TMJ do meu jeito

domingo, 21 de agosto de 2016

TMJ#96 - Eterno Despertar: Palpites



E aí, beleza? Pois é, depois de tantas emoções e rompimentos na ed. 96, está na hora de um pouco de aventura do tipo sci-fi com o Cebola deixando de... absurdos dos absurdos... dormir só para conquistar o mundo. Pois é, pessoal, o carequinha endoidou de vez.

Quer dizer, sono é vida, caramba! Quem em sã consciência ia deixar de dormir? Se pensarmos bem, a maioria das coisas boas da vida se encaixam em pelo menos uma dessas descrições:

1 – é imoral
2 – engorda
3 – faz mal
4 – custa dinheiro.

O sono é uma das poucas coisas que não se encaixam em nenhum desses itens e o Cebola quer abrir mão dele? Meldels!

Tá, brincadeiras a parte, acho que a história vai ser basicamente ele descobrindo que não precisa mais dormir. Então, quais são os planos que um adolescente comum de 15 anos teria para esta noite? O que ele tem feito durante toda sua vida: tentar conquistar o mundo.

A forma como ele vai driblar o sono deve ser encontrando algum artefato que lhe dá o poder de ficar acordado. Pode ser o bracelete que ele tem no braço e parece ter a forma de uma ampulheta. Eu tentei pesquisar por aquela imagem para ver se existia mesmo e acabei encontrando duas páginas sobre a função do rim. Se alguém aí souber o que é isso, pode falar nos comentários.  Mas deve ser isso que tira dele a necessidade de sono e descanso.

Bom, são pelo menos oito horas a mais que ele vai ganhar. Oito horas a mais de tempo livre que ele pode gastar como quiser. Qualquer um gastaria essas horas a mais jogando ou vendo todo tipo de “indecência” pela net afora, mas parece que ele prefere dominar o mundo mesmo. Só me resta saber como ele vai fazer isso.

Quer dizer, será que vai gastar essas horas elaborando planos ou já tem algo em mente que pretende executar todas as noites? Ou será que ele vai apenas estudar, se preparar e adquirir habilidades necessárias para ser um líder mundial e no futuro destruir a humanidade com seus nanitas zumbificadores?

A segunda e terceira capa o mostram vestindo algum tipo de roupa futurista e pode ser essa roupa (não o bracelete) que lhe dá essa capacidade de ficar acordado. Talvez a máscara afete as ondas do cérebro dele ou qualquer coisa parecida para que ele não precise dormir. Onde ele arrumou isso? Se foi no laboratório do Franja, ele vai se lascar bonito. Será que ele achou por aí? Comprou na internet? Alguém deu para ele? Mistério! Será que ele vai ter acesso a outro tipo de tecnologia ou só a roupa?

Mas como nem tudo na vida dele é simples, parece que ele vai ser perseguido por alguém que quer a roupa de volta ou roubá-la para usar em planos malignos. Quem viu a segunda capa deve ter reparado que ele está sendo perseguido pelo robô ninja malucão da ed. 77. Na verdade era o animatrônico inventado pelo Franja para promover um game. Por que será que ele agora está perseguindo o Cebola? Quem o controla? O Franja ou a empresa que criou o recurso para manter todo mundo acordado?

Pode parecer viagem, mas talvez a tal roupa tenha sido criado pela empresa para que todo mundo pudesse ficar acordado jogando seus games sem prejudicar a saúde. Afinal, mais horas jogando significam mais lucros para a empresa. É capaz que o próprio Franja tenha inventado esse traje e depois tenha se arrependido ao descobrir seu verdadeiro objetivo. Só falta saber como foi parar na mão do Cebola. Ele pediu para que o amigo escondesse ou tentou esconder em algum lugar e o Cebola acabou encontrando?

Bom, eu elaborei essa teoria com base na ed. 77 onde o robô era para promover um game, mas também existe uma chance de esse traje ter sido criado para fins militares. Com um traje desses, os soldados não iam precisar dormir durante uma guerra.

E eu aposto que essa invenção (ou capacidade de não precisar dormir) deve ter algum defeito ou problema. Pode ser que a longo prazo isso faça mal ou afete o cérebro da pessoa de alguma forma. Só sei que no fim o Cebola vai abrir mão disso e voltar a dormir (que é muito melhor).

Todos devem estar se perguntando... e a Mônica? será que vai aparecer? Vai ter romance? Ela vai voltar correndo para os braços dele? Calma, gente, calma. Para começar, a história nem é da Petra, então não vai ter reconciliação entre eles. Talvez mal se falem, já que a história é de aventura e sci-fi e é centrada no Cebola. No máximo, ele deve arrastar o pobre do Cascão nas suas maluquices e só.

“Ain, mas a Mônica tá aparecendo na capa!”

Eu li em algum lugar que as edições com a Mônica na capa vendem mais, só isso. Então eu não espero assim grande participação da parte dela. Mas posso estar errada e ela participar bastante, talvez fazendo com que o Cebola veja como é absurdo se privar de sono ou para lhe mostrar que a roupa pode ser perigosa.

Já pensaram se ele briga com ela, esperneia e no fim descobre que estava mesmo errado e vai todo mansinho pedir desculpas? Hum... não. Prefiro que não tenha isso. Cansei do drama desses dois. Mas imagino que vocês devem ter a esperança de que eles dêem mais um passinho para fazer as pazes, né? Sim, Cebonicos, confessem! Eu aposto que vocês fizeram dancinha da vitória quando DC e Mônica terminaram e devem estar comemorando até gora! 

