TMJ#91 - A Torre Inversa, parte 2: Críticas ~ TMJ do meu jeitoTMJ do Meu Jeito

terça-feira, 15 de março de 2016

TMJ#91 - A Torre Inversa, parte 2: Críticas


Hora da crítica e dessa vez estou dentro do prazo. Mas também, não podia deixar de falar dessa história que já começou tensa e cheia de agitação. Nada de conversa fiada ou papo furado, só pancadaria e confusão. Seu Samir subestimou o pessoal achando que dependiam só da Mônica e quebrou a cara (e metade do corpo) ao descobrir que eles também tinham a Sofia.

Bom... confesso que a tentação de simplesmente entregar a Penha é grande. Afinal, ela nunca faria nada de bom por ninguém. Mas... como a Creuzodete tinha falado que eles iam precisar dela, o jeito foi manter a jararaca entre eles por um tempo. Só fiquei tipo “magoei, mimimi” quando a Sofia falou que a Penha era a melhor amiga dela. Poxa, e a Denise? Quem em sã consciência teria coragem de trocar a Denise pela Penha?

Quer dizer, a Penha só maltratou a Sofia o tempo inteiro, insultou, usou o olhar do desprezo várias vezes, mandou Agnes atacá-la e sempre a tratou como criada. Denise pode ter seu jeito ácido e debochado, mas nunca fez nada disso. Quem é mesmo a amiga de verdade aqui? Pois é.

Pelo menos seu Samir descobriu uma forma digamos... não muito convencional... de evitar o olhar do desprezo da Penha. Por que ninguém pensou nisso antes? É genial! Ih... pera... né não.

Quando Sofia jogou a Mônica em cima do Samir, fiquei sem saber se era para rir ou ficar com pena. Sério, acho que essa não foi feliz já que ela estava meio mal por ter sido transformada em lesma e por causa da febre também. Por essa mesma razão não gostei muito da zoação da Denise com o problema da Mônica. Entendi a piada, sério, mas sei lá. Acho que para tudo tem um limite. Não sei se eu conseguiria rir de uma pessoa nessa situação.

Ah, não podemos deixar passar a referência a história do “menino calamujo”. Será que o Franja pode mesmo ajudar? Se bem que na história o Cebolinha voltou ao normal porque Magali salpicou sal nele. De repente isso pode resolver o problema da Mônica também. E já que a Magali adora mexer com sal grosso, tá aí a solução perfeita.

E, meldels... acho que finalmente entendi o lance das baratas viverem 9 dias sem a cabeça. Coitado do zelador... será que ele foi mesmo esmagado ou virou algum bicho doido? Creuzodete falou que o Cascão não ia poder salvar todo mundo. De repente, foi o zelador quem acabou dançando.

A conversa entre Cebola e Denise também foi bem interessante porque ela acabou tocando no assunto de ele ser um vilão por causa do que aconteceu em Sococó da Ema. Mas no fim era só zoação porque ela deixou claro que ele se arrependeu das burradas que fez e ainda se sacrificou para salvar todo mundo. Isso é algo que um herói de verdade faria. Sei não, mas isso me pareceu meio que uma resposta a esse pessoal chorão que fica repetindo ad nauseam que o Cebola está sendo vilanizado nas histórias do Emerson. Acho que isso encerra o assunto: no fim das contas, ele é um herói apesar de todos seus defeitos.

Mesmo assim Denise deixa claro que Cebola é maninpulador, mas ele não deixa por menos ao dizer que ela também fazia a mesma coisa com as meninas da escola. De certa forma, ele até que não deixa de ter razão. Mas tenho dúvidas se eles têm mesmo tantas coisas em comum. Afinal, Cebola nunca foi um fofoqueiro compulsivo e eu nunca vi Denise mostrar nenhuma ambição patológica de dominar o mundo.

E para ficar mais estranho ainda , Penha aparece dizendo que queria ficar com seu casal preferido de vilões e que eles eram feitos um para o outro. Tipo assim... oi? Sério, aposto que todo mundo ficou coçando a cabeça com isso, não ficou? Eu também achei interessante a fala da Penha sobre todo mundo agir como vilão em algum momento da sua vida. Não deixa de fazer sentido já que ninguém é santo. Talvez seja uma forma dela se justificar pelo que fez, ainda que de forma inconsciente. Ou então outra resposta para esse pessoal que insiste em continuar dizendo que o Emerson vilaniza o Cebola. Pensando bem, lembram da saga do caderno do riso? Ele agiu como vilão durante a história inteira, assim como a Denise. Interessante como os dois voltam a interagir, não é?

