo?

O título da história – “Caçadores de Andróides” – já indica que será uma história bem movimentada. Será que alguns androides vão causar problemas na cidade e o Cebola tentará caçá-los? Ou será somente a Brisa? Lembrem-se de que ela é meio diferente dos outros andróides, com caracteristicas que a princípio pareciam defeitos, mas depois se mostraram ser uma evolução.

Mas também pode acontecer de ela ter sido injustamente acusada de fazer algo errado e o Cebola tentará inocentá-la. Essa história está bem difícil de dar palpites, do jeito que eu gosto! Sim, porque de histórias previsíveis, que a gente já imagina o final, eu já estou cheia.

Ou então pode acontecer algo que faça com que os andróides se rebelem e começem a atacar os humanos. Pode ser um vírus, algum vilão muito doido tentando controlar os andróides e dominar o mundo, um erro no projeto, talvez haja uma central comandando esses robôs que resolva tomar o controle de tudo...

Vocês certamente não devem conhecer os livros de Isaac Asimov, que escreveu muitas obras de ficção científica e criou as tres leis da robótica:

  • 1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
  • 2ª Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
  • 3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

Em 2004 lançaram o filme “Eu, Robô” que foi baseado nessas leis. Vou ver se tento resumir para não ficar grande demais.

A história se passa no ano de 2035, onde já existem robôs para servir as pessoas. Tudo ia muito bem quando um funcionário da empresa US Robotics (que fabrica os robôs) foi encontrado morto. Todos desconfiavam de suicídio, mas o detetive da história suspeita de que ele foi morto por um robô, que tinha arrumado um jeito de quebrar as leis da robótica.

E esse robô era diferente dos outros porque tinha sentimentos, personalidade própria e até a capacidade para sonhar. Ao ver que havia algo mais por detrás dessa morte, o detetive resolveu contar com a ajuda desse robô para descobrir a verdade.

A US Robotics estava para lançar um novo modelo de robôs no mercado, chamado NS-5. Então investigação vai... investigação vem... e eles descobrem uma trama bem sinistra. Tem uma central de comandos chamada VIKI, responsável pelo controle da US Robotics, que chegou a conclusão de que esses novos modelos NS-5 tinham mais capacidade para controlar a humanidade. Essa inteligência artificial decidiu que o melhor era instalar uma ditadura comandada por robôs. Por isso corrompeu a programação dos NS-5, fazendo-os se voltarem contra as pessoas, destruindo centrais de polícia e exterminando os robôs que tentavam ajudar os humanos.

A única forma de conter esses robôs era instalar nanitas (isso parece familiar?) na central VIKI e com isso fazer com que os NS-5 voltassem ao normal. No fim eles descobriram que o sujeito assassinado vivia como prisioneiro no laboratório, por isso deixou pistas para que descobrissem a verdade e também tinha programado o robô para ser capaz de quebrar as leis da robótica e lhe matar, esperando com isso atrair a atenção do detetive para a rebelião dos robôs que estava ameaçando a humanidade.

Que trama, não?

Se quiserem ver a sinopse completa do filme, podem acessar a Wikipédia (Eu, Robô). Aqui eu tentei resumir para o post não ficar grande demais.

Espero não ter ficado confuso, só achei interessante chamar a atenção para esse filme porque a ed. 73 pode (talvez... quem sabe... hipoteticamente...) ter sido baseada nele. Claro que a história não será tão elaborada assim, já que precisa ser espremida numa edição só, mas talvez tenha alguns elementos.

Pode ser que o criador da Brisa tenha dado a ela a missao de avisar a todos sobre uma provavel rebelião dos andróides, mas algo poderá acontecer e ela será tida como perigosa, fazendo com que Cebola e Mônica vão atrás dela para descobrir mais tarde que ela estava tentando ajudar, não prejudicar a humanidade.