Claro que não posso deixar de falar da capa, não é mesmo? Eu gostei bastante. Ação, movimento e simbolismos. A ampulheta mostra o passar do tempo, sol e lua como domínio do dia e da noite e aqueles raios e os traços que parecem vento ao redor do Cebola ficaram muito legais.

Só achei a roupa dele muito Ben 10, não deu para evitar a comparação, mas ainda assim gostei. O bracelete dele parece uma ampulheta, mas também me lembrou o omnitrix. Se repararem bem, parece que tem uns detalhes nesse bracelete, como se fosse algum componente eletrônico ou coisa parecida. O Ben acionava o omnitrix para se transformar em aliens diferentes. Pode ser que essa idéia tenha sido aproveitada na história e aquele traje estranho do Cebola saia desse bracelete. Aliás, eu também usei esse conceito em uma das minhas fanfics, Universo em Desequilíbrio.

Eu gostei do rosto dele embora algumas pessoas tenham achado que seus olhos ficaram um tanto puxados. Para mim ficou bom assim como outros detalhes tipo o laptop e os fones de ouvido, típicos de um rapaz sempre conectado. O visual ficou bom porque apesar de ele ser inteligente, não tem cara de nerd.

A Mônica dormindo lá atrás até que ficou bonita, mas estranhei um pouco ela estar dormindo com roupas diurnas e bijuterias. Bem... acho que foi para deixá-la mais bonita. Afinal, quem vai querer comprar a revista com ela de pijama, descabelada, roncando e com baba escorrendo pela boca?  

Antes que me esqueça, agradeço a Verônica do site TMJ Wallpapers por ter feito o png da capa. Eu nem tive tempo para desenhar nada e o png dela ajudou bastante. 
Bom, esses foram meus palpites. Estou assim meio que com preguiça mental, então não consigo bolar muitas teorias legais hoje. Mas se quiserem mais palpites, podem conferir o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

TMJ#96 - Desencontros: Críticas




Pois é, gente... finalmente aconteceu. Bem... não vamos lamentar porque já sabíamos que isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde, né? Confesso que até durou bastante. Depois de ler a ed. 69, eu pensei que esse namoro não ia durar nem duas edições e acabou durando 27. O mais engraçado é que eles começaram a namora na ed. 69 e terminaram na 96. Coincidência? Sei lá! Não acredito em numerologia mesmo...

A questão aqui é: mesmo sabendo que eles iam terminar algum dia, confesso que estou questionando um pouquinho a forma como isso aconteceu. Sei lá, acho que essa história meio que me deixou com um gosto ruim na boca apesar de nunca ter torcido pelo casal.

Eu achei a Mônica muito imatura no início, sempre fugindo do DC e recusando a ter uma conversa de gente grande com ele. Mas vá lá, ela é só uma pirralha de 15 anos. Embora eu ache que pouca idade não seja motivo para falta de educação, vou tentar dar um desconto porque não dá para ser sensato e maduro o tempo inteiro. Nem adulto de 30 anos consegue isso.

Acho que o objetivo foi mostrar o quanto o namoro estava se desgastando apesar de ainda haver sentimento entre eles. O auge de todo esse desgaste foi quando a Mônica perdeu a memória sobre o namoro e deu aquele fora monumental no pobre DC. Sei lá, não gostei dessa parte. Ele não merecia ter passado por isso. Tá, eu sei que ela não fez por mal, mas ainda assim foi triste.

Ah, claro, como eu imaginei o Cebola resolveu se aproveitar um pouco da situação, mas levou a maior bronca de todas. Sim, pessoal. Ele ainda tem um longo caminho pela frente antes de pensar em ter a Mônica de volta. Pelo menos ele tentou ajudá-la mesmo sabendo que isso significava salvar o namoro dela com o DC. Um passo para trás, dois para frente.

Como o DC já é meio cabeça virada, ele acreditou muito facilmente na história do Cebola, o que foi bom. O resto da história foi dedicado a resgatar as memórias da Mônica sobre o namoro. É aí que as coisas desandaram de vez porque o Cebola fez questão de mostrar que aquelas memórias não foram tãaao felizes assim. Mais ainda: deixou bem claro que apesar de haver sentimento, eles não eram compatíveis. No fim, o jeito foi terminar tudo.

Vou ser sincera: apesar de não ser doconica, eu fiquei me questionando se foi certo terminar o namoro daquele jeito. Quer dizer, achei que o DC desistiu fácil demais, sem nem ao menos tentar conciliar as diferenças. Que tipo de amor é esse que desiste de tudo ao primeiro sinal de problema? De certa forma, foi como o namoro da Mônica com o Cebola, onde ele desistiu de tudo por causa daquela neura em derrotá-la ao invés de tentar resolver as coisas.

Sem falar que eles deviam ao menos ter tentado conversar sobre a dúvida que a Mônica tinha sobre os sentimentos do DC. No fim das contas, ela só estava agindo daquela forma porque não sabia se ele realmente gostava da pessoa que ela era ou da pessoa que ele enxergava.  

Mas vamos considerar o seguinte: eles são jovens, imaturos e a MSP já devia estar com pressa para acabar com o namoro deles para poderem reconciliar a Mônica com o Cebola. Ainda assim, achei meio chato o DC terminar tudo logo na primeira crise. Se ele começar a agir assim em todo relacionamento, vai acabar sozinho com certeza.

Sim, eu sei que eles são diferentes demais, não curtem as mesmas coisas e tem muito pouco em comum. É esse detalhe que acaba me fazendo ter sentimentos conflitantes sobre o fim desse relacionamento.