E só eu fiquei passada quando finalmente disseram que a Melissa morreu? Poxa, depois de tanto tempo esperando ela finalmente aparecer e vem essa? Magoei, mimimi... bom, ela morreu, mas parece que vaga pelo hospital na forma de uma menina, o que é estranho já que ela tinha 17 quando morreu.

Aos poucos a identidade do seu Samir vai sendo revelada. Primeiro ficamos sabendo que ele passou uma temporada na sede da DINAMICA, depois que ele não se chama Samir de verdade. O que eu achei engraçado foi os agentes terem deixado que ele saísse da base e fosse ao hospital. será que na base deles não devia ter um hospital que fosse mais avançado? Ah, tudo bem. O que esperar de uma base que fica atrás da padoca do seu Quinzão? 

Tenso mesmo foi quando os tais agentes da D.I.N.A.M.I.C.A. apareceram. Pelo menos era o que pareciam já que Cebola tinha falado deles a pouco tempo e seu Samir tinha passado uma temporada na base deles. Mas quando sacaram uma miniatura do Quadrivium (onde compro uma dessas?) e fizeram a enfermeira sumir, vi que lascou tudo. Agora, eu não sei por que, mas quando vi os três agentes andando pelo hospital, eu acabei lembrando do filme Hellraiser. Sim, foi estranho eu ter feito essa associação, talvez seja por causa do mini-Quadrivium. No filme Hellraiser, há um cubo meio sinistro que leva as pessoas para uma dimensão que faz o planeta Tumba parecer uma colônia de férias.

Só que agora eu fiquei com uma dúvida cruel: por que toda vez que alguém vai dar uma revelação bombástica e importante, essa pessoa acaba morrendo/desmaiando/whatever antes de falar qualquer coisa? Sério, nunca vou entender isso. Mas dessa vez achei graça da cena e da seqüência de onomatopéias. Sem falar a cara da Mônica.

Impressionante mesmo foi o Betão mantendo o ceticismo apesar de todas as bizarrices que presenciou até então. Sim, gente, mudar de paradigma é difícil mesmo e parece que ele é o típico cético que não se convence nem quando todas as provas e evidencias são esfregadas na cara dele.

Mais difícil ainda foi acreditar que Mônica acabou partindo para o lado negro da força por causa da infecção (ou seja lá o que o Samir fez com a cabeça dela). Sério, foi muito bizarro vê-la andando pelo teto (e Betão ainda achando que é só doença) e depois indo embora com os insetos. Essa parte até que me lembrou um pouco a Rosinha na ed. 84, onde ela foi perdendo a consciência até debandar para o lado negro de vez. Nessa edição, o Shub-Sogoth falou que Rosinha tinha evoluído, aí a Mônica fala a mesma coisa. Percebem a “coincidência”?

Agora vamos falar da conversa do Cebola com a Denise, que certamente deve ter despertado a ira e os instintos assassinos de todos os Cebônicos da Terra. Sim, gente. Dura e triste realidade: o Cebola está desencanando da Mônica e percebendo que também existe vida além dela. só que parte dessa conversa ficou meio estranha porque o Cebola disse que eles nem conversam mais direito e já sabemos que os dois fizeram as pazes e estavam se dando muito bem na ed. 87 (somos todos nerds). Por essa mesma razão achei estranho a Mônica ter brigado com o Cebola na ed. 90 achando que ele a estava perseguindo. Acho que nessa parte o Emerson escorregou um pouquinho porque saiu fora do que a Petra já tinha feito.

E aposto que muitos devem ter odiado o que o Cebola falou sobre ter desencanado da Mônica e estar de boa. Essa parte até lembrou a ed. de sombras do futuro onde Mônica teve aquela conversa com Denise que também deve ter deixado muito cebônico espumando de raiva.

