sábado, 27 de janeiro de 2018

TMJ#14 - O portal das trevas - parte 1: Palpites

21:15 0 Comentários


Adivinhem só! Saiu a capa da TMJ 14 e parece que o bicho vai pegar! Finalmente o terror voltou, estava sentindo falta.

Ao que parece, a história será centrada no Cascão, o que acho bacana porque sai um pouco da mesmice Mônica-Cebola. E como é do Wagner Bonilla, não esperem a revelação de nenhum cavalo ou a aparição da serpente, tá? Isso é só nas histórias do Emerson.

Quando tentei imaginar como seria a história, lembrei que foi o Wagner quem criou a SAVERT, a organização sinistra com aquele vilão meio chatinho que queria destruir a árvore sagrada e depois criou um apocalipse zumbi. Será que ele vai passar essa história para a TMJ ou vai ficar só no CBM mesmo? Eu até que tinha gostado dessa idéia e esperava ver a continuação, que nunca veio.

Mas pode ser também que na TM J seja algo novo, outro tipo de vilão querendo dominar o mundo. Bem... esse vai ter que entrar na fila porque a Serpente já está de olho gordo na Terra, isso sem falar do Dr. Spam que ainda quer dominar tudo. Acho que não vai ter planeta suficiente para tantos vilãos! 

Imagino que algo ou alguém vai abrir o tal portal das trevas. Pode ser um acidente ou intencional, quem sabe alguém querendo obter algo abra o portal e depois se lasque. Mas também pode ser algo que aconteça de tempos em tempos devido a algum alinhamento maluco dos astros. E uma vez aberto, esse portal deve trazer caos e assombrações para todo mundo e é aí que a turma vai ter que correr para fechá-lo.

Um dos teasers fala sobre salvar um amigo. Será que algum amigo do Cascão será capturado por esse portal? Outro teaser mostra o Cebola em frente a televisão numa cena bem parecida com o do filme Poltergeist. Será que é ele quem vai desaparecer? Será que a história vai ser baseada no filme?

No filme, a garotinha é capturada pelos espíritos e levada ao outro lado, inferno, sei lá. Eles chamam um especialista e eles descobrem na casa um possível portal para esse outro lado. Eles tentam usar drones e tecnologia para ver o que tem no outro mundo e por fim o especialista usa uma corda para entrar pelo portal e salvar a menina. Se a história for mesmo baseada no filme, então vai ser isso que o Cascão terá que fazer para salvar um amigo: descer até o mundo das trevas (ou qualquer coisa do gênero) para salvar talvez o Cebola.

Então o portal se fecha e tudo fica bem. No filme, os espíritos estavam zangados porque a lápide deles tinha sido transferida para outro cemitério e eles raptaram a menina para saírem do purgatório, pelo que entendi. No fim eles foram encaminhados para a luz, pois era a única forma de eles deixarem a família em paz. Mas isso exigiu o sacrifício de alguém.

Será que na TMJ vai ser a mesma coisa? Seria interessante assistir o filme para depois ler a história e ver as semelhanças. E como será esse mundo das trevas? Seria uma versão invertida do nosso igual acontece em Stranger Things? Sei lá, imaginei isso ao ver a capa e um dos teasers da história. Reparem que o cenário é cinzento e visto sempre de cima para baixo. Na capa, Cascão tenta salvar Mônica de uma queda, que pode ser para esse outro mundo. No teaser, Cascão está descendo de patins, talvez para salvar o Cebola. É isso, produção? Mistério!

E se for mesmo baseado no filme, então podem esperar que vai ser tenso, com direito a assombração, objetos sendo atirados contra a parede e muitos sustos. Claro, tudo de acordo com a faixa etária da revista.

Quanto a capa, eu até que gostei. Não ficou aquela coisa tipo "UAU", não é de encher os olhos. A perspectiva confunde um pouco, temos que nos concentrar para entender os prédios e o que tem lá em baixo. E ficou tudo cinzento, um tanto sem graça. Entendo que isso pode ter sido feito para descrever o outro mundo além do portal das trevas, não sei. Mas acho que poderiam ter escolhido outra cor como alaranjado ou vermelho. Gostei do Cascão, mas a Mônica com cara de assustada já está ficando repetitivo demais.