Por um lado, essa constatação poderia ter sido uma chance de eles tentarem discutir de forma madura e encontrar um jeito de salvar o namoro. Por outro lado, entendo que quando as diferenças são irreconciliáveis, o jeito é cada um seguir o próprio caminho. Acho que só lamentei um pouquinho porque eles ainda se amavam.

Para a maioria das pessoas é meio difícil entender como um casal pode terminar um relacionamento enquanto ainda existe amor. É aí que eu começo a mudar um pouco minha visão sobre o fim do namoro deles.

Sabe, às vezes dá para conciliar as diferenças e encontrar um meio termo. Às vezes não dá. Simples assim. Acho que no caso deles, simplesmente não dava. Eles não tinham praticamente nada em comum, nada que os dois gostassem e pudessem fazer juntos. Para agradar um, tinha que desagradar o outro.

Mesmo que eles decidissem fazer metade do que cada um gostava, ainda assim não ia dar muito certo porque em todos os programas, somente um ia se divertir. Fazer isso uma vez ou outra ainda vá lá, mas o tempo inteiro? Complicado, não acham?

Mas sabem... eu ainda acho que tudo poderia ter sido resolvido com mais conversa e diálogo. Enquanto eu via as lembranças da Mônica e as tentativas do DC de agradá-la, inevitavelmente eu lembrei de uma metáfora que li tempos atrás:

Um casal de idosos comemora suas bodas de ouro após longos anos de matrimônio.
Enquanto tomavam juntos o café da manhã a esposa pensou: "Por cinqüenta anos tenho sempre sido atenciosa para com meu esposo e sempre lhe dei a parte crocante de cima do pão. Hoje desejo, finalmente, degustar eu mesma essa gostosura."

Ela espalhou manteiga na parte de cima e deu ao marido a outra metade. Ao contrário do que ela esperava, ele ficou muito satisfeito, beijou sua mão e disse: "Minha querida, tu acabas de me dar a maior alegria do dia. Por mais de cinqüenta anos eu não comi a parte de baixo do pão, que é minha preferida. Sempre pensei que eras tu que devias tê-la, já que tanto a aprecias."

Há quem interprete essa história como exemplo de amor e gentileza. Eu interpreto como falta de atenção ao parceiro. Acho que foi basicamente isso que o DC acabou fazendo, ainda que com as melhores intenções.

Uma coisa que eu sempre observei no namoro dos dois foi que ele sempre escolhia os programas e passeios baseado só no seu gosto pessoal esperando que a Mônica ia apreciar automaticamente. Mas será que em algum momento ele parou para perguntar o que ela realmente gostava? Procurou saber quais eram seus gostos e preferências? Sem querer, ele acabou meio que se comportando como a esposa dessa metáfora: simplesmente tentou deduzir do que a Mônica gostava ao invés de sentar e ouvi-la. Foi como o Cebola disse: ele imaginou muito, mas observou pouco.

A Mônica, por outro lado, acabou se comportando como o marido. Apenas foi deixando que o DC escolhesse tudo e em momento algum parou para lhe falar do que gostava com medo de magoá-lo. Esse é um dos problemas que de vez em quando vejo na Mônica: quando resolve ceder, ela cede demais.

Isso deve ter sido porque ela ficou com medo de ser muito mandona, do tipo que quer tudo do seu jeito, então ela decidiu ceder, só que exagerou um pouquinho porque acabou não sendo capaz de fazer com que o DC enxergasse que ela tinha seus próprios gostos e preferências.

Bom... no caso da metáfora, tudo podia ser resolvido de forma simples: dividir o pão de forma que cada um fique com partes iguais do lado crocante e do lado de baixo do pão, ou cada dia um come uma parte. Mas acho que a solução do namoro da Mônica com o DC é bem mais complicada porque significa que ambos teriam que mudar pelo menos em parte seu jeito de ser e isso pode ser um preço muito alto.   

Então no fim acabei entendendo que era mesmo hora de terminar antes que os dois acabassem se magoando ainda mais. Sim, ainda existe sentimento, a Mônica saiu muito triste nessa história. Ainda mais porque ela acabou finalmente reconhecendo e valorizando os esforços que o DC fazia por ela. Isso meio que tornou as coisas ainda mais dolorosas porque ela não queria realmente terminar, embora no fim tenha entendido que era necessário.

Só fico meio bolada porque é a segunda vez que ela leva um fora. Tipo assim, será que toda vez que ela arrumar um namorado, é ele quem vai acabar lhe dando um chute no final? Bem... talvez isso tenha sido feito para que o DC não saísse tão machucado assim da história. Afinal, se ela terminasse, ele meio que poderia ficar com a esperança de que os dois pudessem reatar, poderia ficar atrás dela, etc. Mas como foi ele quem terminou, o DC não vai poder fazer isso.

Ah, e não vamos esquecer do Cebola que apesar de tudo, tinha boas intenções. Se bem que parte de mim acha que ele estava meio que tentando boicotar o namoro deles ao falar das coisas ruins que tinham acontecido. Mas entendo que ele queria que a Mônica visse todos os lados e não só o lado bonitinho.

Pelo menos ele se focou no que era melhor para a Mônica ao invés de insistir em continuar tirando proveito. Ele viu que ela não era uma pessoa completa e, pior, não se lembrava do quanto ele tinha melhorado porque essas memórias estavam associadas ao namoro dela. No geral, a participação dele foi boa, melhor que a ed. dos aparelhos.