Assim como o robô do filme, Brisa tem personalidade própria, sentimentos e é capaz de tomar decisões sozinha. Da mesma forma que no filme, pode ter uma central de comando que Ceobola e Mônica terao que destivar antes que ela controle todos os andróides e domine o mundo. E caso apareçam mesmo os nanitas, pode ser que nessa edição ele tenha a idéia de como irá destruir ajudar a humanidade no futuro.

E bem... acho que todos tem uma questao na cabeça, não tem? Como vão ficar a Mônica e o Cebola? É a primeira vez que eles protagonizam juntos depois do rompimento. Como eles ficarao um diante do outro? Vão brigar? Trocar farpas? O Cebola será um pé no saco ou terá amadurecido? Espero que ele tenha amadurecido ao menos um pouco porque vou te contar, viu... o amadurecimento dele está mais lento que banana verde em tempo de frio!

Creio que o foco mais importante dessa história seja a interação entre eles, que precisarão superar suas dores e mágoas e trabalhar juntos. Esse pode ser o primeiro passinho para a reconciliação, onde eles primeiro vão se acertar como amigos e tentar desfazer qualquer clima ruim que ficou entre ambos. Mas é claro que vão mostrar, ainda que discretamente, que um não esqueceu o outro. Aí vocês já viram, né... de repente pode rolar um climinha aqui, olhares ali... DC morrendo de ciúmes mais adiante... pode ter um pouco de lavação de roupa suja entre eles também, coisas do gênero. Ih, vai ser muita trama para uma edição só! Espero que não fique corrido demais.

Mas sinceramente... eu ando meio enjoada desses dois e preferia que não tivesse nada de romance nessa história. Ah, nem! Nós sabemos que o Cebola jamais vai largar essa neura de derrotar a Mônica de lado, então vai ser somente enrolação atrás de enrolação e tomara que ela não caia nessa, porque vai ser muito triste ela terminar com o DC para dar outra chance ao Cebola e voltar a mesma situação de antes: viver eternamente enrolada feito trouxa. Vamos torcer para que isso não aconteça.

Quanto a Brisa, que fim será que ela vai levar? Será que vai morrer? Irá embora? Vai arrumar um lugar onde possa trabalhar e ser util? Se não me falha a memória, ela aparece na ed. 50, então é pouco provável que morra. Espero que tenha um final feliz para ela.

E não vou negar que está sendo legal ver uma personagem de edições passadas retornando. Eu até que gostei da personalidade dela na ed. 32.

Bem... esses são os palpites. Vamos esperar sair a ed. 73 e ver o quanto eu acertei. Aposto que apesar de tudo, será uma boa história. 

Para hoje, tenho dois quebra-cabeças para vocês. Os png's já estão disponíveis. Divirtam-se!

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

TMJ#72: Meu Ídolo - Críticas

Que coisa... já saiu a capa da Ed. 73 e eu nem tinha começado a crítica da Ed. 72! Bom, confesso que a Ed. desse mês não me deixou lá muito animada não. Quer dizer, confesso que até gostei da história pela mensagem que ela passou, mas no fim das contas me pareceu apenas uma edição para encher linguiça até o fim do ano.

A história não tem nada de complicada. As garotas babam pelo cantor da moda (que é tipo uma paródia do Justin Bieber), fazem de tudo para conhecê-lo e quando acontece, descobrem que o sujeito é um tremendo Zé ruela. Então elas caem na real, a Mônica dá um jeito de desmascará-lo, ele perde algumas fãs mas outras preferem se manter cegas para tudo e fim. Nada de extraordinário ou fora do lugar comum.

Se bem que me surpreendeu um pouco o tal concurso ser na verdade uma referencia ao filme “a fantástica fábrica de chocolate”, onde quem encontrasse o cupom premiado teria a chance de conhecer seu ídolo. Acho que praticamente todo mundo deve ter sacado a semelhança e eu até que gostei dessa referencia porque também adoro o filme.