Falando nisso, vou fazer uma pausa aqui para dizer uma coisa bem engraçada: vocês sabiam que já fui expulsa de dois grupos só por não ser cebônica? Gente, esse pessoal anda muito sensível para o meu gosto, viu? Sim, agora não pode mais discordar deles que vão logo partindo para a ignorância. Depois vem reclamar dos docônicos. Nos dois casos eu não maltratei ninguém e não xinguei o Cebola, mas para esse povinho sensível basta discordar de algo e argumentar para deixá-los espumando de ódio. A única coisa que achei meio chata é que no segundo grupo eu nem pedi para entrar. Alguém acabou me colocando nele não sei porque (todos sabem que não sou cebônica e nem docônica) e agora eles fazem essa palhaçada. Bah, tudo bem. Não vai fazer falta mesmo, para mim tanto faz. Sobra mais tempo para outras coisas mais interessantes.

Voltando a crítica, outra parte de que gostei muito foi quando o pessoal visitou o passado, ou as lembranças do Samir. Só que numa parte eu fiquei meio confusa porque o Cascão afirmou que alguém chamou o nome dele e eu nem tinha visto nada. Então deve ter sido só algo da cabeça dele, como se seu Samir o tivesse guiando através das suas memórias para que ele visse seu passado. 

Eu achei o garotinho muito fofo e fiquei morrendo de pena ao ver como estava sendo tratado por aquele pessoal esquisito do orfanato. Já o Cascão se deu muito bem com ele porque os dois eram bem parecidos.

Bom, até aí tudo bem. O que está me confundindo bastante foi a enfermeira aparecer falando que a família do garoto morreu por causa de uma tempestade (daí seu medo de água). Como assim? Ele não era irmão do pai do Cascão? Ou será que foi adotado? Mistério... E aquele grupo estranho de pessoas? Vocês devem ter reparado que os pais da Agnes estavam entre eles, mas quem serão os outros? O chefe do grupo até que parecia um prof. Snape mais magrinho. E aquele papo do garoto trazer miséria e decadência não deixou lá muita dúvida de quem poderia ser. Ao que parece, falharam em tentar purificar a alma dele. Alguma coisa deu errado. 

Uma coisa interessante, não sei se tem algo a ver, é o nome do Snape magrinho, sr. Malacai. É que há muitos anos eu assisti a um filme chamado colheita maldita onde tinha um personagem que se chamava Malachai (mas pronuncia Malacai). 


Sabe, quando seu Samir falou sobre o tempo não existir, confesso que concordei com ele. O que é tempo na verdade? A gente pensa que é algo absoluto, mas como pode ser se ele nem corre da mesma forma em todo universo? Ele pode até correr diferente dependendo da situação (coisas chatas parecem durar mais, as legais parecem durar menos).

A medida que fui lendo essa história, percebi que o Emerson estava mesmo afim de despertar a ira dos Cebônicos. Tipo assim... “caindo de amor”? Querem mesmo matar as esperanças que os fãs ainda têm de verem Mônica e Cebola juntos? Que maldade! (SQN). E aquele beijo dos dois após uma quase declaração de amor? Gente, que é isso???

Olha, isso sim é um romance para lá de improvável. Sério, eu nunca teria imaginado essa possibilidade. Quer dizer, eu enumerei nove casais diferentes e não acertei nenhum? Hahaha! O chato é que dias atrás um idiota postou a página do beijo, então eu não pude me surpreender como muitos leitores que não viram esse maldito spoiler. Que pena... mas enfim, tirando esse aborrecimento eu fiquei numa boa apesar de ter estranhado um pouco a rapidez com que eles se apaixonaram. Sim, confesso que achei o romance dos dois assim meio... forçado. Vejam bem: na saga dos herdeiros da Terra, Zeca já estava flertando com Denise há um tempo. O interesse dele não surgiu da noite para o dia. Com o Xavecão foi a mesma coisa. Mas agora ficou estranho porque me pareceu assim meio repentino. Tipo, eles só começaram a gostar um do outro na hora em que os tais agentes da D.I.N.A.M.I.C.A. estavam prestes a desintegrá-los. Foi muito rápido, repentino, aquela coisa que saiu assim meio do nada.

Se bem que eles estavam numa situação de estresse, o lance pode ter surgido no calor do momento. Um estava apoiando o outro, lutando contra um inimigo comum... Cebola já andava meio carente porque ficou sem a Mônica, Denise se comoveu com a atitude dele de salvar sua vida, uma coisa levou a outra e rolou um beijo. Pode ter sido mais paixão e atração física do que algo verdadeiro. Bem, vamos saber mais disso na próxima edição, não adianta especular muito. Mas cá entre nós, a cena foi bastante intensa. A propósito... alguém aí se lembra da última vez que o Cebola se arriscou desse jeito para salvar a Mônica? Sim, sei que sou muito cruel e gosto de alfinetar, sorry.