Eu aposto que todo mundo devia estar imaginando que a Mônica ia voltar automaticamente para ele com o fim do namoro, né? Naninanão, crianças! Não é assim que as coisas funcionam. Não faz sentido esperar que ela simplesmente se jogasse para cima dele após ter terminado um namoro onde ainda existia amor e quando seu coração ainda estava machucado com o rompimento.

Só que deve ter doído um pouco nos cebonicos quando ela falou em encontrar outra pessoa especial, talvez alguém que não conhece ainda. Isso mostra que ela não vê mais o Cebola como possibilidade, não pensa em voltar para ele. De certa forma, é uma confirmação dolorosa de que ela não o ama mais.

Eu já sabia, mas muita gente ainda continua em negação, vamos ver se agora percebem a verdade. Se o Cebola quiser a Mônica de volta, primeiro tem que aprender a ser gente. Depois reconquistá-la aos poucos, fazer com que ela volte a pensar na possibilidade de eles ficarem juntos porque atualmente ela nem pensa mais nisso. Sim, ele vai ter que fazer com que ela o ame novamente, com que surja um novo amor no coração dela. É um longo caminho, então não esperem que isso vá acontecer na ed. 100.

Apesar desse gostinho ruim na boca (que está passando), eu gostei bastante da história. O enredo foi bom, com um foco maior no relacionamento entre a Mônica e o DC. Isso fez com que eles percebessem que não tinham mais como continuar juntos apesar do sentimento. Isso só comprova o que eu já falei várias vezes: amor por si só não segura relacionamento. É preciso que haja compatibilidade, afinidade, semelhanças.

Mesmo tendo afinidade, é difícil administrar um relacionamento porque apesar de tudo são pessoas diferentes. Então imaginem quando as diferenças são grandes demais e o casal não tem nada em comum? Aí sim fica difícil, talvez impossível, manter um relacionamento bom e saudável a longo prazo. Acho que isso é também um aprendizado para os leitores.

O que eu achei do namoro da Mônica com o DC? Bem, agora que fechou o circulo, poso dizer o que penso. Foi bom, não nego. Ela precisava de uma razão para largar de vez do Cebola e seguir com sua vida. Porém...

Como boa feminista que sou, eu fiquei sim um tanto bolada de ver a vida dela meio que sendo regulada por dois rapazes. Deixa eu ver se consigo explicar direito:

Ela precisava desencanar do Cebola e seguir em frente. Certo. Mas será que não podia ter feito isso sozinha? Confesso que fiquei com a impressão de que ela precisou da ajuda de outro rapaz para poder sair de um relacionamento tóxico, como se ela na fosse capaz de fazer isso sozinha. Tipo, ela precisou ser “salva” pelo DC.

Sim, sim, nós sabemos que esse namoro foi necessário para o amadurecimento do Cebola, o que leva a outra questão: a de que decidiram dar um novo namorado para a Mônica não por ela, mas sim para que o Cebola pudesse amadurecer. É como se a vida dela fosse regulada pelas necessidades do Cebola, não pelas necessidades dela.

Sei que a Petra não teve essa intenção, jamais teria. Mas sei lá, confesso que isso já me passou pela cabeça várias vezes. É por isso que agora eu gostaria que a Mônica ficasse um tempo sozinha, que sua vida fosse direcionada para ela mesma e não para o amadurecimento do Cebola ou qualquer outro rapaz. Que ela viva por si mesma, somente para ela e sua felicidade. Se algum dia ela for namorar outro rapaz, que seja para o bem dela e não para servir de gatilho para o amadurecimento do Cebola.

E se algum dia ela for voltar para o Cebola, que seja porque ela o ama e quer de verdade, mas que esse amor não se transforme em “recompensa” pelo amadurecimento dele. Mas por enquanto, ela devia ficar sozinha, talvez fazer como a Aninha e descobrir novos interesses.

E espero que tanto ela, quanto o DC saiam desse namoro amadurecidos. Que ele aprenda a ouvir, observar e dialogar, que saiba perguntar o que a pessoa quer ao invés de somente imaginar.

E que ela aprenda a dar valor as coisas que fazem por ela, aprenda a reconhecer o esforço que a pessoa faz para agradar. Por outro lado, ela também tem que aprender a falar o que gosta, a dizer não para aquilo que não quer fazer e não cair em programas de índio só para agradar a quem quer que seja. Ela tem que aprender a ter mais equilíbrio entre dar e receber. Tem que aprender que não se pode aceitar toda e qualquer mancada, mas que também não pode ser totalmente intolerante a todos os erros.

Talvez ela tenha aprendido algo para levar para os próximos relacionamentos no futuro.

Essa foi a crítica do mês, espero que gostem apesar do texto longo. Eu ainda estou devendo 3 edições do CBM. Não me levem a mal, eu até que gostei das  histórias, só não consigo encontrar algo interessante para falar sobre elas.

Para mais opiniões, confiram o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:

sexta-feira, 22 de julho de 2016

TMJ#96 - Desencontros: Palpites




Pois é, mais uma vez estou atrasada. Pois bem, vamos aos palpites. O enredo é o seguinte: Mônica tem a memória afetada por causa de algum aparelho bizarro e DC vai ter que se entender com o Cebola para que os dois possam ajudá-la. Mas tem um porém: será que ele vai conseguir salvar o relacionamento dele com a Mônica? Será?

Pelo visto, o namoro deles está descendo a ladeira. Os docônicos estão tristes, os cebônicos estão fazendo a dancinha da vitória e a vida segue. Primeiro, vamos a história.