Bem, vamos ver o que o Wagner reservou para nós, certo? Estou bem ansiosa, mas acho que vou ter que esperar bastante para ler a revista. Ain, que dor... sem falar que ainda tenho que colocar a leitura da TMJ em dia. Sim, andei pulando algumas revistas e preciso me atualizar primeiro.

E vocês, o que esperam dessa edição? Tem algum palpite aí? Não deixem de comentar!

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

A saga do portal das trevas - agora assim!

21:05 0 Comentários


Vocês já devem ter ouvido falar da nova saga: o portal das trevas. Estamos ansiosos sim ou claro? Ah, finalmente o terror vai voltar para a TMJ! Meldels, mal posso esperar!

Bom, pelo que sei não é história do Emerson e sim do Wagner Bonilla. Se não me falha a memória, foi ele quem escreveu a ed. 23, 25 e 26 do CBM onde se fala da SAVERT e aquele sujeito trevoso que quer dominar o mundo. Será que isso vai ser mostrado na TMJ também? Espero que sim porque tinha ficado bem interessada nessa história e deixaram de mostrar no CBM.

Se bem que essa outra imagem do Cebola na frente da televisão com várias marcas de mãos (alguém aí pegou a referência?) me deixou em dúvida. Pode ser algo a ver com Poltergeist, assombração, ou alguma entidade das trevas querendo dominar o mundo (que entre na fila, a serpente chegou primeiro!). 

Mas vamos nos segurar um pouco porque pretendo escrever palpites sobre essa saga, que pelo que parece vai envolver mais a participação do Cascão (aquele carinha que costuma ser esquecido às vezes). Quais surpresas nos aguardam? Aposto que a capa vai ser incrível!




terça-feira, 23 de janeiro de 2018

TMJ#6 - Cebola na Austrália: Críticas

10:53 0 Comentários



Oi, gente! Beleza? Hora de fazer mais uma crítica.

A ed. de hoje é a n. 6 – Cebola na Austrália. É quando eles mostram como foi o intercâmbio dele e também é sua volta ao Brasil após seis meses longe. Bem, não foi uma história de aventura, mas vá lá. Estava mesmo na hora de a gente saber como estava sendo a vida do Cebola na Austrália.

Confesso que eu sempre me perguntei por que a MSP decidiu que ele ia estudar inglês na Austrália e não nos EUA, talvez para fazer algo diferente. Já sabemos muito dos EUA, então seria interessante sabermos mais sobre outro país. Imagino que foi isso.

Toda a confusão começa quando a Mônica descobre que Irene foi fazer o intercâmbio junto com ele. Sabe, eu não acho errado o Cebola ter garotas como amigas. Não me entendam mal. Também não achei errado ela estar lá com ele, afinal tudo foi combinado antes de ele reatar com a Mônica e a Irene não pode deixar de fazer as coisas só por causa do ciúme dela. O problema não é esse.

Acontece que o Cebola deveria ter tido a decência de contar para a Mônica, desde o início, que Irene ia estar na viagem porque saber assim de repente foi muito desagradável. Ele sabe que Mônica sempre se sentiu desconfortável com a Irene, e deve saber também que era por culpa dele que vivia só enrolando, não assumia o namoro e ainda xavecava outras garotas. Sem falar que ele até propôs namoro, ela é que não quis.  Então sim, eu achei errado ele ter omitido essa parte.

Sim, vocês podem dizer que se ele tivesse contado, Mônica ia ficar atormentada por seis meses aqui no Brasil ou então poderia nem querer que ele fosse. Bom, ela também amadureceu muito e parou de se descabelar por causa dele, pois viu que não vale a pena. Então ela teria que ter maturidade para aceitar essa situação e entender que eles são só amigos.

Eu quero acreditar que ele mudou, sério, mas ficar escondendo as coisas desse jeito já é para desconfiar. Um passo para frente, cinco para trás. 