Apesar de ter gostado de a Maria Mello ter participado mais, não pensei que ela fosse se comportar como um Cebola de saias. Credo, ela foi chata demais! Chata e bitolada também, porque o cara teve que rodar a baiana e endoidar o cabeção para fazê-la cair na real e perceber que ele não valia nada. Sem falar aquelas coisas que ela disse a Mônica, foi realmente um golpe baixo. Eu teria parado de falar com ela mesmo, não tenho paciência com esse tipo de coisa.

Tanto que quando o sujeito pisou no presente dela e falou um monte de grosserias, não fiquei com nem um pouco de pena. No lugar da Mônica, eu nem teria tido o trabalho de consolar. Claro que jamais teria tripudiado, mas ficar toda boazinha depois de ter ouvido aquele monte de desaforos? Foi mal, mas esse lance de dar a outra face não é para mim.

Poxa, foi muito ridículo ela ter falado que a Mônica ganhar o prêmio teria sido um desperdício, mas esqueceu completamente de que só tinha ganhado o prêmio porque a Mônica teve pena dela e lhe deu uma barra de chocolate. Sinceramente? Eu não teria feito isso. Ora, a Maria não queria participar por falta de dinheiro e sim por causa da sua neura com comida, que lhe domina a ponto de não conseguir sequer ver outras pessoas comendo na sua frente. No máximo, eu teria incentivado ela a participar, mas dar uma das minhas barras para ela? Sem chances!

Bom, claro que a Mônica tem coração mole e fez isso em parte por causa do que o DC (que foi bem chatinho nessa história) falou. E depois que a Maria achou o cupom, acabou surtando e quis tomá-lo de volta. Doloroso, eu sei, mas ela tinha dado o chocolate, não tinha? Então acabou.

Pelo menos tudo se resolveu quando descobriram que o cupom permitia um acompanhante e assim conhecer seu ídolo “perfeito”.

O Julinho ser um idiota era esperado, mas eu achei que a idiotice dele foi muito exagerada. Tipo assim, ele se comportou como um psicopata mesmo! Arrogante, egocêntrico, gosta de ser paparicado e ter o ego massageado, gosta de ter poder e destaque, mas detesta lidar com as fãs e tem grande desprezo por elas. Sem falar do seu total desrespeito aos sentimentos dos outros, sua pouca tolerância a frustrações e do grande descontrole quando ficou zangado a ponto de xingar todas as fãs em público sem nem pensar nas conseqüências.

Não sei se foi de propósito ou não, mas serviu muito bem para lançar a seguinte questão: ser fã significa ser cego e aceitar tudo sem nenhum questionamento? Será que um fã tem que fazer de tudo pelo ídolo sem importar as conseqüências, sob pena de ser taxado como poser? Acho que foi por isso que eu gostei da história apesar dos poréns.

Muitos acham ruim quando critico a TMJ porque pensam que fã tem que aceitar tudo sem criticar. Para essas pessoas, fã não pode ver defeito em nada, só qualidades.

Foi por levar esse tipo de mentalidade ao extremo que Maria Mello entrou naquele estado de negação e demorou muito a enxergar a forma como Julinho estava agindo com ela e com a Mônica.

Outro detalhe interessante foi quando ela disse que não queria comprometer o sonho dela de ser modelo por causa do sonho de conhecer o Julinho. Então as outras garotas a chamaram de poser, dizendo que um verdadeiro fã tem que sacrificar tudo pelo ídolo. Apesar de saber que ela exagera demais com seu medo de comida, eu entendo que ela tinha sim o direito de decidir quais deviam ser suas prioridades.

Ninguém tem obrigação nenhuma de se sacrificar pelo ídolo só para posar de bom fã. Para tudo tem um limite e cada pessoa determina o seu. Lembrem-se de que seus ídolos são apenas pessoas de carne e osso, assim como vocês. Tirem a fama e o dinheiro e verão que sobra somente um ser humano como outro qualquer. Nem melhor, nem pior. Será que vale a pena fazer tantos sacrifícios por alguém que nem sabe da sua existência? É algo para se pensar.