De onde vem o aparelho bizarro que vai zoar com a memória da Mônica? Será invenção do Franja ou é de algum cientista maluco? Por que ela foi exposta esse aparelho? Houve intenção de afetar suas memórias ou foi um acidente? E como as memórias dela serão afetadas? Será que ela vai ficar com amnésia ou só irá esquecer algumas coisas? De que forma Cebola e DC vão se unir para ajudá-la?

São muitas perguntas, não são? Pelo visto, esse incidente poderá afetar o namoro dela com o DC de alguma forma. Será que ela vai esquecer que eles estão namorando? Será que a memória dela depois da ed. 68 foi apagada e ela esqueceu que trocou o Cebola pelo DC? Se sim, até que seria interessante ver, inicialmente, ele se esforçando para que ela se lembre e Cebola querendo que ela continue esquecendo de tudo.

Afinal, se a memória dela vai mesmo ser apagada ou qualquer coisa parecida, o Cebola poderia aproveitar essa oportunidade para se reconciliar com ela. mas parece que as coisas não vão ser tão simples assim e no fim ele verá que o correto é ajudá-la ao invés de se aproveitar da situação.

E será que eles vão tentar disputá-la de alguma forma? Sei que é meio depreciativo porque faz parecer que ela é um prêmio ou produto, mas aposto que muitos fãs adorariam ver esse tipo de coisa, tipo os dois brigando e tretando para ver quem vai ficar com ela.

Meio difícil saber como vai ser a história, essa é um tanto complicada de dar palpite. O aparelho pode ter vindo de qualquer lugar, pode ser um experimento, algo que deveria ser para o bem de todos e acaba dando errado. De repente, é algum scanner de memória, algo que nos mostra as lembranças e pensamentos das pessoas. Então a Mônica aceita testar o aparelho achando que não tem nenhum problema e acaba com as memórias zoadas.

Na imagem da quarta capa vemos que ela está sentada no trambolho aparelho e parece surpresa ou assustada, como se algo tivesse dado errado. Suas mãos e pernas não estão amarradas, indicando que ela está ali por livre e espontânea vontade.

Imagino que depois disso, os esforços do Cebola e DC sejam para que ela volte a se lembrar da sua vida, então a edição pode ter várias referencias a edições passadas. Engraçado que é a segunda vez que fazem uma história da Mônica e suas memórias. A primeira foi na ed. colorida, vocês devem se lembrar.

Nessa história, ela perdeu as memórias e teve que percorrer um longo caminho para recuperá-la e com isso vimos muitas referencias a gibis. Dessa vez podemos ver referencias a edições passadas da TMJ. Quer dizer, não sei se vai ser assim porque deve ser história de uma edição só, então não dá para esticar muito.

Há quem cite um filme chamado “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” que eu não assisti, só vi a sinopse. Nesse filme, uma mulher se desilude com o romance e decide apagar suas memórias. Será esse o caso da Mônica? Teria ela ficado tão desiludida assim com o DC a ponto de querer apagar suas memórias? Se bem que o final do filme parece ser feliz, mas não sei se vai acontecer o mesmo na revista.

O que o povo quer saber é o seguinte: será que eles vão terminar nessa edição ou o namoro vai seguir capengando mais um pouco até acabar em definitivo?

Sim, sim, nós já sabíamos que esse namoro tinha data de validade. Até que durou muito, pensei que não fosse passar de duas edições. Mas sabemos que está perto do fim.

Sei que a MSP decidiu dar esse rumo aos acontecimentos para ver se saía da mesmice e previsibilidade da Mônica e do Cebola, mas não sei se tiveram muito sucesso. Apesar de tudo, os leitores continuaram com a certeza de que no fim esse namoro ia acabar e a Mônica ia ficar com o Cebola. Nada de novo sob o sol. Mas tudo bem, serviu para dar um pouco mais de suspense, talvez levantar alguma dúvida e fazer o Cebola tomar vergonha na cara e virar gente.

Imagino que no fim da história, eles vão conseguir ajudar a Mônica a recuperar suas memórias perdidas. Falta saber se ela ainda vai ter o mesmo sentimento pelo DC ou se o namoro vai mixar. Afinal, o título da história é “Desencontros”. Olhando o dicionário, uma das definições de desencontro é:

Falta de coincidência (de ideias, sentimentos etc.); desconformidade, discrepância, divergência: Sempre sofremos com os desencontros amorosos.

E acho que é basicamente isso que vemos no namoro da Mônica com o DC. O sentimento pode ser verdadeiro, mas amor por si só não segura relacionamento nenhum. Prova disso é que Mônica e Cebola se amavam demais e mesmo assim romperam porque o sentimento por si só não foi suficiente. Um relacionamento precisa de muito mais para dar certo.

Mônica e DC se amam, mas acho que não sabem lidar com suas diferenças. Tudo bem, casais na vida real também tem essa mesma dificuldade. Às vezes dá para achar um meio termo, às vezes não dá e o jeito é terminar tudo.

Mesmo sabendo que o namoro deles vai acabar um dia, não gostaria que fosse de um jeito tão estranho. Sei que no mundo real o fim de um relacionamento pode ser muito doloroso e sofrido às vezes, mas será que precisa ser assim na revista?

Será que o fim não pode ser amigável, com os dois chegando a conclusão de que não foram feitos um para o outro e que é melhor cada um seguir seu caminho? O namoro deles foi bom e creio que o sentimento foi verdadeiro enquanto durou. Não é coisa do outro mundo acredita que houve amor entre eles ainda que por um tempo. Afinal, podemos amar várias pessoas ao longo das nossas vidas.