E as coisas não melhoraram nem um pouco porque ficaram publicando fotos dos dois. Ele deveria ter tido a sensibilidade para entender que a Mônica não ia gostar. Uma boa conversa franca teria evitado toda essa situação desagradável.

Tirando esse detalhezinho chato, eu gostei de terem mostrado um pouco da história e cultura da Austrália, teve muitas curiosidades e adorei a família que hospedou o Cebola. Eles falaram muitas coisas interessantes que a maioria das pessoas nem sabia. Fiquei até com vontade de provar da comida deles, parecia bem gostosa.

Achei legal os supermercados deixar as pessoas levarem os carrinhos para casa, pois aqui no Brasil isso seria impossível. Eles iam perder mais da metade. E o trocadilho que fizeram com o nome do supermercado e o da Dona Morte? Até o rosto dela apareceu na placa!

Outra coisa bacana foi a pontualidade dos ônibus e o fato de eles não usarem trocador. Só não acho muito prático o motorista trabalhar como trocador porque sobrecarrega e desconcentra, sei lá. E se forem muitas pessoas subindo no ônibus e ele tiver que receber dinheiro de todas? Vai atrasar muito! A não ser que a maioria use cartão, aí sim.

Também estão adotando essa ideia aqui no Brasil em alguns lugares. Onde eu moro, já aconteceu de nos domingos os motoristas trabalharem sozinhos. Acho meio chato porque pode tirar o emprego de muitos trocadores.

Ah, quanto ao vegemite, eu dei uma pesquisada e vi que o bagulho é feito do que sobra no tanque após a produção da cerveja. É basicamente fermento, caldo de legumes cozidos e muito sal. Parece delicioso (SQN). 

Eles usam esse negócio em um punhado de coisas: nas torradas, espaguete, abacate, sopas, queijo grelhado e se bobear até com chocolate (sacrilégio!). O pior é que se me dessem uma colherada disso falando que é Nutella, eu ia cair feito boba porque parece bastante.  

Outra coisa que achei interessante foi a liberdade que eles tem de andarem descalços. Eu não sou assim muito chegada a sapatos, então ia adorar poder andar descalça aqui. Ou pelo menos poder ir trabalhar com chinelo de dedo. Sério, sapatos são uma porcaria.

Só uma curiosidade: a família australiana chamava o Cebola de Jimmy Five. Nas revistinhas da Turma da Mônica em inglês, é esse o nome que deram ao Cebolinha.

Sabe... eu sempre quis fazer intercâmbio, conhecer outro país e cultura. E aprender sua língua também. A experiência que o Cebola teve na Austrália foi muito proveitosa mesmo porque deu para ver que ele fez uma imersão total na língua e cultura. Eu estudo inglês a um tempo, consigo falar e entender coisas simples, mas faz muita falta alguém para conversar e exercitar. Pelo menos o Cebola teve bastante disso para melhorar seu inglês. Se ele realmente se dedicou, deve ter voltado fluente.

Mas é claro que não podemos esquecer da Mônica, que estava quase voltando aos velhos tempos, quando se descabelava de ciúmes pelo Cebola. O diálogo dela com seu anjinho e diabinho foi engraçado. E sabe, gente... eu concordei totalmente quando a diabinha falou para ela sair do quarto e viver a vida, pois ela é linda, empoderada e não precisa do Cebola. E não, gente, isso não é papo de “hater”. É a verdade. A vida dela não pode girar ao redor do Cebola. Antes era assim e nunca trouxe nada de bom para ela.

Desde o início eu já sabia que não tinha rolado nada entre os dois, pois entendo que são só amigos. Como falei antes, minha crítica não foi por ele ter ido para a Austrália com a Irene e sim por ter escondido isso da Mônica.

E vou ser sincera: achei um tantinho desrespeitoso o roteirista dizer que somos haters por desconfiar do Cebola porque ficou parecendo que nós é que somos tipo aqueles desocupados que odeiam sem razão alguma. Ele nunca foi santo, sempre deu motivos para desconfiarmos, pisou na bola, aprontou trocentas vezes. Desconfiar dele não é frescura, não é coisa de “hater”.