E acho que a pergunta foi até meio que respondida quando as fãs perceberam quem o Julinho era de verdade e quando uma perguntou se elas não deviam aceitar tudo, outra falou que não ia aceitar esse tipo de coisa. Realmente, vocês não têm que aceitar tudo de uma pessoa só porque admiram o trabalho dela.

A história pode não ter sido das melhores, mas deixou uma excelente mensagem para a reflexão. E escolheram muito bem o personagem do Julinho como paródia do Justin Bieber, porque teve uma época que eu vou te contar, viu? Já vi mostrarem na televisão garotas chorando e entrando em desespero só porque não conseguiram ingresso para o show dele. Não sei se alguém nesse mundo vale isso.

Agora, se tem uma coisa que eu acho imperdoável é um show atrasar 2, 3, 4 horas. Eu fui a um da Norah Jones certa vez, atrasou só uma hora e pouco e eu quase fui embora. E olhe que estava sentada. Não teria a menor paciência para esperar duas horas ou mais, por isso acho não só uma grosseria como também uma falta de respeito monumental o artista se atrasar dessa forma. Chega a ser pouco caso com os fãs que pagaram, esperaram durante horas e são obrigados a ficar de pé por um tempão esperando a porcaria do show terminar.

Vocês devem estar se perguntando se eu tenho algum ídolo. Já tive, quando tinha 14/15 anos. Naquela época eu adorava o Michael Jackson. Tinha até uma coleção de fotos dele, que eu via nas revistas e recortava. Não tinha discos porque na época não podia comprar. Acho que foi uma apaixonite que peguei por ele, não sei. Depois passou, perdi o interesse e segui minha vida. Desde então nunca mais tive nenhum outro ídolo. Tem alguns artistas cujo trabalho eu admiro, mas não passa muito disso.

Voltando a história, a participação do DC foi menor do que eu imaginava, mas devo dizer que foi significativa. Parece que o “quase namoro” deles não anda indo muito bem por causa das diferenças deles. E não só por causa das diferenças, como também da dificuldade dele aceitar que a Mônica gosta de coisas que todo mundo gosta e segue modinha.

E eu gostei muito da parte em que ela dá um nó na cabeça dele ao sugerir que ele deveria ser fã do Julinho para ser diferente dos outros meninos.

Bem... nós já sabemos que esse “quase namoro” tem data de validade, então esse pode ser meio que o início do fim. Uma briguinha aqui, uma discussãozinha ali... aos poucos eles vão se tocando de que não tem muitas coisas em comum... aí é só questão de tempo até tudo acabar. Então, quem é “docônica”, aproveite enquanto pode.

Ah, e quem não percebeu a participação do ex-empresário das Stars? Coitado... é impressão minha ou toda celebridade com quem ele trabalha acaba tem carreira muito curta? De qualquer forma, gostei da participação dele, que ficou até mais simpático nessa edição. Só falta aprender a escolher melhor com quem trabalha.

Olha, sei que não falei tanto quanto queria, mas essa história não deu assim muito pano para manga. Agora é preparar os palpites para a Ed. 73, que pela capa promete ser boa apesar de saber que vai ter mimimi de Mônica com cebola. vou ver se até amanhã eu mudo o layout do blog e posto o palpite. Ah, e quem quiser ouvir outro ponto de vista sobre a edição, recomendo:


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Mônica Jovem por Anderson Mahanski

Eu estava navegando aqui e ali pelo DeviantART quando achei esse desenho muito bacana da Mônica. Ai ai... morri de inveja...


Uma beleza, não é? A pose descontraída, as cores, a luz da janela refletindo sobre ela e até alguns objetos espalhados por perto. Também gostei do lençol da cama, acho que de tudo, né?

Esse trabalho foi feito por Anderson Mahanski e está disponível em sua galeria no DeviantART. Se quiserem ver outros trabalhos dele, não percam tempo: http://andersonmahanski.deviantart.com/gallery/

Well... quem pode, pode!

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