Sei que os cebônicos não aceitam, mas a Mônica pode sim ter amado o DC. Por que não? Ela não é propriedade do Cebola (na verdade é da MSP, mas isso não vem ao caso), logo não é obrigada a amar somente ele e mais ninguém. Ela pode amar outros rapazes, assim como o Cebola também pode amar outras garotas caso seja esse o caso.

Mas vou ser sincera numa coisa: o fim desse namoro me preocupa. Não pelo namoro em si, quem acompanha meu blog sabe que não sou cebônica, nem docônica. Sou teammonica. Se fosse só pelo namoro, eu nem estava me importando. O meu maior medo é eles voltarem com o eterno dramalhão entre Mônica e Cebola.

É disso que eu tenho medo porque agüentei isso durante dezenas de edições e não sei se vou ter paciência para agüentar mais outras. Foi mal, gente, mas paciência tem limite.

Tá, tá, vocês vão dizer que o Cebola mudou e amadureceu. Por mais que minha mente lógica saiba e entenda, ainda tenho algumas dúvidas. Afinal, ele tentou coagir a Mônica a usar aparelhos na ed. 94. A intenção pode ter sido boa, mas ele foi invasivo e desrespeitoso com ela.

“Ain, não seja tão severa, ele pediu desculpa no final e ficou bonzinho.” 

Sim. Igual as outras vezes em que ele pisou na bola e depois voltou todo mansinho para ela. Como vocês querem que eu acredite no amadurecimento dele se ele fez novamente a mesma coisa? Fica difícil, né? Mas vá lá, vamos continuar acreditando que um dia ele se emenda de vez. Afinal, o caminho para o amadurecimento é longo, tortuoso, cheio de buracos, pedras e é normal que ele tenha recaídas e dê alguns passos para trás. É por entender isso (que acontece com todo mundo na vida real) que vou tentar ter paciência mesmo que aparentemente eles voltem com o mesmo drama.

Agora, o que me preocupa de verdade é a Mônica terminar com o DC e o Cebola resolver arrumar uma namorada. Isso por si só até que não seria problema e sim a Mônica resolver que o ama, quer voltar pra ele e ficar sofrendo, chorando, se humilhando e pagando trocentos micos para tê-lo de volta. Tenho medo de a direção da MSP resolver pedir esse tipo de história para a Petra porque sei que ela não vai poder negar.

Sei que muita gente deseja isso para a Mônica porque na cabeça deles, foi errado ela ter rompido com o Cebola (apesar de ELE ter pisado na bola trocentas vezes) e ficar com o DC, logo ela tem que ser castigada. Mas eu não penso assim e acho que ela merece seguir com sua vida e ser feliz independente de qualquer rapaz.

O que eu desejo é que ao terminar o namoro, a Mônica passe um tempo sozinha, revendo sua vida, descobrindo outros interesses, se dedicando aos amigos e não sofrendo e se descabelando por causa de moleque imaturo.

Bom, acho que não adianta especular muito. O jeito é esperar pela história. Mas não vamos esquecer da capa que ficou muito bonita apesar de ter dado assim uma pontinha de tristeza. Eu gostei bastante porque foi original ter colocado como se fosse a tela quebrada de um celular. Quando vi pela primeira vez, pensei que fosse algum print que alguém tirou do celular. Só depois vi que era uma capa mesmo. Muito criativo e o desenho dos dois ficou ótimo.

Esses são os palpites do mês. Vamos ver o que a história nos reserva. Apesar de tudo, sei que vai ser muito boa e decisiva em vários pontos. É aguardar para ver. 

Antes que me esqueça, tem novo png com o desenho da capa que eu refiz e quebra-cabeça.  

Para mais palpites, confiram o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:

 

domingo, 17 de julho de 2016

TMJ#95 - Reinado dos jovens: Críticas


Oi, gente. Sim, eu sei que estou atrasada. É que andei meio que ocupada com algumas coisas. Mas é claro que não podia deixar de fazer a crítica, né?

Bem... eu gostei da história, não nego. Mas não achei que foi assim algo excepcional. Foi apenas boa, na minha opinião. E confesso que me identifiquei um bocado com a Mônica porque tenho sono pesado. Se ninguém me acordar ou não tiver despertador, eu não acordo.

Mas uma coisa que eu realmente achei muito legal nessa história foi mostrar praticamente todos os personagens da turma, mesmo que fosse num quadrinho só (tipo a ed. passada, onde tiveram mais participações também). Eu gosto porque anima mais a história, dá mais dinamismo, algo assim. Até a Nadine apareceu, apesar de ter sido apenas chamada de ex-rolo do Cebola (rachei de rir nessa parte).

Confesso que eu esperava ver os jovens reclamando dos adultos, aproveitando a ausência deles para cair na farra e só depois fazendo algo para resolver. Então me surpreendi com a maturidade da maioria deles que decidiram ir tocando as coisas da melhor maneira possível ao invés de querer abusar.

Eu gostei da participação da Denise, que não foi reduzida a somente uma fofoqueira de cabeça oca. Ela teve um papel importante, mas souberam manter a personalidade alegre e extrovertida dela. Aquele jeito de fofoqueira que a gente conhece.

Boa parte da revista é ocupada com os jovens tomando conta da cidade e tentando investigar o mistério. O desenvolvimento da história foi bom a meu ver. Teve um ritmo legal.

Quando aquele pessoal com roupa de proteção chegou e cercaram a cidade, deu aquele clima de filme de grandes epidemias, onde as pessoas ficavam em quarentena.