E só pra esclarecer: se eu realmente odiasse o Cebola, teria parado de ler a TMJ há séculos. Quando eu tomo ranço de algum personagem que aparece muito, simplesmente deixo de lado porque não agüento ter que ficar olhando sempre pra criatura. Na minha vida inteira isso só aconteceu 3 vezes.

Mas tudo terminou bem e achei fofo o vídeo que o Cebola fez para a Mônica. Fofo e ao mesmo educativo porque mostrou vários lugares bacanas da Austrália. E devo admitir que ele teve bastante trabalho e dedicação para fazer esse vídeo. E espero que, DESSA VEZ, a birra da Mônica com a Irene tenha acabado de verdade.

Apesar de alguns “poréns” aqui e ali, eu gostei da história por ter mostrado tantas coisas interessantes da Austrália. Foi bom terem bolado esse intercambio do Cebola e como eles lidaram com esse tempo de separação. A Mônica ainda precisa amadurecer um pouco mais e aprender que não vale a pena ter ciúme. É perda de tempo, energia e não se ganha nada com isso. Ela nunca ganhou, só passou raiva e sofreu a toa.

Espero que tenham gostado da crítica desse mês.Eu também fiz um quebra-cabeça com as consciências da Mônica. Quem consegue resolver mais rápido? Anjos e demônios


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

TMJ#5 - Entre o céu e o inferno: Críticas

21:43 0 Comentários


Quando vi a capa pela primeira vez fiquei tipo “meldels, colocaram a Dorinha na capa!” sim, é praticamente um milagre eles colocarem um personagem secundário na capa da TMJ. Não é todo dia que acontece e fiquei bem feliz porque essa personagem nunca recebeu assim grande destaque.

Apesar de não ter dado nenhum palpite aqui no blog, fiquei pensando... quem seria esse anjo na capa? Um anjo da morte? Algum tipo de espírito? Sobre o quê fala a história? Por isso fiquei assim meio surpresa quando vi que se tratava da trajetória de um anjo caído.

Bem... eu não acredito assim em anjos. Quer dizer, não da mesma forma como as outras pessoas acreditam. É meio complicado explicar. Mas voltando a história, temos o Alef, o anjo que foi chutado do céu e se juntou a uma galera do mal para causar na Terra. Daí ele foi para o colégio do limoeiro e encontrou a turma.

O personagem foi bem coerente com o que se esperava de um anjo não tão bonzinho assim. Ele se mostrou arrogante, convencido e se achando no direito de desfazer das pessoas como se fossem inferiores. Bastante antipático no início e atraiu a desconfiança do resto da turma por suas atitudes e aparência, que era bem diferente do resto dos alunos. Até aí, tudo bem.

A Mônica tentar fazer amizade com ele e lhe dar as boas vindas também foi legal, especialmente sua atitude de não aceitar o preconceito dos outros alunos contra ele. Tranqüilo também.

Só achei que a Dorinha fez amizade com ele muito fácil. Quer dizer, para alguém tão arrogante que chegou se achando melhor que todo mundo, ele até que acabou sendo legal com ela apesar de ter sido grosso no começo.

Falando da Dorinha, eu gostei muito do foco e destaque que ela teve na história e sua personalidade é igual a que vemos nos gibis. É uma garota alto astral, positiva e que procura viver a vida da melhor forma possível. Ela passou uma mensagem bem bacana para os leitores.

Ela vê o mundo de outra forma diferente, com os outros sentidos e se sente feliz assim. Claro que ela gostaria de enxergar, mas não se sente ressentida por isso, nem tem inveja dos outros. Também não se sente injustiçada ou vítima.

Outra coisa de que gostei nessa história foi ver participação melhor dos outros personagens. Aninha e Titi foram hilários. Alguém aí quer biscoito de jiló com abacate? Eu não! Cascão e Xaveco trabalhando juntos também foi engraçado.