E é claro que o Cebola não podia morrer por causa da marca de Ior. Até que acabou sendo uma boa, viu? Tipo assim, agora ele é imortal até que o quarto cavalo apareça e o selo se rompa. Aí sim ele tá lascado.

Quem mais adorou o chutão que Magali deu na Penha? Sim, foi merecido apesar de ela não ter tido nada a ver com esse novo e inusitado casal.

O que falta agora é a Penha arrumar um desconfiômetro e entender por que ninguém consegue gostar dela. Sério, ela parece ter uma séria dificuldade para admitir seus erros no passado e depois não entende por que todo mundo vira a cara para ela. Tipo assim, será que em momento algum ela parou para pensar que Mônica não gostava dela porque ela tentou ferrar com sua vida nas ed. 51 e 52? Eu ainda não sei como Sofia pode gostar tanto dela, realmente não entendo.

A propósito, vocês lembram da tal Joana da ed. 90? Sinistro ela ter virado um monstro gigante, não? Sério, foi realmente sinistro. Especialmente quando o monstro engoliu a Sofia. Tudo por culpa da Penha, claro, que resolveu dar chilique só porque ninguém gostava dela (porque será, né) e saiu andando por aí. Espero que no fim ela se salve. Ou será que vai morrer também? gente, seria muito triste, mas talvez a morte dela faça a Penha ganhar alguma consciência, quem sabe? Ela já mostrou que é capaz de se importar com alguém quando chorou preocupada com a Sofia. Pode ter alguma salvação para ela. Sonhar não custa nada.

Outra coisa que vai precisar ser esclarecida é porque os agentes da D.I.N.A.M.I.C.A. tinham uma miniatura do Quadrivium e usavam aquilo para fazer as pessoas desaparecerem. Aliás, eles queriam mesmo matar as pessoas ou as estavam levando a outro lugar para que recebessem tratamento? Difícil dizer porque essa organização não segue os mesmos princípios morais que as pessoas em geral seguem. São tipo “os fins justificam os meios”, então não duvido nada que tenham eliminado as pessoas contaminadas pelo seu Samir para que uma possível doença não se espalhasse.

Mas tem uma coisa que me deixou bem alegre: saber que no fim das contas o cavalo da peste (ou decadência) era mesmo o Capitão Feio. Uhuuu, acertei! Claro que agora temos um zilhão de perguntas (que prefiro fazer nos palpites da ed. 92), mas tranquilo. Acho que não tinha como ser outra pessoa. Pelo menos esse gol eu marquei.

Outra coisa legal foi a lua ter chorado de novo. Meldels, a treta vai ser realmente maligna na próxima edição! E vocês notaram que a conversa da Magali com o Feio foi a mesma que ele teve com o Zelador? Curioso como as coisas mudam, não? Foi só um tipo de ironia ou tem algo mais aí? Lembrem que ainda não sabemos quem era o tal zelador. Nem vou falar muito porque quero guardar um pouco para os palpites da ed. 92.

A história foi realmente boa, densa, com muita coisa acontecendo e vários mistérios. Para cada coisa que era explicada, outras dúvidas surgiam. Sei que isso incomoda muita gente que não consegue lidar com as dúvidas e acha que tudo deve ser milimetricamente explicado o tempo inteiro. Gente, essa é uma grande saga, com muitos capítulos. Então vocês não podem ficar choramingando porque todos os mistérios não foram esclarecidos logo de cara. Tudo vai ser respondido quando chegar a hora, é só esperar!

Essa foi a crítica do mês, que ficou super longa, como sempre. Agora é só esperar a capa da ed. 92 para eu dar os palpites. O Emerson já começou a soltar os teasers e um deles fala sobre a origem do Capitão Feio. Vai ser realmente incrível!

Para variar, minha galeria de imagens deu zebra de novo. Acontece o seguinte: o provedor de hospedagem onde eu armazeno as imagens tem limite de acesso. Quando o site passa desse limite, ele cai. É o que acontece. Meu blog tem um número razoável de acessos e aí acaba dando problemas. Eu estou tentando encontrar outra alternativa para resolver isso, então vou pedir para que tenham paciência, tá?

Para mais críticas, confiram o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:

E confiram também a crítica do blog TMJ Diversidades: TMJ 91 - A Torre Inversa: Parte 2 - Críticas


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