Ah, claro, teve a briga da Mônica com o Cebola para decidir o que eles iam ou não fazer. Sério, gente. Eu tinha esquecido o quanto detestava essas brigas e digo com certeza que não senti falta nenhuma delas. Acho que tive tanto disso por tantos anos que simplesmente enjoei.

E sei lá, não me pareceu uma briga para saber quem mandava ou não na rua. A Mônica só estava de boa tentando fazer algo. O Cebola é que foi atrás dela para saber o que ela estava fazendo. Em momento algum ela tentou obrigar ninguém a fazer nada. Por isso achei meio chato o Cebola colocar nela a culpa pelo pessoal ter se dispersado. Ora, ele também discutiu, também foi teimoso e também não quis ouvir o lado dela. Logo, ele foi tão culpado quanto ela, sem tirar nem por. Mas claro que ele tem sempre que jogar toda a culpa nas costas dela, né?

Claro que depois eles fizeram as pazes e ficaram de boa (Deja vu). Mas sei lá, preferia que ficassem separados. É por essa mesma razão que eu não quero que falem da volta deles, porque sei que vai ter muitas dessas brigas chatas e enjoativas.

Continuando, eu meio que senti falta de ver ao menos uma parte dos jovens tentando tirar proveito da situação. Sei que o espaço é limitado, mas seria legal se essa parte também fosse mais explorada. E é claro que o chefe dos baderneiros tinha que ser o Toni, né? Meldels... o sujeito não emenda nunca? E ainda cismou que ia virar o rei do novo mundo? Sei lá, foi meio sem noção considerando que a Denise já tinha falado que as pessoas fora da cidade não estavam transformando em pedra. Como ele pretendia derrubar governos e exércitos? Puxando a cueca de todo mundo?

E teve outro furinho também: o shopping não era um ponto assim tão estratégico. Tudo bem que tem muita coisa lá, mas será que só ali tinha supermercado, farmácia, lojas, etc? Tá, tá, eu sei que é só uma história e por isso não podemos nos prender tanto a esses detalhes. Só achei que eles não precisavam ter se preocupado com o Toni e o bando dele lá dentro.

Também achei um tanto boba a preocupação da Mônica em arrombar a porta. Pensando bem, é até fácil falar assim de barriga cheia, mas aposto que se a coisa apertasse, todo mundo ia querer invadir o shopping e dar um jeito neles. Aliás, será que em momento algum o Toni pensou nisso? Não pensou que eles eram minoria e que poderiam ser subjugados facilmente?

Outro detalhe é que achei estranho a Mônica ter ficado em dúvida se podia ou não derrubar aquela porta blindada. Gente, ela já pegou caminhão no laço (ed. 80), levantou um peso enorme que devia pesar mais de duzentos ou trezentos quilos (ed. 81), já arrancou uma porta super pesada da nave do Franja (ed. 65). Sem falar que suporta raios de Alivulpex e disparo de armas laser espaciais. Sei lá, acho que ela deveria ter sido capaz de arrancar aquela porta se quisesse.

Mas ainda assim a solução que o Cebola deu ao problema foi muito boa. Fez o Toni desistir “magicamente” da ideia de querer dominar o mundo.

Também foi legal o DC, justamente ele, ter conseguido descobrir a resposta para o mistério das pessoas petrificadas. Claro, só alguém como ele para querer visitar museus a semana inteira. Pelo menos ajudou a resolver o estranho enigma.

Confesso que fiquei assim um tantinho decepcionada porque esperava o pessoal, sei lá, indo a alguma ruína antiga, gruta, caverna ou nos esgotos do bairro para procurar esses monstros. Por esperar isso, fiquei assim meio uó quando vi que na verdade elas eram desenhos de alguma tapeçaria antiga. Por outro lado, até que gostei de terem saído do lugar comum com a ideia de que no fim das contas, as górgonas não eram tão más assim e estavam tentando fazer algo de bom para a humanidade ainda que de jeito errado.

Eu preferia ter visto a Mônica usar arco e flecha para combater monstros de verdade, não para colocar fogo em tapetes. Mas tranquilo, a história precisava de um final e acho que foi bom ter saído um pouco do previsível.

Só fiquei com penas das górgonas porque no fim não eram realmente más. Sei lá, fiquei até esperando que a turma tentasse apagar o fogo do tapete para que elas não morressem. No final, a história tinha tipo uma moral, uma lição para que as pessoas cuidassem melhor do planeta e da importância dos jovens para o futuro. A conclusão foi boa.

Um ponto positivo foi a pequena costura entre as ed. 94 e 95 através da conversa da Mônica e do DC sobre o que aconteceu no outro dia. Achei muito bom porque deu aquela ideia de linearidade, de saber que só se passaram alguns dias entre uma história e outra. Também foi legal ver a Mônica e o Cebola se entendendo mais um pouco e mesmo assim o DC não pareceu ter ficado com ciúmes ou preocupado. Acho que foi para não mexer no triângulo e atrapalhar histórias futuras. Sem falar que a participação dele também foi boa apesar de no inicio ter ficado assim meio apagadinho. Mas no final ele compensou isso ajudando a resolver o mistério e até trazendo o espelho para que a Mônica pudesse acertar o tapete em segurança.

Uma coisa que eu não posso deixar de mencionar e que vem confundindo os leitores é a questão da idade da turma. Afinal, quantos anos eles tem? Foi uma boa sacada ter feito com que o encantamento só funcionasse com os maiores de quinze anos, assim esclareceu para todo mundo sobre a idade da turma.