Eu rachei de rir com o Xaveco falando que estava assim de garota atrás dele. Tipo assim, não foi ele quem se jogou para cima da Irene na ed. 50? Não foi ele quem alugou um robô para lhe fazer companhia na ed. 32? Hahaha! Tô sabendo!

Nessa ed. o Xaveco até pareceu aqueles caras que vivem falando que centenas de mulheres morrem de amores por eles, mas ninguém nunca o viu com mulher nenhuma além da mãe e talvez da irmã. E essa de “Ain, nunca me apaixono”? Tá bom que eu acredito! Infelizmente não é algo que a gente possa controlar. Acontece e pronto. Claro que ainda podemos escolher como lidar com esse sentimento, só que tudo fica bem mais difícil porque as pessoas costumam ficar patetas quando se apaixonam mesmo.

O desenvolvimento foi bom, ótimas lições sobre viver a vida, aprender a ser feliz com o que tem ao invés de se afundar no recalque e gostei de como Alef e Dorinha foram ficando cada vez mais próximos. Uia, até beijo teve!

O momento em que ela quase foi atropelada também foi tenso, ainda mais quando Alef fez os carros flutuarem e depois levou aquele soco da Mônica. Tá, eu achei que foi injusto porque ele só estava tentando protegê-la, mas a Mônica não sabia disso, então era natural ela pensar que a amiga estava em perigo. Se bem que parar um pouquinho para escutar não teria feito mal a ninguém, certo?

Os três ex-anjos psicopatas também foram bons, típicos vilões que só queriam ferrar com a vida de todo mundo e ainda agiam como se isso fosse um direito sagrado. Eram os tipos de vilões que a gente queria ver se lascar bonito no final.

À medida que fui lendo a história e entendendo do que se tratava, comecei a ter uma sensação de déjà-vu que muitos leitores também devem ter tido. Algo familiar aí? Será que eu não vi algo parecido em outra edição? Sim, eu vi: ed. 66 – Amor de Anjo. Sim, pessoal. A idéia central foi basicamente a mesma.

Confesso que quando vi a quarta capa da edição, com Alef e Dorinha juntos, logo imaginei que eles iam terminar separados. Tá, é fácil dizer isso agora que já li a história, mas considerando o histórico da MSP em estragar casais, não dava para imaginar outra coisa. E quando descobri que Alef era um anjo, aí é que passei a ter certeza de que eles iam terminar separados.

E não deu outra: após ele ter morrido para salvar Ângelo de um ataque, acabou renascendo como um anjo. Nessa hora qualquer mísero restinho de esperança de que eles fossem ficar juntos morreu porque não tinha como ser diferente da ed. 46. Alef acabou tendo que ir embora porque sua missão era em outro lugar e não podia ficar com ela.

Pelo menos a Dorinha soube lidar bem com isso e não se mostrou triste ou frustrada. E também não ia adiantar mesmo, né?

Aí eu pergunto: por que, exatamente? Por que um anjo não pode sentir amor e ficar com uma pessoa, seja humana ou ninfa? Qual é a lógica nisso? A revista disse que se apaixonar enfraquece as pessoas, logo um anjo perderia as asas e se tornaria humano.

Aham. Aí eu fico pensando com os meus botões: aqueles anjos (mais o Alef) sentiram raiva, inveja, ódio e vários outros sentimentos negativos, mas isso não os enfraqueceu. Sim, eu sei que foram expulsos do paraíso e perderam as asas, mas aparentemente isso não os deixou mais fracos. Eles continuaram tendo poderes, podiam voar e até controlar as mentes das pessoas. Qual foi o prejuízo real que eles tiveram além do exílio? Eu não vi nenhum.

O ponto aqui é: eles tiveram uma pancada de sentimentos negativos e não enfraqueceram, mas foi só o Alef gostar da Dorinha e se importar com ela que acabou ficando fraco? É isso, produção? Alguém me explica essa lógica? Deu pra entender o meu raciocínio? Ficou parecendo que está de boas sentir ódio, mas sentir amor enfraquece as pessoas. Mensagem ruim que o roteirista acabou passando, viu?

Outra coisa com a qual não concordo é que na história confundiram amor com paixão sendo que são coisas bem diferentes. Paixão é algo que acontece num curto período de tempo, muitas vezes à primeira vista. O amor é construído com a convivência, leva tempo, dá trabalho e exige paciência.

Paixão geralmente leva mais em conta a aparência física, enquanto que com o amor aprendemos a focar mais nas qualidades da pessoa. Quando nos apaixonamos, alimentamos ilusões sobre a outra pessoa, idealizamos, praticamente criamos um personagem em cima dela.

Com o amor isso não acontece. Conhecemos a pessoa e seus defeitos, mas mesmo assim amamos porque as qualidades compensam. Paixão é ilusória, amor é mais realista. Mas dependendo do caso, paixão pode se transformar em amor sim, embora não aconteça sempre.

Então eu não posso dizer que Alef amava a Dorinha, porque o tempo de convivência deles foi muito pequeno, coisa de poucos dias. Mas também não sei dizer se era paixão porque ele mostrou se importar realmente com ela e não pareceu que estava alimentando fantasias, nem idealizando. Então imagino que ele gostava muito dela, estava desenvolvendo um sentimento especial que com o tempo podia se transformar em amor.

Seja como for, o sentimento que ele tinha por ela era uma coisa boa, que o tornou uma pessoa melhor. É aí que as coisas deixam de fazer sentido. Enquanto ele sentia ódio e inveja, tinha poderes. Mas quando passou a sentir algo bom e positivo, ficou fraco? Entendem onde quero chegar?

Acho que o roteirista só fez o final assim para bater com o “amor de anjo”, porque ia ficar muito sem sentido Ângelo terminar separado da Nina, mas Alef poder ficar com a Dorinha. Mas ainda assim eu acho muito estranho e sem sentido um anjo perder seus poderes por amar uma pessoa. O que nos faz perder a força, a meu ver, é esquecer de quem somos, nos anular e ficar só em função do outro. Aí sim perdemos nossa força mesmo.

Mas se formos capazes de manter nossa identidade, de nos lembrar de quem somos, do nosso valor e de que merecemos respeito, não acho que amar vai nos fazer perder a força.

Não sei se vocês se lembram, mas foi com esse pensamento que eu escrevi a fanfic “Santuário”, como uma continuação da ed. 46 porque eu não tinha me conformado com o final. Então arrumei um “jeito” do Ângelo poder ficar com a Nina e manter seus poderes de anjo. Para quem quiser conferir:


E também fiz um desenho dessa edição, imaginando um final mais feliz para os dois. Tem quebra cabeça também: Quebra-cabeça: Voe comigo

De qualquer forma, gostei bastante da história e do destaque que deram para a Dorinha, foi um bom protagonismo mesmo. Foi legal ver toda a turma se reunindo para acabar com aqueles folgados, e a aparição do Ângelo também foi muito boa. Gostei de como os outros personagens foram aparecendo e tendo algum espaço, não ficando tudo só entre os quatro principais. Gosto de aventuras em que a turma toda participa, ainda que dentro do possível. Apesar do final previsível, foi uma boa história.

Para quem quiser mais opiniões sobre a história, não deixem de conferir o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:


domingo, 7 de janeiro de 2018

Steven Universe - Lars of the stars e jungle moon

17:20 0 Comentários



Depois de tanta espera, finalmente lançaram dois episódios novinhos de SU: Lars of the stars e jungle moon.

E que episódios, meldels!

Quer dizer, Steven e Connie esperavam ver o Lars e as offcolors enfurnados numa caverna lutando para não serem mortos pelos robôs da Diamante Amarelo. Ao invés disso, eles deram de cara com ele sendo capitão de uma nave roubada debaixo dos narizes de 69 guardas e uma gem furiosa dando piti na tela do comunicador. Alguém esperava por isso? Nem eu!

Foi impressionante ver essa volta por cima. Em outro post eu falei sobre o amadurecimento do Steven. Impressionante, porém gradual. Com Lars foi diferente porque aconteceu quase que de um episódio para outro.