E o Mauricio falou também que a idade deles será sempre quinze anos, igual nos gibis onde eles sempre tem 7. Mas confesso que acho assim um tanto estranho. Nos gibis ainda vá lá, mas agora, na versão jovem, ficou esquisito. Especialmente depois das edições do Emerson onde o tempo passou de verdade (um ano entre a ed. 52 e 63 e mais um ano entre a 63 e 74). Tipo assim, foi mostrado que se passaram pelo menos dois anos e eles ainda continuam com 15? Esquisito, não? Mas tranquilo, a gente deixa quieto que é melhor.

E pensando bem, seria muito mais estranho se eles envelhecessem porque daqui a pouco já estaria na hora de entrar na faculdade e tudo, então o melhor mesmo é que tenham sempre quinze anos apesar de isso limitar um pouco porque não vamos ter edições de natal e pelo visto não vamos ter mais edições de aniversário porque isso significa fazer com que um deles complete dezesseis. O mais engraçado é que de acordo com a edição, o Toni vai fazer dezesseis em 6 semanas. Só que essas seis semanas nunca vão passar, entendem? Afinal, ele vai ter quinze para sempre. Estranho, não?

Para mais opiniões, confiram o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Meu corpo, minhas regras!


Acho que muitos de vocês já sabem dos ataques que a Petra vem sofrendo por causa daquela frase que a Mônica falou “meu corpo, minhas regras”. Era para eu já ter falado alguma coisa, mas precisava de um tempo para sentar na frente do computador e escrever sem interrupções.

Bem... mas que frase é essa e por que os reaças deram todo esse chilique? Simples: porque é uma frase muito usada no movimento feminista. E para esse pessoal, feminismo é ruim. Por que? Por que empodera as mulheres e tudo aquilo que nos empodera é ruim na visão deles. Afinal, onde já se viu mulher ter direitos e controle sobre o próprio corpo?

“Aaaainnnn, mas essa frase é usada em textos pró-aborto, mimimi-mómómó”

Sim. É também usada em textos a favor do parto humanizado, pelo direito da mulher vestir as roupas que tem vontade, direito a sexualidade livre, etc. E daí? O que vocês querem? Que mulher nenhuma tenha direito sobre o corpo dela, é isso?

Claro que as pessoas conhecem mais essa frase em textos a favor do direito ao aborto, embora ela seja usada em outros contextos também. Só que na história, em particular, a Mônica estava falando dos dentes dela. Aí a reaçada tirou do contexto, inventou coisas mirabolantes e começaram a atacar a Petra.

Francamente? Essa atitude foi ridícula e só fez meu respeito por esse povo despencar abaixo de zero. Não tenho obrigação nenhuma de respeitar quem ataca e agride as pessoas dessa forma. A Petra não fez nada de errado, não cometeu crime nenhum. Apenas escreveu uma ótima história, que pode nos levar a reflexões muito boas, gerar um debate legal e esse Zé povinho está dando todo esse ataque de histeria porque simplesmente não consegue aceitar que uma mulher tenha controle sobre o corpo dela.

Nãaaaoo, que é isso? Corpo da mulher é propriedade pública, todo mundo tem que opinar, todo mundo tem que dar pitaco. Mas se algo der errado, aí é problema só dela, né? Engraçado, para dizer o mínimo.

Olhando no Ask da Petra, tem uma pergunta que ilustra muito bem o quanto as pessoas parecem ter ódio das mulheres que decidem sobre seus corpos ao invés de se curvarem as exigências dos outros:


(nota: sei que é bobagem esconder o nome de quem fez a pergunta porque qualquer um que entrar no Ask da Petra vai ver, mas eu não quero expor ninguém e nem organizar nenhum ataque a quem fez a pergunta).

Pois bem. Meu corpo, minhas regras SIM! Aos poucos, as mulheres vão se empoderando SIM! E se achar ruim, vai ter mais empoderamento ainda!

A Petra fez muitíssimo bem em ter colocado a frase na revista. As pessoas precisam aprender a aceitar que o corpo da mulher só diz respeito a ela.

E antes que alguém aí venha se achar no sagrado direito de querer dar pitaco no que uma mulher faz ou não com o seu corpo, me responda o seguinte:

Quem terá de arcar com todas as consequências? A mulher ou você? A resposta é óbvia: a mulher. Outra pergunta:

Se é a mulher quem vai arcar com as consequências de qualquer decisão feita sobre o corpo dela, por qual razão outra pessoa deveria ter direito de decidir? Que direito uma pessoa tem de opinar sobre o corpo da outra? Ela é Deus por acaso? Tem alguma procuração assinada e registrada em cartório?

Pois é. Então acho que não tem nada de complicado nisso. Se é a pessoa que vive a vida dela, se é ela quem vai arcar com as consequências de qualquer decisão sobre seu corpo, é ela quem deve decidir o que fazer ou não com ele.

Agora, o mais engraçado nisso tudo é que o Cassaro também foi citado como roteirista, mas totalmente ignorado na hora dos ataques. Por que será, né? Isso só prova como as pessoas se incomodam quando uma mulher fala de empoderamento.

Espero que isso tenha ficado muito bem claro e dessa vez não vou aceitar ninguém vir aqui falar que mulher não tem direito sobre o corpo dela, que deve se sujeitar as opiniões de outras pessoas, etc. Eu posso tolerar que chamem a TMJ de lambança e time sem capitão, mas isso eu não vou tolerar de jeito nenhum!

Eu apoio a Petra e espero que a MSP também dê o devido apoio a ela!