Primeiro ele era um Zé Mané medroso que só pensava em si mesmo. Depois ficou corajoso, decidido e com senso de liderança. Só fiquei um tantinho triste por não terem mostrado como eles saíram das cavernas, driblaram o sistema de segurança e roubaram a nave.

Sei lá, teria sido legal mostrar a vida do Lars na caverna depois que o Steven foi embora. O que ele ia fazer para passar o tempo? Como ia interagir com as outras offcolors? Será que ia sentir muita falta de casa e da família? Coisas assim. Teria sido um bom episódio.

Ver a Esmeralda dando piti na frente dele também foi hilário, especialmente a parte do bingo-bongo. Ter a nave preferida roubada por um bando de offcolors deve ter sido um soco direto no ego dela.

Uma das partes de que mais gostei foi ver o Lars quase morrendo de tristeza ao saber que Sadie seguiu com a vida dela. No início pareceu um tanto canalha e egoísta. Quer dizer, na última vez que eles se viram, ele virou as costas e fugiu ao vê-la em dificuldade. Enquanto trabalhava no Big Donnuts, ele sempre se aproveitava dela, não era legal e muitas vezes até grosseiro. Então ele nem deveria ter ficado surpreso por ela não ter morrido de tanto chorar por causa dele. Sem falar que seu senti um pouquinho de inveja da parte dele, pois ela conseguiu algo que ele sempre quis (e podia ter tido se não fosse tão Zé ruela).

Porém... estamos falando de seres humanos. Fraquezas irritam sim, mas no fim a gente acaba entendendo que ninguém é perfeito. O Lars deve ter se sentido deixado de lado, como se não tivesse importância nenhuma na vida dela e não fizesse falta. Apesar de ter sido um manezão a vida toda, no fundo ele gosta dela.

Por isso foi importante a fala do Steven, de que é necessário seguir em frente apesar da dor. Se afundar na depressão não leva ninguém a lugar nenhum. Sadie precisou seguir com a vida dela e felizmente Lars foi maduro suficiente para entender que ela fez porque tinha que fazer, não para magoá-lo. No fim, ele conseguiu ficar feliz por ela o que é um grande avanço, já que antigamente teria morrido de raiva ao vê-la toda feliz com a turma dos descolados.

Foi um bom episódio, mas o seguinte, jungle moon, deixou todo mundo de cabelo em pé.

Primeiro foi a Stevonnie de barba, coisa que ninguém esperava. Mas cá entre nós... ela é a fusão de uma menina com um menino, logo devia ser normal crescer barba no rosto dela após alguns dias. É a primeira vez que eles ficaram fundidos por tanto tempo, por isso nunca percebemos isso antes.

É bem legal porque desafia um bocado nossos padrões. Muitos a vêem como garota, então crescer barba no rosto dela meio que dá um nó no cérebro de muita gente. O que eu gosto da Stevonnie é que ela não pode ser classificada como homem ou mulher. É algo que causa confusão na cabeça das pessoas porque sua aparência é bem feminina, mas não podemos dizer que é uma garota porque Steven também faz parte dela. Acho que é alguém não binário, livre de gênero.

Eles ficaram presos na lua de um planeta que foi colônia da Yellow Diamond no passado. Um planeta bem destruído, enquanto a lua permaneceu cheia de vida. Serve também para mostrar o que acontece com um planeta colonizado pelas diamantes. O estrago que elas fazem é além da imaginação.

 
Agora, o que realmente deixou geral em polvorosa foi o sonho que Stevonnie fez e acabou revelando a face da tão esperada Pink Diamond. No início fiquei meio WTF. Era a mãe da Connie falando com Nefrite sobre invasão, depois naves começaram a aparecer do lado de fora. Aos poucos o ambiente muda e aparece a base lunar enquanto a mãe da Connie se transforma em YD
No início eu pensei que eles só estivessem assistindo a um fato do passado, mas depois fiquei meio sem entender quando YD de fato falou e interagiu com a Stevonnie, que estava agindo de um jeito estranho e bem mimado até. Só depois é que deu para entender a moral da história: eles estavam revivendo o passado de PD como se fosse ela própria.


Curioso esses poderes do Stevene e sua capacidade para se ligar as diamantes. Primeiro ele foi capaz de ver pelos olhos da Blue Diamond, depois acessou as memórias da PD como se fosse ela própria. Fico pensando se ele não teria alguma ligação com a YD. E por que ele é tão ligado assim à elas? O que tem nele que faz com que seja capaz de ver o que elas vêem e até de viver suas memórias? Mistério!

Outra surpresa foi a PD, em vários aspectos. Sua aparência é bonita ao que parece. Muitos ficaram decepcionados com a BD porque esperavam uma coisa e veio outra diferente. Mas a PD se parece um bocado com as fanarts que vejo por aí, só que bem menorzinha. E com uma pedra diferente.

São duas coisas que deixaram várias perguntas porque ela meio que foge dos padrões das diamantes que vimos até agora. É pequena e a pedra tem um formato diferente, mais de diamante e não somente um losango. Uns dizem que ela é defeituosa, mas sei lá...

Quem assistiu ao ep. Offcolors deve se lembrar da forma como gems defeituosas são tratadas no Homeworld. Será que as diamantes aceitariam uma gem defeituosa entre elas, para ser tratada como igual e liderar exércitos? Elas seriam capazes de amar alguém que tenha nascido com defeito? BD talvez, mas YD é pouco provável pelo que tenho visto da personalidade dela.

Pareceu no desenho que PD ainda era nova, talvez uma gem recém-criada. Ainda não tinha colônia nenhuma e era meio que tratada (e também agia) como criança. YD agia um pouco como uma mãe, talvez uma mãe severa que não tolera criancinhas mimadas.

Sobre o formato da pedra é difícil dizer. Até agora só tínhamos visto duas diamantes e as pedras delas são iguais. Então é fácil pensar que PD é defeituosa por causa do formato da pedra dela, mas ainda falta a White Diamond que sequer foi mencionada no desenho. Como seria o formato da pedra dela? Será que existe mesmo um padrão? YD e BD parecem ter a mesma idade, imagino que tenham surgido juntas, daí suas pedras terem o mesmo formato e ficarem no mesmo lugar. PD foi criada depois, talvez seja a mais nova das diamantes.

E é bom lembrar que quem criou esse padrão de Diamante = pedra em forma de losango fomos nós. Não sabemos se as diamantes do desenho pensam dessa forma.

Agora, o tamanho confunde bem porque YD e BD são maiores que uma casa. É só ver o tamanho da cabeça da BD em relação ao Steven para termos uma idéia de como elas são enormes. Será que gems podem aumentar de tamanho?

Na primeira vez que apareceu, YD era grande, mas não gigantesca. Depois ficou enorme. Ou isso aconteceu por falta de consistência na hora de desenhar os personagens ou então ela cresceu mesmo. Ainda não temos como saber.

Sabe, no início eu cheguei a pensar que PD fosse uma diamante “boa”, que talvez tenha percebido o mal que estava fazendo com a Terra e resolveu mudar. Sabe de nada, inocente! Mas depois do que a Garnet falou dela e desse episódio, acho que mudei de idéia.

E pensando bem... ela raptava humanos para colocar num zoológico como troféus. Não vejo muita bondade nisso. Aí fico imaginando como deve ter sido uma líder mimada e arrogante colonizando seu primeiro mundo e agora já sei por que a Rose se rebelou. Aquela criatura estava mesmo precisando de uma boa havaiana de pau!

O chato desses episódios é que eu fiquei com vontade de ver mais, só que ainda vai demorar um bocado. Meldels... será que os novos episódios só vão sair de seis em seis meses? Ain... é isso que está doendo! Queremos saber tantas coisas e a Rebecca lança os episódios a conta-gotas após um longo período de vácuo. Acho que nesse ritmo, só os nossos netos vão saber como termina a série. 

A propósito, eu falei em outro post que SU é sempre cheio de referências, certo? Então vai mais uma: o visual de Lars é baseado no Capitão Harlock, um personagem de anime. Vocês podem ver mais informações desse anime aqui: (Capitão Harlock